Olá. Gostaria de tirar uma dúvida e compartilhar uma situação que tem me consumido muito ultimamente

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Olá. Gostaria de tirar uma dúvida e compartilhar uma situação que tem me consumido muito ultimamente.

Estou lutando contra a pornografia e, por enquanto, está relativamente controlável. Porém, me encontro em um estado de grande preocupação porque não estou me sentindo emocionalmente bem. Sinto-me sem motivação e com as emoções neutras — não me sinto feliz, nem triste. Isso tem afetado principalmente a parte romântica da minha vida.

Tenho ansiedade e, alguns anos atrás, tive uma crise muito forte. Desde então, sinto que nunca mais voltei a ser exatamente como antes. Ultimamente estou muito preocupado porque parece que apenas estou vivendo no automático. Não sinto prazer nas coisas, e isso está afetando todas as áreas da minha vida.

O que mais me preocupa é o meu relacionamento. Sei que a pornografia pode estar relacionada a isso, pois pode diminuir a sensibilidade do cérebro. Sinto como se estivesse vivendo uma batalha interna constante.

Mesmo assim, continuo me fazendo presente no meu relacionamento, com meus pais, na faculdade e nas minhas responsabilidades. Mas, por dentro, sinto como se estivesse vivendo como um robô, sem emoções.

Estou fazendo acompanhamento psicológico, mas ainda tenho dificuldade de falar sobre essa parte da minha vida. Muitas vezes, quando chega o dia da consulta, perco a vontade de ir, mas mesmo assim compareço.

O que me chama atenção é que comecei a perceber esses sentimentos com mais intensidade quando cortei completamente a pornografia. Já faz algum tempo que estou tentando vencer esse vício. Mesmo quando eu consumia com frequência, já sentia que o mundo tinha perdido um pouco da cor. Hoje percebo que esse vício parece ter roubado parte da minha identidade. Qual a melhor orientação nesse caso?
Olá Bom dia. O que você descreve é algo que muitas pessoas experimentam quando estão enfrentando um comportamento compulsivo e, ao mesmo tempo, tentando reorganizar a própria vida emocional. Quando um hábito como o consumo de pornografia se torna frequente por muito tempo, ele pode funcionar como uma forma de regulação emocional, ocupando espaço que antes era preenchido por outras fontes de prazer, motivação e conexão. Ao interromper esse comportamento, é relativamente comum surgir um período de “neutralidade emocional”, como se o cérebro ainda estivesse se reajustando. Isso não significa que você perdeu sua capacidade de sentir ou que ficará assim para sempre, mas pode indicar um processo de readaptação emocional, somado também à ansiedade que você já mencionou ter vivido anteriormente.

O fato de você continuar presente na faculdade, no relacionamento e nas responsabilidades, mesmo sentindo esse vazio interno, mostra que existe em você uma força importante de comprometimento com a própria vida. Como você já está em acompanhamento psicológico, talvez o passo mais importante agora seja justamente levar essa parte da sua experiência para a terapia, mesmo que exista vergonha ou resistência. Muitas vezes, aquilo que mais evitamos falar é exatamente o que mais precisa ser compreendido no processo terapêutico. Esse espaço pode ajudá-lo a trabalhar essa sensação de viver “no automático”, entender o papel que esse hábito teve na sua vida e reconstruir gradualmente a conexão com suas emoções e com aquilo que lhe dá sentido. Não é uma batalha que precise ser travada sozinho. Se precisar de ajuda estou a disposição. Tente e Seja Feliz

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Olá. Antes de tudo, quero que saiba que não há qualquer julgamento em relação ao que você está vivendo. Agradeço pela confiança em compartilhar algo tão sensível.
O que você descreve tem, sim, explicações do ponto de vista científico e também pode ser compreendido dentro da psicanálise. Muitas vezes, quando há mudanças importantes de hábitos e questões emocionais envolvidas, é natural que o psiquismo passe por um período de reorganização.
A boa notícia é que isso é tratável. O mais importante é continuar no acompanhamento psicológico e, aos poucos, conseguir trazer também esse tema para a terapia, que é um espaço seguro para elaborar essas questões com cuidado e profundidade.
 Tadeu Manfroni
Psicólogo, Terapeuta complementar
São Paulo
Olá, pelas suas palavras tão profundas dá para notar que você está sem esperança de dias melhores. Mesmo tendo seus pais, um relacionamento amoroso, o estudo na graduação, provavelmente um trabalho, ou seja, atividades importantes para o seu desenvolvimento, você não está sentindo prazer, não está satisfeito com sua vida atual. Nessa situação, a pornografia é a sua única forma de prazer, é ela que te dá a sensação de controle que você a procura, e ainda pode te dar a inspiração que você tanto gostaria de ter expressa no ápice da masturbação. Espero que essas descrições façam sentido para você.
O fato de você não falar sobre esse assunto em terapia é uma defesa psíquica. Você está preservando a maior forma de controle e prazer que tem no seu momento atual. Você entende isso?
Mas, ainda sobre suas palavras, me parece que o desanimo e a pornografia são sintomas. Você ainda precisa encontrar a causa desse desanimo em terapia. Recomendo que você leve ao seu terapeuta todas as situações que te incomodam no dia-a-dia, inclusive sobre a pornografia. É muito importante o terapeuta ter uma visão ampla sobre você. Só assim sua vida poderá retornar a ter o potencial de uma jovem pessoa.
Espero ter ajudado essas explicações e orientações. Boa sorte!
Dr. Samuel  Miranda
Psicólogo
Feira de Santana
O que você descreve é uma experiência que muitas pessoas relatam quando passam por períodos prolongados de consumo de pornografia associado a ansiedade, estresse ou sensação de vazio emocional. Não é incomum que, com o tempo, a pessoa perceba uma espécie de “entorpecimento” emocional — uma redução do prazer nas coisas da vida, dificuldade de se sentir verdadeiramente presente nas relações e a sensação de estar funcionando no automático.

Do ponto de vista psicológico, o consumo frequente de estímulos altamente intensos — como a pornografia digital — pode alterar temporariamente a forma como o cérebro responde ao sistema de recompensa. Isso acontece porque esses estímulos ativam circuitos dopaminérgicos relacionados ao prazer e à motivação. Quando essa estimulação se torna repetitiva e intensa, atividades naturais da vida cotidiana podem começar a parecer menos estimulantes, o que pode contribuir para sensações de apatia, perda de motivação ou diminuição do interesse afetivo e sexual nas relações reais.

É importante dizer, porém, que essa experiência não significa que algo foi “perdido para sempre” ou que sua identidade tenha sido roubada. O cérebro possui uma capacidade significativa de reorganização e adaptação quando novos padrões de comportamento são construídos. Muitas pessoas que reduzem ou interrompem o consumo de pornografia passam por um período de ajuste emocional — no qual sentimentos como vazio, inquietação ou sensibilidade aumentada podem aparecer — antes que o sistema emocional encontre um novo equilíbrio.

Outro aspecto relevante do seu relato é que, apesar da dificuldade interna, você continua presente em suas responsabilidades, em seu relacionamento e no processo terapêutico. Esse é um indicador importante de preservação de funcionamento e de compromisso com a própria saúde mental.

O caminho mais consistente nesses casos costuma envolver três movimentos: compreender o papel que o comportamento teve na regulação emocional ao longo do tempo, desenvolver formas mais saudáveis de lidar com ansiedade e desconforto interno e reconstruir gradualmente experiências de prazer e conexão na vida real. Esse processo não costuma acontecer de forma imediata, mas tende a produzir mudanças sólidas quando conduzido com acompanhamento psicológico.

O fato de você já estar em acompanhamento é um passo muito importante. Mesmo quando falar sobre certos temas parece difícil, são justamente esses conteúdos que, quando trabalhados com segurança terapêutica, permitem compreender melhor a origem do sofrimento e criar caminhos de mudança.

Olá, bom dia.

Creio que o melhor ponto pra você seja continuar na terapia, esforçando-se para que consiga abrir esse lado de sua vida. É provável que haja mais do que uma explicação para que esteja vivendo sem emoções. Desta forma o profissional que te acompanha poderá te ajudar melhor e também vocês poderão determinar juntos quais são os fatores que levam a um possível adoecimento e/ou diagnóstico.
Olá! É natural que a ansiedade em encontrar uma resposta que mostre uma solução rápida ou um pouco de esperança se manifeste, entretanto minha orientação é que tente abrir mais espaço na sua terapia para trabalhar essa questão junto ao seu terapeuta, uma vez que você mencionou ter dificuldade para tocar nesse ponto durante suas sessões; um primeiro passo seria você falar justamente dessa dificuldade em falar sobre o assunto. É doloroso, mas é por meio da fala que o caso poderá ser trabalhado junto à escuta e acolhimento de seu psicólogo(a). Se tiver dificuldade em falar no presencial, veja com seu psicólogo a possibilidade de ser atendido na modalidade remota. Talvez você se sinta mais à vontade e até mesmo o ajude na frequência de suas sessões. Quando estiver mais apto a falar sobre este assunto de forma mais tranquila, grupos de apoio também são de grande ajuda em paralelo com a Psicoterapia. Espero ter ajudado! Sucesso no seu tratamento.
O que você descreve, sensação de estar no “automático”, emoções mais neutras, perda de prazer nas coisas e preocupação com o impacto da pornografia, é algo que muitas pessoas relatam quando estão tentando interromper um comportamento que era usado como forma de regulação emocional.

A pornografia, para algumas pessoas, pode funcionar como uma maneira rápida de aliviar tensão, ansiedade ou solidão. Quando ela é retirada, o cérebro precisa se reorganizar e reaprender outras formas de lidar com emoções e buscar recompensa. Durante esse período, algumas pessoas sentem exatamente o que você descreveu: apatia, sensação de vazio ou dificuldade de sentir prazer. Esse processo pode levar um tempo para se equilibrar novamente.

Além disso, você menciona que já passou por crises fortes de ansiedade no passado e que atualmente sente falta de motivação e prazer. Esses sinais também podem aparecer em quadros de esgotamento emocional, ansiedade persistente ou sintomas depressivos, o que merece atenção cuidadosa.

Um ponto importante do seu relato é que você já está em acompanhamento psicológico e continua indo às sessões, mesmo quando sente vontade de desistir. Isso mostra um esforço real de cuidado consigo mesmo. Justamente por isso, pode ser muito útil tentar falar com seu terapeuta sobre essa parte que ainda é difícil de trazer. Muitas vezes, quando evitamos um tema na terapia, é justamente ali que existe material importante para ser trabalhado.

Algumas direções que podem ajudar nesse momento:

continuar com o acompanhamento psicológico e tentar abordar abertamente essa dificuldade com pornografia e suas emoções;

manter rotinas que incluam atividade física, contato social e atividades significativas, mesmo quando a motivação está baixa;

compreender que recuperar sensibilidade emocional costuma ser um processo gradual, não imediato.

O fato de você continuar presente na faculdade, no relacionamento e nas responsabilidades mostra que você ainda está se movimentando na direção da sua vida, mesmo enfrentando essa batalha interna.

Se os sentimentos de vazio, apatia ou perda de prazer persistirem ou se intensificarem, pode ser importante conversar com seu terapeuta sobre uma avaliação mais ampla do seu estado emocional, para entender melhor o que está acontecendo e quais intervenções podem ajudar. Você não precisa atravessar esse processo sozinho.
O que você descreve é algo que muitas pessoas vivem quando estão enfrentando um vício e passando por um processo de mudança. Quando a pornografia é retirada, o cérebro pode levar um tempo para se reajustar, e durante esse período é comum sentir uma espécie de “vazio emocional”, falta de prazer ou sensação de estar no automático. Isso não significa que você perdeu quem você é, mas que seu sistema emocional ainda está se reorganizando.
O mais importante é que você já está fazendo algo muito valioso: está buscando ajuda e continuando presente na sua vida, mesmo com dificuldade. Na psicoterapia, pode ser muito importante conseguir falar também sobre essa parte que ainda parece difícil de compartilhar, porque muitas vezes é justamente ali que existe um grande potencial de compreensão e reconstrução de sentido.
Tente olhar para esse momento com um pouco de gentileza consigo mesmo. Processos de recuperação e de reconexão emocional costumam ser graduais. Aos poucos, com apoio, autoconhecimento e novas formas de se relacionar com o prazer, com o corpo e com as emoções, a tendência é que a sensibilidade emocional vá retornando. O fato de você estar refletindo sobre isso já mostra que existe em você um movimento saudável de cuidado consigo mesmo.
O que você descreve -falta de motivação, sensação de viver no automático, diminuição do prazer nas coisas e emoções “neutras” - pode estar relacionado a um quadro de anedonia e esgotamento emocional, que muitas vezes aparece em contextos de ansiedade prolongada, uso compulsivo de pornografia ou mudanças bruscas de hábito. Quando o cérebro fica muito tempo exposto a estímulos intensos de recompensa, como ocorre no consumo frequente de pornografia, pode acontecer uma espécie de dessensibilização do sistema de recompensa, fazendo com que atividades comuns pareçam menos interessantes ou prazerosas por um período.
Além disso, quando a pessoa decide interromper esse comportamento, é comum surgir uma fase de adaptação emocional, em que o cérebro precisa se reorganizar. Durante esse processo podem aparecer sensação de vazio, desmotivação ou confusão interna. Isso não significa que você “perdeu quem era”, mas que está atravessando um período de reorganização psicológica e neurobiológica.
O fato de você continuar presente na faculdade, no relacionamento e na terapia mostra força e comprometimento com sua recuperação, mesmo sentindo dificuldade. Muitas vezes, justamente os temas que mais geram vergonha ou desconforto são os que mais precisam ser trabalhados no espaço terapêutico.
A psicoterapia pode ajudar a compreender a relação entre ansiedade, compulsão, regulação emocional e identidade, além de reconstruir gradualmente o prazer nas experiências reais e nos vínculos.
Se você se sente vazio, desmotivado ou em luta com comportamentos compulsivos, posso te acompanhar em psicoterapia com acolhimento e profundidade para reconstruir seu equilíbrio emocional, fortalecer sua identidade e recuperar o sentido da vida cotidiana. Você não precisa atravessar esse processo sozinho. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
 Leila De Sousa Marques
Psicólogo
Engenheiro Coelho
Olá!
Que bom que você está fazendo acompanhamento com psicóloga. Realmente a pornografia é destrutiva e você tem sentido os efeitos dela, mesmo se abstendo por um tempo.
Espero que você sinta segurança na sua psicóloga, experimente escrever sobre os assuntos que deseja falar naquele dia e chega na sessão determinado. Esse é um assunto delicado, e sua psicóloga certamente conduzirá com respeito e ética. Confie as suas dores nas mãos do profissional que você escolheu, não carregue isso sozinho. Esses sintomas de anedonia e de apatia, são sintomas recorrentes em processos depressivos, portanto, é importante cuidar o quanto antes. Não desista do seu autocuidado, você ficará bem.

Com carinho,
Leila Marques
Olá! Obrigado por compartilhar algo tão pessoal. Essa sensação de viver no automático, com pouca emoção ou prazer nas coisas, pode acontecer quando alguém passa por períodos longos de ansiedade ou quando está tentando mudar hábitos que por muito tempo funcionaram como uma forma de aliviar emoções difíceis. Quando você interrompe completamente a pornografia, também pode existir um período de adaptação do cérebro e das emoções. Na psicologia, especialmente na abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que pensamentos, emoções e comportamentos estão conectados. Quando surgem pensamentos como “perdi minha identidade” ou “não sinto mais nada”, eles podem intensificar a sensação de vazio e desânimo. Na terapia, você aprende a identificar esses pensamentos, questioná-los e desenvolver formas mais equilibradas de lidar com eles, além de retomar atividades que tragam sentido e prazer gradualmente. Como você já está em acompanhamento psicológico, seria muito importante tentar levar exatamente esse tema para as sessões, mesmo que seja desconfortável. O terapeuta está ali para acolher sem julgamento e ajudar você a compreender melhor o que está acontecendo, trabalhar a ansiedade e reconstruir aos poucos sua conexão emocional com a vida.
O que você descreve é algo relativamente comum em pessoas que passaram por períodos prolongados de ansiedade intensa e também em quem está interrompendo um comportamento que funcionava como uma fonte artificial de estímulo, como a pornografia. Quando alguém passa muito tempo recorrendo a um estímulo muito forte e frequente, o cérebro tende a se adaptar a esse nível de dopamina; quando esse estímulo é retirado, pode surgir um período de “achatamento emocional”, no qual a pessoa sente menos prazer, menos motivação e uma sensação de estar vivendo no automático. Isso não significa que sua identidade foi perdida ou que seu cérebro foi permanentemente danificado; muitas vezes é um período de reajuste neuroemocional.

Além disso, crises fortes de ansiedade no passado podem deixar o sistema nervoso em um estado de hipervigilância ou esgotamento emocional. Em algumas pessoas isso se manifesta não como tristeza intensa, mas como um certo entorpecimento emocional, algo parecido com o que você descreve: nem felicidade nem tristeza, apenas neutralidade. Na psicologia, esse estado costuma estar relacionado a processos como anedonia ou uma forma de proteção do próprio sistema psíquico após períodos prolongados de estresse.

É importante observar também um detalhe que aparece no seu relato: apesar de sentir esse vazio interno, você continua presente na sua vida. Você mantém o relacionamento, comparece às consultas, continua com suas responsabilidades. Isso mostra que existe em você uma parte muito saudável e comprometida com a própria recuperação. Muitas pessoas, quando entram em estados emocionais difíceis, abandonam completamente essas áreas; o fato de você continuar presente indica força psicológica e capacidade de reconstrução.

Sobre a pornografia, parar pode inicialmente aumentar a percepção do vazio porque ela funcionava como uma forma rápida de regular emoções. Quando esse recurso é retirado, emoções que estavam amortecidas ou evitadas começam a aparecer. Isso pode dar a sensação de que as coisas pioraram, quando na verdade o sistema emocional está começando a se reorganizar. Com o tempo e com novas fontes de prazer e conexão — especialmente relações reais, atividades físicas, experiências significativas — o cérebro tende a recuperar gradualmente a sensibilidade.

O ponto mais importante, porém, é que você não precisa carregar essa parte sozinho. O fato de você ter dificuldade de falar sobre pornografia ou sobre essa sensação de vazio com seu psicólogo é muito compreensível, porque envolve vergonha, medo de julgamento e vulnerabilidade. Ainda assim, justamente essa parte costuma ser uma das chaves do tratamento. Muitas vezes, quando o paciente consegue colocar em palavras exatamente o que você escreveu aqui, o processo terapêutico muda de qualidade, porque o terapeuta passa a trabalhar diretamente com o núcleo do sofrimento.

Também vale considerar que sintomas como perda de prazer, sensação de viver no automático e baixa motivação podem estar associados a quadros tratáveis, como depressão ou esgotamento emocional. Um psicólogo pode ajudar muito, mas em alguns casos uma avaliação psiquiátrica complementar também pode ser útil para entender melhor o funcionamento do seu humor e da sua ansiedade.

Por fim, é importante lembrar que recuperação emocional raramente acontece de forma linear. O que você está vivendo pode ser entendido menos como um colapso da sua identidade e mais como uma fase de transição: você está retirando um hábito que ocupava um espaço importante na regulação emocional e, ao mesmo tempo, está tentando reorganizar sua vida interna depois de anos de ansiedade. Esse tipo de processo pode gerar justamente a sensação de vazio antes que novos significados, prazeres e emoções voltem a ocupar esse espaço. O caminho mais saudável agora é continuar no tratamento, trazer gradualmente essas questões para a terapia e permitir que esse processo seja acompanhado em vez de enfrentado sozinho.

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