Olá, o meu pai recebeu um diagnostico de de uma pequena área de gliose/encefalomalacia com formato d

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Olá, o meu pai recebeu um diagnostico de de uma pequena área de gliose/encefalomalacia com formato de cunha no aspecto inferior do hermsfério cerebelar esquerdo podendo representar sequela de insulto isquêmico prévio, o que isso quer dizer ? o meu pai correr risco de sofrer um AVC ?
Prof. Francisco Antunes  Dias
Neurologista
Florianópolis
Prezado Sr (a), conforme o laudo do exame informado, é possível que o seu pai tenha sofrido um pequeno AVC isquêmico. Um AVC nesta região do cerebelo pode trazer poucos sintomas, ou mesmo ser confundido com outras doenças, como a labirintite por exemplo. Considerando que pessoas que já tiveram um AVC tem maior risco de novos AVCs, e respondendo sua pergunta, seu pai pode sim estar correndo risco de sofrer um novo AVC. No entanto, cerca de 90% dos casos de AVC podem ser evitados com uma prevenção adequada, através do tratamento efetivo dos seus fatores de risco. Assim, sugiro que procurem um neurologista, preferencialmente um neurovascular, para que uma avaliação especializada seja realizada e o tratamento preventivo mais adequado possa ser oferecido ao seu pai, para redução significativa desse risco. Forte abraço.

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Dra. Camila Cirino Pereira
Neurologista, Médico do sono, Psiquiatra
São Paulo
O resultado descrito — “pequena área de gliose/encefalomalacia com formato de cunha no hemisfério cerebelar esquerdo, podendo representar sequela de insulto isquêmico prévio” — significa que o exame de imagem (provavelmente uma ressonância magnética) identificou uma área antiga de lesão no cérebro, mais especificamente no cerebelo, causada por uma falta temporária de irrigação sanguínea (isquemia) que ocorreu em algum momento do passado. Essa alteração não representa um AVC ativo, mas sim a cicatriz ou sequela de um evento vascular que já aconteceu e que o organismo já compensou. Vamos explicar cada termo: gliose é uma reação natural do cérebro diante de uma agressão antiga; os astrócitos (células de sustentação neural) proliferam para “preencher” o espaço onde os neurônios foram danificados, funcionando como uma espécie de “cicatriz cerebral”. Já encefalomalacia significa “amolecimento” do tecido cerebral, ou seja, a região onde houve perda neuronal definitiva por falta de oxigênio. O formato em cunha é típico das lesões vasculares isquêmicas antigas, pois segue a área irrigada por uma artéria específica, que no caso do cerebelo é geralmente uma ramificação da artéria cerebelar posterior inferior (PICA). Essa lesão costuma ser pequena e silenciosa, e muitas vezes é descoberta de forma incidental, sem que o paciente tenha apresentado sintomas evidentes na época. O fato de o achado ser antigo e localizado indica que não há isquemia em andamento, ou seja, não há um AVC ativo. Porém, a presença de uma sequela vascular mostra que o paciente teve um evento isquêmico prévio e, portanto, tem fatores de risco vascular que precisam ser monitorados para evitar novas ocorrências. O mais importante, a partir desse achado, é investigar por que essa isquemia ocorreu. As causas mais comuns incluem hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, arritmias (como fibrilação atrial) e problemas na circulação vertebrobasilar. Com base nisso, o neurologista normalmente solicita exames complementares como Doppler das artérias carótidas e vertebrais, ecocardiograma, Holter e exames laboratoriais metabólicos. Quanto ao risco de um novo AVC, ele não é determinado apenas pelo achado da gliose, mas sim pelo controle dos fatores de risco. Se o seu pai tiver pressão, glicose, colesterol e circulação bem controlados, o risco de recorrência é baixo. Por outro lado, se esses fatores não forem tratados, o achado serve como um alerta de que o cérebro já sofreu uma agressão vascular e pode voltar a sofrer outra se não houver prevenção adequada. O tratamento preventivo costuma incluir: controle rigoroso da pressão arterial, uso de antiagregantes plaquetários (como AAS) quando indicado, controle do colesterol e glicemia, alimentação equilibrada, hidratação adequada e prática regular de atividade física leve. Em resumo: o exame mostra uma lesão antiga e inativa, uma “marca” de um pequeno AVC anterior que não traz risco imediato, mas indica necessidade de prevenção ativa para evitar novos episódios. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, prevenção de AVC, doenças cerebrovasculares e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira – Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728

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