Hoje 19/02 faz dois meses que estou respirando de forma manual. Tomando escitalopram 10mg desde 08/0

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Hoje 19/02 faz dois meses que estou respirando de forma manual. Tomando escitalopram 10mg desde 08/01.
Já passei com médica da família (ela que me receitou o escitalopram), fiz diversos exames cardiológicos em dezembro e todos estão ok. Ausculta do pulmão limpa também, sem chiados.
Não sei mais o que fazer. Me sinto calma graças ao remédio, mas toda vez que acordo volto a respirar manualmente. Acordo pelo menos 3x por noite, mas não tenho sensação de sufocamento, também não sinto falta de ar durante o dia.
Tenho momentos de muita apatia e tristeza. Penso que nunca mais vou voltar ao normal e que preferiria não ter mais acordado.
Tenho muita dúvida também se meu problema é psicológico ou se estou desenvolvendo neurológico ou físico.
Bom dia!! Considerando os sintomas que você relatou e o fato de já ter passado por mais de uma avaliação física com a médica da família e exames sem alterações, sugiro que busque acompanhamento com um psicólogo e uma avaliação psiquiátrica. Despertares noturnos, apatia, tristeza e desejo de não estar vivo são sintomas de muitas condições e um psiquiatra pode ajudar a excluir causas "físicas" e definir melhor um tratamento. Me parece que você está passando por um processo de adoecimento e é essencial tentar compreender a função desses sintomas e como lidar melhor com eles. O papel do psiquiatra é estar ao seu lado nesse processo de descoberta e direcionamento à cura. Espero que você se sinta melhor logo!!

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A sensação de “respirar manualmente” é comum em quadros de ansiedade com hipervigilância corporal, quando a pessoa passa a prestar atenção excessiva na respiração, que normalmente é automática. Como seus exames cardíacos e pulmonares estão normais e você não sente falta de ar real, isso é mais compatível com causa ansiosa do que neurológica ou física.
Você está há cerca de 6 semanas usando Escitalopram 10 mg; pode ser que ainda precise de ajuste de dose ou acompanhamento psicológico, especialmente porque há apatia e tristeza associadas. Pensamentos como “preferiria não ter acordado” indicam sofrimento importante e merecem atenção médica. Se esses pensamentos se intensificarem, procure ajuda imediata.
Dr. Danylo  Figueredo Cezana
Psiquiatra, Médico clínico geral
Itabela
A sensação de estar “respirando manualmente” é muito comum em quadros de ansiedade e hipervigilância corporal. Quando a pessoa passa a monitorar excessivamente a própria respiração, o automático deixa de parecer automático — isso não significa que o corpo “esqueceu” de respirar. O fato de seus exames cardíacos e pulmonares estarem normais reforça que não há evidência de doença orgânica (física) detectável até o momento.
O escitalopram com cerca de 6 semanas já pode estar ajudando parcialmente (como você mesma relata), mas: A dose de 10 mg pode ainda precisar de ajuste em alguns casos, a ansiedade residual pode manter essa hipervigilância. Acordar várias vezes à noite pode estar perpetuando o sintoma. Os pensamentos de “preferiria não ter acordado” são importantes. Mesmo que pareçam fruto do cansaço e da frustração, merecem ser comunicados ao seu médico, pois indicam sofrimento significativo. Quanto à dúvida se é psicológico ou neurológico: Com avaliação cardiológica normal, ausculta pulmonar normal e ausência de déficit neurológico descrito, o quadro é mais compatível com ansiedade e somatização do que com doença neurológica progressiva. Ainda assim, a reavaliação médica é sempre válida se surgirem novos sintomas neurológicos objetivos (fraqueza, alterações de fala, perda de sensibilidade, desmaios). Não ajuste medicação por conta própria, informe seu médico sobre a persistência da respiração manual e os pensamentos negativos, Se os pensamentos de não querer acordar se intensificarem ou vierem acompanhados de intenção de se machucar, procure atendimento imediato (UPA/hospital ou ligue 188 – CVV)

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