Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem experimentar episódios de "dissociaçã

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Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem experimentar episódios de "dissociação"?
Sim. No TPB, podem ocorrer episódios de dissociação, principalmente em situações de estresse emocional intenso. A pessoa pode sentir-se desconectada de si mesma ou do ambiente, como se estivesse fora da realidade por alguns momentos. Isso merece avaliação profissional, pois faz parte de um sofrimento psíquico que pode ser trabalhado em psicoterapia.

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Sim, pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline podem vivenciar episódios de dissociação, especialmente em momentos de intensa angústia, como uma forma de afastamento psíquico de experiências difíceis de suportar, o que indica conteúdos que ainda não puderam ser simbolizados e que pedem um espaço de elaboração.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Sim, pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline podem experimentar episódios de dissociação, especialmente em momentos de estresse emocional mais intenso. A dissociação costuma aparecer como uma forma de “desligamento” da experiência, como se a mente tentasse proteger a pessoa de algo que está sendo sentido como excessivo naquele momento.

Isso pode se manifestar de diferentes formas: sensação de estar distante de si mesmo, como se estivesse assistindo à própria vida de fora, dificuldade de se conectar com o que está sentindo ou até lapsos de memória em situações mais específicas. Não é exatamente uma escolha consciente, mas um mecanismo automático que o cérebro ativa quando percebe ameaça ou sobrecarga emocional.

Dentro do contexto do TPB, isso costuma estar ligado à intensidade das emoções e à dificuldade momentânea de regulá-las. Quando a experiência emocional ultrapassa o que a pessoa consegue processar naquele instante, o sistema psíquico pode “reduzir o volume” da vivência. O problema é que, embora isso alivie no curto prazo, pode gerar confusão, sensação de perda de controle ou dificuldade de se orientar depois.

Talvez valha a pena você observar: em quais situações isso tende a acontecer com você? Existe algum padrão emocional antes desses episódios, como medo de abandono, conflito ou sensação de rejeição? E depois que passa, o que você costuma sentir ou pensar sobre o que aconteceu?

Com o acompanhamento adequado, é possível aprender a reconhecer esses momentos mais cedo e desenvolver formas mais seguras de lidar com a intensidade emocional, reduzindo a frequência e o impacto da dissociação.

Caso precise, estou à disposição.

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