Olá, sou uma pessoa com bastante ansiedade, tive um período de síndrome do pânico e desde então faço

Olá, sou uma pessoa com bastante ansiedade, tive um período de síndrome do pânico e desde então faço tratamento, atualmente tomo paxil 25mg. Estou tendo muito problema de ansiedade na hora de ter relações sexuais. Conversei com meu psiquiatra e ele comentou que é uma situação atípica pois a paroxetina já retardaria a ejaculação, me indicou tomar rivotril sublingual de 0,25mg antes da relação, não obtive nenhum resultado e na última consulta me indicou então tomar um segundo comprimido de 0,25mg, novamente não mudou nada. Preciso de ajuda sobre como devo proceder, de qual maneira posso contornar essa ansiedade exagerada na hora de ter relações.

5 respostas


Olá, agradeço muito ppor compartilhar essa situação. Percebo o quanto tem gerado sofrimento. É importante compreender que embora a medicação seja um recurso fundamental, ela por sí só nem sempre resolve as questões emocionais e os padrões de pensamentos que alimentam a ansiedade. Na terapia, trabalhamos justamente a compreensão desde a raiz dessa ansiedade, identificar os gatilhos que surgem no momento de intimidade e desenvolver estratégias práticas para recuperar a confiaça e o equilíbrio. O objetivo não é apenas lidar com a ansiedade no momento da relação, mas resgatar uma vida sexual mais leve e conectada. É um caminho possível e alcançavel. Se você sentir que é o momento, podemos construir esse processo juntos. Conte comigo.

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A nossa vida sexual tem componentes diversas como a química do cérebro, experiencias emocionais anteriores, crenças, educação, etc. Portanto não podemos encarar essas dificuldades de maneira simplista. Uma relação sexual desagradável pode ser suficiente para uma predisposição a problemas futuros. Uma pessoa muito ansiosa pode ficar mais vulnerável a ter problemas nessa área também. A boa notícia é que isso pode ser trabalhado, não apenas com medicação, quando necessário, mas também no sentido de diminuir a ansiedade com fortalecimento emocional. Um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, pode te ajudar.


Ansiedade sexual pode persistir mesmo com medicação; terapia sexual ou TCC ajuda a trabalhar o medo do desempenho. Técnicas de relaxamento e respiração antes da relação reduzem tensão e ansiedade. Manter comunicação aberta com o parceiro e revisar medicação com o psiquiatra também é essencial.


Mesmo quando há uso de medicação, a ansiedade no contexto sexual pode ter outros componentes envolvidos. Ela pode estar relacionada a algum receio específico, à pressão por desempenho, à antecipação de cenários indesejados, à dificuldade de se manter presente na experiência, à autocobrança ou até a experiências anteriores que reforçaram esse ciclo de tensão. Como você já está em acompanhamento psiquiátrico, é importante manter esse diálogo com seu médico para reavaliar a medicação, os efeitos esperados e as possibilidades de ajuste. Mas eu também recomendaria fortemente o acompanhamento psicológico, porque esse tipo de ansiedade pode envolver a necessidade de manejo de pensamentos, expectativas, inseguranças e padrões de resposta comportamental que precisam ser compreendidos e trabalhados considerando o seu contexto e aquilo que tem te afetado.


Olá! É um prazer ter você aqui. A ansiedade na hora da relação sexual (ansiedade de desempenho) é uma das queixas mais frequentes no consultório e não é incomum ver falhas no uso pontual de benzodiazepínicos (como o Rivotril sublingual) nessa situação. O que você deve considerar e discutir no seu acompanhamento: A Natureza da Ansiedade de Desempenho: A ansiedade antes e durante o sexo é mantida por um ciclo de hipervigilância (observar o próprio corpo, medo de falhar ou de ejacular rápido/devagar demais). Benzodiazepínicos reduzem a ansiedade fisiológica geral, mas não alteram o foco de atenção e os pensamentos automáticos de cobrança que bloqueiam a resposta sexual natural. Efeitos da Paroxetina (Paxil): A paroxetina é um ISRS que frequentemente retarda a ejaculação e pode afetar a libido e a eretilidade. O receio prévio do próprio efeito colateral do remédio ou de falhar pode gerar uma ansiedade "antecipatória" muito superior ao efeito relaxante do Rivotril. Como Proceder e Contornar o Quadro: Avaliação Conjunta (Urologia e Psiquiatria): Retorne ao seu psiquiatra para reavaliar a dose ou a medicação se houver impacto sexual significativo do Paxil, e consulte um urologista para descartar causas fisiológicas concomitantes. Psicoterapia Cognitivo-Comportamental e Terapia Sexual: A TCC utiliza técnicas de foco sensorial (Sensate Focus), reestruturação cognitiva da cobrança de desempenho e desmistificação do ato sexual. A meta é tirar o foco da "performance" ou do resultado e devolver a atenção para a percepção das sensações corporais. Evitar o Círculo Vicioso de Checagem: Não utilize a relação sexual como um "teste" para saber se o remédio funcionou. Quanto mais você testa a resposta do seu corpo, mais a ansiedade sobe. Fernando Vicente Rébuli Segundo, Psicólogo e Neuropsicólogo (@psifernandosegundo | fernandosegundo.com). Ofereço psicoterapia presencial em Vitória‑ES e atendimento online para todo o Brasil e no exterior. Abraços

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