Por que a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) parece mudar de personalidade depe
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Por que a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) parece mudar de personalidade dependendo de quem está por perto?
A pessoa não muda de personalidade, ela só está tentando se adaptar ao outro como uma tentativa, um esforço para se sentir acolhida, compreendida e respeitada
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Essa sensação pode estar ligada à instabilidade de identidade e à necessidade intensa de pertencimento ou segurança no vínculo. A pessoa pode se adaptar muito ao outro para evitar rejeição, agradar ou sentir que tem um lugar naquela relação. Isso não significa falsidade, mas uma tentativa de se organizar emocionalmente a partir do ambiente e das pessoas ao redor.
Segundo o livro Psiquiatria Psicodinâmica na Prática Clínica, de Glen O. Gabbard, pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) frequentemente parecem “mudar de personalidade” dependendo de quem está por perto porque apresentam uma identidade mais instável e grande sensibilidade emocional nas relações interpessoais.
Na perspectiva psicodinâmica apresentada no texto, isso ocorre porque o sujeito possui dificuldade em integrar de maneira estável as representações de si mesmo e dos outros. Dessa forma, diferentes aspectos da personalidade podem emergir dependendo do vínculo, da situação emocional ou da percepção de aceitação e rejeição.
O livro também descreve que mecanismos de defesa primitivos, como a cisão, fazem com que o indivíduo oscile entre idealização e desvalorização, tanto de si mesmo quanto das pessoas ao redor. Por isso, a pessoa borderline pode mudar rapidamente de humor, comportamento e forma de se relacionar em diferentes contextos.
Além disso, Gabbard relaciona esses padrões às experiências emocionais precoces e às formas como os vínculos foram internalizados durante o desenvolvimento psíquico. Assim, muitas dessas mudanças funcionam como tentativas inconscientes de evitar abandono, manter conexão emocional ou lidar com sentimentos profundos de vazio e instabilidade interna.
Na perspectiva psicodinâmica apresentada no texto, isso ocorre porque o sujeito possui dificuldade em integrar de maneira estável as representações de si mesmo e dos outros. Dessa forma, diferentes aspectos da personalidade podem emergir dependendo do vínculo, da situação emocional ou da percepção de aceitação e rejeição.
O livro também descreve que mecanismos de defesa primitivos, como a cisão, fazem com que o indivíduo oscile entre idealização e desvalorização, tanto de si mesmo quanto das pessoas ao redor. Por isso, a pessoa borderline pode mudar rapidamente de humor, comportamento e forma de se relacionar em diferentes contextos.
Além disso, Gabbard relaciona esses padrões às experiências emocionais precoces e às formas como os vínculos foram internalizados durante o desenvolvimento psíquico. Assim, muitas dessas mudanças funcionam como tentativas inconscientes de evitar abandono, manter conexão emocional ou lidar com sentimentos profundos de vazio e instabilidade interna.
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