Olá, sou uma pessoa com bastante ansiedade, tive um período de síndrome do pânico e desde então faço

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Olá, sou uma pessoa com bastante ansiedade, tive um período de síndrome do pânico e desde então faço tratamento, atualmente tomo paxil 25mg. Estou tendo muito problema de ansiedade na hora de ter relações sexuais. Conversei com meu psiquiatra e ele comentou que é uma situação atípica pois a paroxetina já retardaria a ejaculação, me indicou tomar rivotril sublingual de 0,25mg antes da relação, não obtive nenhum resultado e na última consulta me indicou então tomar um segundo comprimido de 0,25mg, novamente não mudou nada. Preciso de ajuda sobre como devo proceder, de qual maneira posso contornar essa ansiedade exagerada na hora de ter relações.
Dra. Aldenize Oliveira
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Olá, agradeço muito ppor compartilhar essa situação. Percebo o quanto tem gerado sofrimento. É importante compreender que embora a medicação seja um recurso fundamental, ela por sí só nem sempre resolve as questões emocionais e os padrões de pensamentos que alimentam a ansiedade. Na terapia, trabalhamos justamente a compreensão desde a raiz dessa ansiedade, identificar os gatilhos que surgem no momento de intimidade e desenvolver estratégias práticas para recuperar a confiaça e o equilíbrio. O objetivo não é apenas lidar com a ansiedade no momento da relação, mas resgatar uma vida sexual mais leve e conectada. É um caminho possível e alcançavel. Se você sentir que é o momento, podemos construir esse processo juntos. Conte comigo.

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A nossa vida sexual tem componentes diversas como a química do cérebro, experiencias emocionais anteriores, crenças, educação, etc. Portanto não podemos encarar essas dificuldades de maneira simplista. Uma relação sexual desagradável pode ser suficiente para uma predisposição a problemas futuros. Uma pessoa muito ansiosa pode ficar mais vulnerável a ter problemas nessa área também. A boa notícia é que isso pode ser trabalhado, não apenas com medicação, quando necessário, mas também no sentido de diminuir a ansiedade com fortalecimento emocional. Um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, pode te ajudar.
 Luiz Siqueira
Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá. Obrigado por relatar a situação com tanta clareza — isso ajuda muito. Vou responder de forma cuidadosa, respeitosa e realista, como em um atendimento de saúde mental.

Em primeiro lugar, é importante saber que ansiedade durante a relação sexual é muito comum, especialmente em pessoas que já tiveram síndrome do pânico. O que você descreve não é raro, nem sinal de “falha” do tratamento ou de algo irreversível.

Alguns pontos importantes para entender o que está acontecendo

Ansiedade sexual não é apenas fisiológica
Mesmo usando paroxetina (Paxil), que de fato costuma retardar a ejaculação, a ansiedade pode continuar atuando em outro nível:

medo de falhar

hipervigilância corporal

antecipação de sintomas

foco excessivo no desempenho

Nessas situações, o corpo entra em “modo de alerta”, o que atrapalha a resposta sexual, independentemente do medicamento.

Rivotril pode não resolver ansiedade de desempenho
O clonazepam pode reduzir ansiedade geral, mas nem sempre funciona para ansiedade específica de desempenho sexual. Em alguns casos, ele:

não reduz a ansiedade cognitiva (pensamentos automáticos)

pode até aumentar a desconexão corporal

não atua sobre o medo condicionado associado ao sexo

Isso explica por que você não sentiu diferença, mesmo com ajuste de dose.

A paroxetina também pode contribuir para dificuldades sexuais
Embora retarde a ejaculação, a paroxetina pode causar:

redução da excitação

dificuldade de conexão com o prazer

sensação de “travamento” emocional

Isso não invalida o uso do remédio, mas mostra que o quadro não se resolve apenas com medicação.

O que costuma ajudar de forma mais eficaz

Aqui entram estratégias psicológicas e comportamentais, que trabalham exatamente onde a ansiedade se mantém:

Psicoterapia focada em ansiedade (especialmente TCC ou abordagens integrativas)
Para trabalhar:

ansiedade antecipatória

pensamentos automáticos de desempenho

medo de perder o controle

associação entre sexo e alerta/pânico

Trabalho específico com ansiedade de desempenho sexual
Muitas vezes é necessário:

retirar o foco do desempenho

reconstruir a experiência sexual sem cobrança

trabalhar intimidade e presença corporal

Psicoeducação sexual
Entender o ciclo da resposta sexual e como a ansiedade interfere ajuda a reduzir o medo do próprio corpo.

Revisão conjunta do tratamento
Em alguns casos, o psiquiatra pode:

reavaliar a medicação

ajustar doses

considerar alternativas, se fizer sentido

Isso deve ser feito sempre com acompanhamento médico, nunca por conta própria.

Um ponto muito importante

Depois de um período de pânico, o corpo pode aprender a associar situações de intimidade a risco — mesmo sem perigo real. Isso é um condicionamento, não uma falha sua. E condicionamentos podem ser revertidos, mas geralmente não apenas com remédios.

Orientação final

O caminho mais indicado é associar o acompanhamento psiquiátrico a um acompanhamento psicológico, de preferência com um profissional que tenha experiência em ansiedade e sexualidade.
Trabalhar os medos, os traumas associados ao pânico e a relação com o próprio corpo aumenta muito a chance de recuperar uma vida sexual mais tranquila, funcional e próxima do comum.

Você não está “preso” a isso.
Mas não precisa enfrentar sozinho — ajuda especializada faz diferença real nesse tipo de quadro.

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