Olá, tenho 56 anos.Fiz um exame de ressonância magnética no crânio e diagnosticado com Demência por

9 respostas
Olá, tenho 56 anos.Fiz um exame de ressonância magnética no crânio e diagnosticado com Demência por múltiplos infartos.
A três ano, Minha voz esta trêmula e embargada, tenho muita tonturas e dificuldades para engolir, não tenho rendimentos nas minhas atividades, fico nervoso sozinho a dois dias meu pulso esquerdo parece estar aberto, e hoje também acontece do lado direito, esqueci de falar uso bengala devido a tonturas e dor nos joelhos, uso joelheira em ambos joelhos, será que é da doença. Pergunto se tem mais exames que devo fazer para confirmar a doença e como saber o estagiário. O que devo pedir para o médico?
Att
 Ana Helena Elias Alvim
Psicólogo
Campinas
Olá! É super importante você falar sobre esses sintomas com seu médico, para que ele os avalie e, se necessário, trate-os adequadamente.

Além da ressonância, outra coisa a se fazer é uma avaliação neurospicológica, pois essa irá ajudar a ver se tem algum prejuízo cognitivo e qual função está mais, ou menos, prejudicada. Além disso, a avaliação também ajuda a pensar num tratamento não farmacológico e estimulação cognitiva adequados para você.

Espero ter ajudado! Fico a disposição!

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 Patrícia Mateos Machado
Psicólogo
São José
Bom dia! A demência é uma degeneração nas funções cognitivas e geralmente acometem o idoso a partir dos 65 anos de idade. Além das funções cognitivas pode apresentar também algumas alterações no comportamento. Há porém vários tipos de demência, e no seu caso a demência foi provocada por múltiplos infartos, e alguns tipos de demência podem até ser reversíveis. O senhor poderá encontrar mais informações sobre esse assunto falando com um especialista em doenças do idoso (Geriatra), ou buscando através de artigos e orientação de outros profissionais especialistas no assunto. Seguindo a sugestão da colega Ana Alvim não deixe de contar para seu médico tudo que está acontecendo com o senhor após o diagnóstico e o tratamento que foi lhe passado. Abçs!

Dra. Danielle Caetano
Psicólogo
Goiânia
Boa tarde! Seria extremamente importante que você realizasse o exame de Avaliação Neuropsicológica a fim de investigar esses sintomas e obter melhorias de reabilitação.Dessa forma, você teria um diagnóstico mais preciso sobre o que você pode estar tendo.
Boa sorte e Obrigada
Equipe multidisciplinar:
Neurologista
Neuropsicóloga para investigar as funções cognitivas preservadas ou prejudicadas.
Fonoaudiologia
TO- Terapeuta Ocupacional
Psicologia
Dra. Patricia De Lucia Nadruz
Psicólogo, Terapeuta complementar
São Paulo
Seria muito importante uma avaliação neuropsicológica para que possa saber exatamente quais são os seus prejuizos cognitivos (memória, atenção, linguagem, etc), em que grau e onde estas impactam na sua vida diária. Daí pode-se pensar em um tratamento focado para suas necessidades.
 Patricia Leal Silva
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Procure por um psicologo especialista em neuropsicologia. Esse profissional poderá ajudá-lo fazendo uma avaliação neuropsicológica e poderá também, tirar suas dúvidas em relação ao diagnóstico de demência, sugerindo após a avaliação, por exemplo, tratamentos e reabilitação cognitiva, visando melhoria da sua qualidade de vida.
Abraços
Olá, obrigado por compartilhar seu relato com tanta clareza. Com certeza você merece uma avaliação cuidadosa, e sim — os sintomas que você descreveu podem estar relacionados à demência vascular por múltiplos infartos, mas também indicam que é fundamental aprofundar a investigação.

A demência vascular acontece quando há acúmulo de pequenos acidentes vasculares (AVCs) ao longo do tempo, afetando várias áreas do cérebro, especialmente aquelas que controlam memória, atenção, marcha, fala, deglutição e equilíbrio. A voz trêmula e embargada, as dificuldades para engolir, as tonturas e a perda de rendimento podem sim estar ligadas a essa condição, mas também podem apontar para outras doenças neurológicas associadas, como parkinsonismo vascular ou doenças degenerativas com componente motor. A queixa sobre o pulso (sensação de estar “aberto”) também pode indicar problemas sensoriais ou circulatórios, que merecem avaliação específica.

O que pedir ao seu médico ou neurologista:

– Uma avaliação clínica neurológica completa, com exame físico detalhado;
– Reavaliação da ressonância magnética do crânio com foco nos achados vasculares (número e localização dos infartos, presença de microangiopatia, atrofia, lesões nos núcleos da base);
– Exames de sangue para investigar fatores de risco vascular: colesterol, glicemia, função tireoidiana, vitaminas (como B12 e folato), função hepática e renal;
– Avaliação da deglutição, com fonoaudiólogo ou um exame chamado videofluoroscopia ou nasoendoscopia da deglutição, caso necessário;
– Se houver dúvidas sobre parkinsonismo, pode ser útil realizar exame de imagem funcional, como SPECT ou PET específicos (caso disponíveis);
– Avaliação neuropsicológica, que ajuda a medir o estágio da demência, o perfil cognitivo e funcional;
– Avaliação com fisioterapeuta e terapeuta ocupacional para adaptar as atividades do dia a dia e melhorar sua segurança e qualidade de vida.

É importante também conversar com o médico sobre sintomas emocionais, como ansiedade, nervosismo e desânimo, porque esses quadros são frequentes e tratáveis, mesmo quando coexistem com demência.

Por fim, leve todas as informações para o neurologista, inclusive esse histórico que você compartilhou — pode até imprimir ou anotar para não esquecer. Você não está sozinho, e há formas de cuidar melhor, aliviar sintomas e manter autonomia e dignidade no dia a dia. O passo que você deu, de buscar entender e pedir ajuda, já é muito importante.
Dra. Mariana M. Sant'Ana
Neurologista, Especialista em dor
Cuiabá
Olá! Agradeço por compartilhar seu relato com tantos detalhes — ele é muito importante para compreender melhor a evolução do seu quadro e direcionar os próximos passos com segurança.

A demência por múltiplos infartos, também chamada de demência vascular, ocorre quando pequenos vasos sanguíneos cerebrais sofrem obstruções repetidas, causando múltiplos microinfartos. Com o tempo, esses episódios afetam as áreas do cérebro responsáveis pela memória, coordenação motora, equilíbrio, fala e deglutição — sintomas bastante semelhantes aos que você descreve.

Os sinais que você menciona — voz trêmula e embargada, tontura, dificuldade para engolir, lentidão e desequilíbrio — são compatíveis com comprometimento neurológico progressivo, e merecem uma avaliação detalhada para confirmar o diagnóstico e definir o estágio atual.

Os principais exames e avaliações que recomendo discutir com seu médico são:

1⃣ Ressonância magnética de crânio com cortes finos e estudo de difusão (DWI) — para identificar novos ou antigos infartos cerebrais e avaliar a extensão das lesões.

2⃣ Doppler das artérias carótidas e vertebrais — avalia se há obstruções ou estreitamentos que possam estar comprometendo a circulação cerebral.

3⃣ Ecodopplercardiograma e Holter cardíaco de 24h — verificam se há origem cardíaca dos microinfartos, como arritmias ou coágulos.

4⃣ Avaliação laboratorial completa, incluindo colesterol, triglicerídeos, glicemia, hemoglobina glicada, função renal, TSH e vitamina B12 — alterações nesses parâmetros aumentam o risco vascular e podem agravar os sintomas cognitivos.

5⃣ Avaliação neuropsicológica — teste detalhado que mede memória, atenção, linguagem e raciocínio, ajudando a definir o estágio da doença e o impacto funcional.

6⃣ Fonoaudiologia e fisioterapia neurológica, especialmente por conta da dificuldade de engolir e da instabilidade da marcha, que aumentam o risco de engasgos e quedas.

O tratamento da demência vascular tem como objetivos prevenir novos infartos cerebrais, controlar fatores de risco (pressão, diabetes, colesterol) e estimular a função cognitiva. Além dos medicamentos vasculares, pode ser necessário associar terapia para sintomas de humor, tontura e fadiga neuromotora.

Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial, mas traz uma boa base para você discutir com o neurologista que o acompanha.

Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, demências e reabilitação cognitiva, sempre com abordagem técnica e humanizada.

Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
Dra. Camila Cirino Pereira
Neurologista, Médico do sono, Psiquiatra
São Paulo
A demência por múltiplos infartos, também chamada de demência vascular, é causada por pequenas obstruções ou isquemias repetidas nos vasos cerebrais, que ao longo do tempo comprometem regiões responsáveis pela memória, linguagem, equilíbrio, emoção e controle motor. Os sintomas que você relata — voz trêmula e embargada, tonturas, dificuldade para engolir, lentidão nas atividades, instabilidade motora e alteração emocional — podem estar relacionados à progressão desse quadro, pois o cérebro vai sofrendo pequenas lesões cumulativas, especialmente em áreas que controlam a coordenação motora, fala e deglutição. O diagnóstico inicial por ressonância magnética é bastante confiável, mas é importante complementar a investigação com exames que ajudem a definir a extensão das lesões, as causas vasculares e o estágio funcional atual. Os exames mais indicados são: 1. Ressonância magnética cerebral com contraste e estudo volumétrico, para avaliar a quantidade e localização das áreas afetadas, a presença de microinfartos e atrofia cortical. 2. Doppler de carótidas e vertebrais, que verifica o fluxo sanguíneo nos principais vasos que irrigam o cérebro. 3. Exames cardiológicos, como ecocardiograma e Holter 24h, para investigar arritmias, fibrilação atrial ou origem cardíaca de êmbolos. 4. Avaliação neuropsicológica, que identifica o grau de comprometimento cognitivo, memória e funções executivas, ajudando a determinar o estágio da demência (leve, moderado ou grave). 5. Avaliação fonoaudiológica, importante para medir a gravidade da disfagia (dificuldade de engolir) e prevenir engasgos e pneumonias aspirativas. Além disso, exames laboratoriais (colesterol, glicemia, homocisteína, função tireoidiana e vitamina B12) ajudam a descartar fatores agravantes. O tratamento da demência vascular visa prevenir novos infartos cerebrais e preservar a função cognitiva, controlando rigorosamente pressão arterial, colesterol, diabetes e hábitos de vida. O médico pode associar medicamentos como antiagregantes plaquetários (ex.: AAS, clopidogrel), estatinas e, em alguns casos, estabilizadores cognitivos. O acompanhamento com neurologista vascular, cardiologista, fisioterapeuta e fonoaudiólogo é essencial. Com relação à voz trêmula e à fraqueza dos músculos, esses sintomas indicam possível comprometimento de núcleos motores do tronco encefálico ou do cerebelo, regiões muito afetadas em doenças vasculares crônicas — portanto, devem ser avaliados detalhadamente pelo neurologista. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, distúrbios cognitivos, demência vascular e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira - Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728

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