Olá, minha mãe é Compulsiva com compras, ela tinha uma conta conjunta com meu pai e no final do ano
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Olá, minha mãe é Compulsiva com compras, ela tinha uma conta conjunta com meu pai e no final do ano ele descobrir um enorme rombo. Além disso ela mente compulsivamente, uma vez li sobre mitomania. Gostaria de saber como proceder e qual é o melhor tratamento?
Tal conduta de sua mãe está mais relacionado ao temperamento dela. Há que se fazer uma avaliação psicopatológica do caso, para ver se essa compulsividade exagerada tem alguma comorbidade psiquiátrica, como o trastorno bipolar. Se ela tem oscilações exageradas no humor, já teve crises de depressão grave? Bem, num primeiro momento, o melhor a fazer é mostrar o quanto o comportamento dela está trazendo prejuízo em seu convívio familiar e verificar, através de uma anamnese , ou exame do estado mental, se ela possui juízo crítico de sua situação.
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A compulsão de SJA mãe tem afetado sua rotina. Entendo vc...
Porém, uma coisa é o tratamento dela e outro pode ser um para vc. O foco seria vc aprender a lidar com ela agindo assim. Antes disso, procure um tratamento para que sua mae possa entender como eliminar a compulsão (se é vontade dela e vê os prejuízos sozinha) e ter estratégias novas de enfrentamento de situações problema. Se ela não for, procure p vc aprenderaprender a lidar c ela, para amenizar sua ansiedade de resolução do problema dela
Porém, uma coisa é o tratamento dela e outro pode ser um para vc. O foco seria vc aprender a lidar com ela agindo assim. Antes disso, procure um tratamento para que sua mae possa entender como eliminar a compulsão (se é vontade dela e vê os prejuízos sozinha) e ter estratégias novas de enfrentamento de situações problema. Se ela não for, procure p vc aprenderaprender a lidar c ela, para amenizar sua ansiedade de resolução do problema dela
Tudo depende de si a sua mãe quer mudar ela mesma. Espero que ela pode compreender que a vida dela melhoraria se ela pudesse evitar os excessos do seu comportamento.
Neste caso, recomendo a psicoterapia baseada no diálogo, tipo humanista ou existencial, ou a psicanálise, para ajudar à sua mãe compreender os sentimentos dela e a necessidade que ela tem para fazer compras e de mentir.
Neste caso, recomendo a psicoterapia baseada no diálogo, tipo humanista ou existencial, ou a psicanálise, para ajudar à sua mãe compreender os sentimentos dela e a necessidade que ela tem para fazer compras e de mentir.
A obssessão pelo consumo é característica comum nesta formação social. A formação de um ego debilitado facilita tal compulsão. Em termos mais claros, a pessoa sob a ditadura social do consumo, facilmente transfere sua libido para objetos e acredita adquirir deles seus valores e características. São fatores sociais interferindo no indivíduo. Resta saber, no caso específico de sua mãe, quando isso se iniciou e como é o relacionamento dela com vocês e outras pessoas. A situação vivida por ela concretamente é que a deixou assim; desse modo, há a necessidade da terapia, mas, também, de mudanças reais em relação a ela por parte das outras pessoas. Reforçar a personalidade de sua mãe, para que ela não precise mais do ciclo infinito do consumo para se sentir menos insegura ou suprir aquilo que falta em todos nós (armadilha do próprio mundo do consumopara consumar-se) é tarefa do terapeuta e daqueles que estão com ela no cotidiano.
Geralmente a obsessão por compras está relacionada a busca pelo objeto de desejo que se perdeu durante a formação da personalidade. A aquisição de objetos substitutivos atende à vontade de poder(posse), dando a pessoa um alívio momentâneo da angústia da falta do que se perdeu. Considerando que amor e poder são duas faces de uma mesma moeda, a libido, logo o objeto perdido que se tenta encontrar na compra compulsiva está relacionado a uma frustração afetiva e a um olhar diminuidor sobre si mesma, ambos inconscientes (a pessoa não sabe que tem isso, mas sente isso). Um tratamento psicanalítico irá ajudar. Cabe também verificar se há associação com transtornos psiquiátricos, como os transtornos de ansiedade ou transtornos de humor, onde a necessidade de medicação será avaliada.
Acredito que nós psicólogos só podemos ajudar sua mãe caso ela queira ser ajudada, ou seja, que seja da vontade dela essa "mudança". Assim a psicoterapia é válida, mas sem sua mãe querer ser ajudada, ou melhor, mudar, fica complicado. Acredito que ela precise de um acompanhamento psiquiátrico ou neurológico junto a psicoterapia, pois com ajuda de medicação ela ficará mais tranquila. Não esquecendo que medicação faz efeito, mas é necessário que haja motivação através da psicoterapia para que ela possa voltar a não depender de medicamentos.
Mas uma coisa que é muito importante também é você saber lidar com essas situações, creio que seja bom para você procurar um psicólogo para que consiga enfrentar essas situações.
Espero tê-la ajudado
Atenciosamente
Beatriz Sá
Mas uma coisa que é muito importante também é você saber lidar com essas situações, creio que seja bom para você procurar um psicólogo para que consiga enfrentar essas situações.
Espero tê-la ajudado
Atenciosamente
Beatriz Sá
Olá.
Seja qual for a "via" escolhida pela compulsão é um buraco sem fundo. Não limites. Por exemplo, quem tem compulsão por compras, sempre viverá fazendo gastos e mais gastos, e nada do que compra satisfará! Na realidade a pessoa está em busca de algo.
Recomenda-se terapia urgente.
Abraço
Seja qual for a "via" escolhida pela compulsão é um buraco sem fundo. Não limites. Por exemplo, quem tem compulsão por compras, sempre viverá fazendo gastos e mais gastos, e nada do que compra satisfará! Na realidade a pessoa está em busca de algo.
Recomenda-se terapia urgente.
Abraço
A mentira neste caso pode estar a serviço de encobertar um comportamento do qual sua mãe não está conseguindo ter controle. Como muitos profissionais aqui já expuseram, a sua mãe precisa querer dar um primeiro passo em direção a mudança, de prefrerência buscando auxílio de um Psicólogo e de um Psiquiatra para ao menos uma avaliação.Mas caso isso não seja possível, busque uma ajuda especializada para si próprio pois me parece que está bem angustiado com essa questão familiar. Atenciosamente, Nathália Gadelha.
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