Olá, Meus filhos têm TEA e TDAH, com idades de 16 e 13 anos, tomam antidepressivo (escitalopram 10m

4 respostas
Olá,
Meus filhos têm TEA e TDAH, com idades de 16 e 13 anos, tomam antidepressivo (escitalopram 10mg) há um bom tempo (mais de 2 anos) devido à depressão. Há algum problema se continuarem a medicação por muito tempo? Já tentei fazer o desmame, mas os sintomas voltaram.
Não se esperam efeitos colaterais perigosos por uso prolongado de escitalopram. Jamais faça "desmame" ou qualquer alteração que não seja por orientação e prescrição médica: os sintomas podem não apenas voltar, mas também piorar.

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Boa noite!
A princípio não há problema, porém a necessidade da manutenção do uso e a dose devem ser avaliadas por um profissional da área, principalmente por se tratar de pacientes com idade inferior a 18 anos.
Ultimamente tem surgido por parte dos pacientes muitas dúvidas a respeito da segurança do uso do escitalopram pois recentemente um estudo realizado na suécia levantou a hipótese de que os medicamentos da classe a qual o escitalopram pertence podem causar um declínio cognitivo mais rápido em pacientes que já possuem algum quadro de demência, porém os resultados dessa pesquisa foram inconclusivos visto que a própria condição da demência é progressiva e cursa com declínio cognitivo.
O uso de antidepressivos na depressão não causa prejuízos ou dependência deles, mas permanecer com depressão por não utilizar antidepressivos, isto sim pode causar problemas aos pacientes, pois eles tem mais sofrimento e também prejuízo cerebral a longo prazo por permanecerem depressivos.
Dr. Thiago Miranda Sales
Psiquiatra
São Paulo
Olá!

O uso prolongado de escitalopram (10 mg) para tratamento da depressão em adolescentes com TEA e TDAH deve ser avaliado individualmente, considerando os benefícios e possíveis riscos.

Uso prolongado de antidepressivos na adolescência
Os antidepressivos, como o escitalopram, são frequentemente indicados para depressão em adolescentes, especialmente quando há comorbidades psiquiátricas como TEA e TDAH. Estudos mostram que, em muitos casos, a continuidade do tratamento por anos pode ser necessária para evitar recaídas.

Fatores positivos do uso contínuo:

Redução dos sintomas depressivos e melhora da qualidade de vida
Prevenção de recaídas (se os sintomas retornam ao tentar retirar a medicação, isso pode indicar necessidade de manutenção)
Maior estabilidade emocional para lidar com desafios sociais e acadêmicos

Pontos de atenção no uso prolongado:

Monitoramento contínuo: Exames clínicos e avaliação psiquiátrica regulares são essenciais.
Efeitos colaterais a longo prazo: Embora sejam raros, podem incluir ganho de peso, alterações no sono ou sintomas gastrointestinais.
Adaptação da dose: Com o crescimento e mudanças hormonais, a resposta ao medicamento pode se modificar.
Dependência psicológica: Embora escitalopram não cause dependência química, pode haver dificuldade na retirada se os sintomas persistirem.

E se o desmame não funcionou?
Se os sintomas voltaram após a tentativa de retirada, pode ser um sinal de que a medicação ainda é necessária. O desmame deve ser sempre lento e supervisionado por um médico para reduzir o risco de recaída.

Quando considerar a interrupção?
Se os sintomas estiverem bem controlados por pelo menos 1 a 2 anos, pode-se discutir um desmame gradual e monitorado.
Se os sintomas retornarem, pode ser necessário manter a medicação por mais tempo.
Em alguns casos, a manutenção pode ser indefinida, desde que traga benefícios e não gere efeitos adversos significativos.

O mais importante é acompanhar com o profissional de confiança e avaliar a necessidade de ajustes.

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Estimo melhoras, Dr. Thiago Sales.

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