Olá, Meu filho com tripla excepcionalidade (TEA leve, ansiedade e AL/SD) passou a "regredir" após
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Olá,
Meu filho com tripla excepcionalidade (TEA leve, ansiedade e AL/SD) passou a "regredir" após essa idade. O desfralde ocorreu aos 5 anos, porém após +/- um ano, começou com escapes de cocô e muitos problemas emocionais. Parecia muito deprimido e relatava tristeza dizendo não compreender o motivo. A sensibilidade emocional aumentou e ele passou a chorar e olhar somente a parte negativa de qualquer questão com os pares na escola. Baixa autoestima, sentimento de incapacidade, por vezes se sentindo culpado de situações em que não tinha culpa. Relatava mil pensamentos. Sempre enxergando o lado negativo. Seguiu esse quadro até dois meses atrás, quando os sintomas tiveram grande piora, sendo que passou a relatar um cansaço extremo, desmotivação para ir nas terapias e escola. A escola no primeiro ano, também já é desafiadora, ele chegou a iniciar fazendo os temas com muito capricho, mas acabou desmotivando e ficando sem foco com esses pensamentos.
Sei que existe uma poda neuronal entre 6 a 8 anos. Meu filho teve autismo regressivo com sintomas se manifestando próximo aos 2 anos. Faz tratamento desde então e nesse momento dos 6 anos ficou dessa forma!
Pode ser uma poda?
Meu filho com tripla excepcionalidade (TEA leve, ansiedade e AL/SD) passou a "regredir" após essa idade. O desfralde ocorreu aos 5 anos, porém após +/- um ano, começou com escapes de cocô e muitos problemas emocionais. Parecia muito deprimido e relatava tristeza dizendo não compreender o motivo. A sensibilidade emocional aumentou e ele passou a chorar e olhar somente a parte negativa de qualquer questão com os pares na escola. Baixa autoestima, sentimento de incapacidade, por vezes se sentindo culpado de situações em que não tinha culpa. Relatava mil pensamentos. Sempre enxergando o lado negativo. Seguiu esse quadro até dois meses atrás, quando os sintomas tiveram grande piora, sendo que passou a relatar um cansaço extremo, desmotivação para ir nas terapias e escola. A escola no primeiro ano, também já é desafiadora, ele chegou a iniciar fazendo os temas com muito capricho, mas acabou desmotivando e ficando sem foco com esses pensamentos.
Sei que existe uma poda neuronal entre 6 a 8 anos. Meu filho teve autismo regressivo com sintomas se manifestando próximo aos 2 anos. Faz tratamento desde então e nesse momento dos 6 anos ficou dessa forma!
Pode ser uma poda?
Compreendo sua preocupação. Quando uma criança começa a apresentar escapes de fezes depois de já ter passado pelo desfralde, junto com tristeza persistente, baixa autoestima, culpa excessiva, pensamentos negativos, cansaço extremo e desmotivação para escola e terapias, não devemos atribuir isso simplesmente a “poda neuronal”.
Há alguns outros pontos importantes e equívocos em seu depoimento. O termo “tripla excepcionalidade” não é uma classificação médica consolidada, não é visto como algo a se usar e, siceramente só excuto nas falas do público leigo. O que se discute é a real existência de outra condição, trazida muito a tona atualmente no dabate militante, a dupla excepcionalidade: crianças com habilidades acima do esperado em algumas áreas e dificuldades importantes em outras. Além disso, quando a criança precisa de suporte escolar, terapias e adaptações relevantes, é preciso reavaliar com cuidado o real nível de suporte no TEA. No caso, sua descrição não bate com o nível 1 de suporte, visto estarmos em um quadro de involução e necessidade de suporte até em rotina escolar. Muitas vezes, o chamado “TEA leve” não traduz bem o impacto funcional da condição na vida diária.
Outro equívoco é acreditar que a poda neuronal ocorre apenas em determinados períodos da vida. A poda neural não acontece apenas entre 6 e 8 anos. O cérebro passa por remodelações durante toda a vida. Portanto, ela não explica, sozinha, uma mudança clínica tão marcada. O quadro descrito sugere a necessidade de investigar ansiedade, depressão infantil, sobrecarga escolar, bullying, dificuldades sensoriais, TDAH, constipação intestinal com escape fecal, encoprese e outros fatores emocionais e orgânicos.
Escapes de cocô não devem ser vistos como birra ou preguiça. Muitas crianças têm constipação crônica, perdem sensibilidade retal e passam a apresentar escapes involuntários. Ao mesmo tempo, sofrimento emocional intenso pode piorar o controle intestinal. Uma avaliação pediátrica, neuropediátrica e psicológica é indicada, com participação da escola.
Em uma teleconsulta é possível organizar melhor essa história, revisar relatórios, orientar os próximos passos e tirar dúvidas com segurança. A Doctoralia ajuda na escolha de médicos com bom perfil de atendimento e satisfação. A telemedicina permite segunda opinião de forma prática, segura e discreta, evitando deslocamentos, trânsito e salas de espera, especialmente em tempos de doenças infectocontagiosas. Caso se interesse, basta clicar no perfil do médico escolhido e agendar.
Há alguns outros pontos importantes e equívocos em seu depoimento. O termo “tripla excepcionalidade” não é uma classificação médica consolidada, não é visto como algo a se usar e, siceramente só excuto nas falas do público leigo. O que se discute é a real existência de outra condição, trazida muito a tona atualmente no dabate militante, a dupla excepcionalidade: crianças com habilidades acima do esperado em algumas áreas e dificuldades importantes em outras. Além disso, quando a criança precisa de suporte escolar, terapias e adaptações relevantes, é preciso reavaliar com cuidado o real nível de suporte no TEA. No caso, sua descrição não bate com o nível 1 de suporte, visto estarmos em um quadro de involução e necessidade de suporte até em rotina escolar. Muitas vezes, o chamado “TEA leve” não traduz bem o impacto funcional da condição na vida diária.
Outro equívoco é acreditar que a poda neuronal ocorre apenas em determinados períodos da vida. A poda neural não acontece apenas entre 6 e 8 anos. O cérebro passa por remodelações durante toda a vida. Portanto, ela não explica, sozinha, uma mudança clínica tão marcada. O quadro descrito sugere a necessidade de investigar ansiedade, depressão infantil, sobrecarga escolar, bullying, dificuldades sensoriais, TDAH, constipação intestinal com escape fecal, encoprese e outros fatores emocionais e orgânicos.
Escapes de cocô não devem ser vistos como birra ou preguiça. Muitas crianças têm constipação crônica, perdem sensibilidade retal e passam a apresentar escapes involuntários. Ao mesmo tempo, sofrimento emocional intenso pode piorar o controle intestinal. Uma avaliação pediátrica, neuropediátrica e psicológica é indicada, com participação da escola.
Em uma teleconsulta é possível organizar melhor essa história, revisar relatórios, orientar os próximos passos e tirar dúvidas com segurança. A Doctoralia ajuda na escolha de médicos com bom perfil de atendimento e satisfação. A telemedicina permite segunda opinião de forma prática, segura e discreta, evitando deslocamentos, trânsito e salas de espera, especialmente em tempos de doenças infectocontagiosas. Caso se interesse, basta clicar no perfil do médico escolhido e agendar.
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