Por que a realidade interpessoal no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é altamente “recons
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Por que a realidade interpessoal no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é altamente “reconstruída”?
Na perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental, no Transtorno de Personalidade Borderline a realidade interpessoal é altamente “reconstruída” porque a percepção do outro é mediada por estados emocionais intensos e instáveis. Não se trata de falsidade consciente, mas de uma leitura afetivamente enviesada da realidade.
Crenças centrais de abandono, rejeição e desvalor (“vou ser deixado”, “não sou suficiente”) fazem com que pequenos sinais sejam interpretados como provas de ameaça relacional. Assim, há distorções cognitivas como leitura mental, personalização e pensamento dicotômico, levando a oscilações entre idealização e desvalorização.
Além disso, a dificuldade de integração de aspectos positivos e negativos do outro (falha na constância do objeto) contribui para reconstruções rápidas da experiência interpessoal, tornando os vínculos intensos, instáveis e reativos.
Crenças centrais de abandono, rejeição e desvalor (“vou ser deixado”, “não sou suficiente”) fazem com que pequenos sinais sejam interpretados como provas de ameaça relacional. Assim, há distorções cognitivas como leitura mental, personalização e pensamento dicotômico, levando a oscilações entre idealização e desvalorização.
Além disso, a dificuldade de integração de aspectos positivos e negativos do outro (falha na constância do objeto) contribui para reconstruções rápidas da experiência interpessoal, tornando os vínculos intensos, instáveis e reativos.
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