O transtorno de personalidade borderline (TPB) faz com que a pessoa se torne um agressor (bully)?
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O transtorno de personalidade borderline (TPB) faz com que a pessoa se torne um agressor (bully)?
Essa é uma questão complexa. Embora o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não cause diretamente o bullying no sentido tradicional e intencional, os sintomas do TPB podem levar a comportamentos agressivos ou abusivos que se assemelham ao bullying, especialmente em relacionamentos íntimos e interpessoais.
A diferença principal reside na motivação do comportamento.
Como os Sintomas do TPB Podem Levar a Comportamentos Agressivos
Os comportamentos que podem ser percebidos como agressão ou bullying por outras pessoas são, na verdade, manifestações da dor e da desregulação emocional do TPB.
Sintoma do TPB Comportamento Observado Como é Percebido (Bullying)
Raiva Intensa e Inadequada Explosões de raiva desproporcionais, ataques verbais (xingamentos, ofensas) e fúria após se sentir rejeitado ou frustrado. Agressão verbal e intimidação, visto como um ataque não merecido.
Medo Frenético de Abandono Táticas manipulativas (ameaças de autolesão/suicídio, chantagem emocional) para forçar o parceiro a ficar ou atender às suas necessidades. Chantagem emocional e controle, visto como abuso ou coerção.
Instabilidade de Relacionamentos A alternância entre idealização (adoração) e desvalorização (crítica severa) de uma pessoa, muitas vezes mudando rapidamente. Comportamento errático, cruel e confuso, que mina a autoestima da outra pessoa.
Impulsividade Reações repentinas e extremas sem ponderar o impacto emocional ou social nas outras pessoas. Atos agressivos ou de rejeição abrupta que causam grande sofrimento imediato no alvo.
Exportar para as Planilhas
Em resumo: A pessoa com TPB pode se comportar de forma agressiva não por um desejo calculado de dominar ou oprimir (característica típica do bully), mas sim como uma reação desesperada, impulsiva e desregulada ao medo de ser abandonada ou à dor de um trauma.
O Ciclo da Vítima-Agressor
É muito comum que pessoas com TPB tenham um histórico de terem sido vítimas de trauma, abuso e bullying na infância ou adolescência.
O trauma anterior as torna hipersensíveis a qualquer sinal de rejeição ou crítica.
Quando se sentem ameaçadas de abandono (o que acontece frequentemente devido à hipersensibilidade), elas podem reagir agressivamente para tentar controlar a situação ou afastar a dor.
Nesse contexto, a pessoa com TPB pode se enquadrar no perfil de vítima-agressora, que utiliza comportamentos agressivos como uma forma disfuncional e não saudável de lidar com o sofrimento e se proteger de mais traumas.
O tratamento adequado (como a Terapia Comportamental Dialética - TCD) foca justamente em ensinar a pessoa a regular essas emoções intensas e a usar habilidades mais eficazes e menos destrutivas em seus relacionamentos.
A diferença principal reside na motivação do comportamento.
Como os Sintomas do TPB Podem Levar a Comportamentos Agressivos
Os comportamentos que podem ser percebidos como agressão ou bullying por outras pessoas são, na verdade, manifestações da dor e da desregulação emocional do TPB.
Sintoma do TPB Comportamento Observado Como é Percebido (Bullying)
Raiva Intensa e Inadequada Explosões de raiva desproporcionais, ataques verbais (xingamentos, ofensas) e fúria após se sentir rejeitado ou frustrado. Agressão verbal e intimidação, visto como um ataque não merecido.
Medo Frenético de Abandono Táticas manipulativas (ameaças de autolesão/suicídio, chantagem emocional) para forçar o parceiro a ficar ou atender às suas necessidades. Chantagem emocional e controle, visto como abuso ou coerção.
Instabilidade de Relacionamentos A alternância entre idealização (adoração) e desvalorização (crítica severa) de uma pessoa, muitas vezes mudando rapidamente. Comportamento errático, cruel e confuso, que mina a autoestima da outra pessoa.
Impulsividade Reações repentinas e extremas sem ponderar o impacto emocional ou social nas outras pessoas. Atos agressivos ou de rejeição abrupta que causam grande sofrimento imediato no alvo.
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Em resumo: A pessoa com TPB pode se comportar de forma agressiva não por um desejo calculado de dominar ou oprimir (característica típica do bully), mas sim como uma reação desesperada, impulsiva e desregulada ao medo de ser abandonada ou à dor de um trauma.
O Ciclo da Vítima-Agressor
É muito comum que pessoas com TPB tenham um histórico de terem sido vítimas de trauma, abuso e bullying na infância ou adolescência.
O trauma anterior as torna hipersensíveis a qualquer sinal de rejeição ou crítica.
Quando se sentem ameaçadas de abandono (o que acontece frequentemente devido à hipersensibilidade), elas podem reagir agressivamente para tentar controlar a situação ou afastar a dor.
Nesse contexto, a pessoa com TPB pode se enquadrar no perfil de vítima-agressora, que utiliza comportamentos agressivos como uma forma disfuncional e não saudável de lidar com o sofrimento e se proteger de mais traumas.
O tratamento adequado (como a Terapia Comportamental Dialética - TCD) foca justamente em ensinar a pessoa a regular essas emoções intensas e a usar habilidades mais eficazes e menos destrutivas em seus relacionamentos.
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Não se pode afirmar que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) faça a pessoa tornar-se um agressor ou praticar bullying. O TPB não determina o sujeito a ocupar essa posição. O que a psicanálise observa é outra lógica: a do sofrimento psíquico, da fragilidade do Eu e das formas de manejar angústias intensas.
A agressão, quando aparece, não é estruturante, mas sinal de fragilidade, de dificuldade de simbolização e de dependência intensa do olhar do outro. O bullying, por sua vez, implica uma organização psíquica distinta, mais próxima de defesas narcisistas rígidas ou de posições perversas, não da estrutura borderline.
A agressão, quando aparece, não é estruturante, mas sinal de fragilidade, de dificuldade de simbolização e de dependência intensa do olhar do outro. O bullying, por sua vez, implica uma organização psíquica distinta, mais próxima de defesas narcisistas rígidas ou de posições perversas, não da estrutura borderline.
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