Por que algumas pessoas são mais resistentes a medicação psiquiátrica a longo prazo do que outras?
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Por que algumas pessoas são mais resistentes a medicação psiquiátrica a longo prazo do que outras?
Por exemplo: eu tenho TAB tipo 2, diagnoaticada e em tratamento (psiq+psico) há 5 anos. Tratava depressão maior antes, totalizando 10 anos de medicação e terapia.
Conheço pessoas com o mesmo diagnóstico q eu, mas q permanecem por bastante tempo na mesma medicação sem mudar, enquanto eu preciso mudar em média duas vezes por ano porque pára de fazer efeito. Tanto os estabilizadores de humor, quanto os antidepressivos, q sempre tomo acompanhado. Já fiz EMT também, por conta dessa resistência. Nada funciona a longo prazo, já tomei tanto medicamento que juro que já perdi as contas.
Por que isso acontece?
Por exemplo: eu tenho TAB tipo 2, diagnoaticada e em tratamento (psiq+psico) há 5 anos. Tratava depressão maior antes, totalizando 10 anos de medicação e terapia.
Conheço pessoas com o mesmo diagnóstico q eu, mas q permanecem por bastante tempo na mesma medicação sem mudar, enquanto eu preciso mudar em média duas vezes por ano porque pára de fazer efeito. Tanto os estabilizadores de humor, quanto os antidepressivos, q sempre tomo acompanhado. Já fiz EMT também, por conta dessa resistência. Nada funciona a longo prazo, já tomei tanto medicamento que juro que já perdi as contas.
Por que isso acontece?
A resposta para a variação na resposta à medicação psiquiátrica a longo prazo pode ser complexa e multifatorial. Existem várias possibilidades que podem contribuir para a necessidade de mudanças frequentes na medicação. Algumas das razões podem incluir:
1. Diferenças individuais: Cada pessoa é única e pode responder de maneira diferente aos medicamentos devido a fatores genéticos, bioquímicos e fisiológicos. Essas diferenças podem influenciar a forma como o corpo processa e utiliza os medicamentos.
2. Tolerância: Com o tempo, o organismo pode desenvolver tolerância a certos medicamentos, o que significa que eles podem se tornar menos eficazes ao longo do tempo. Isso pode exigir ajustes na dosagem ou a troca para um medicamento diferente.
3. Mudanças na doença: Algumas condições psiquiátricas, como o transtorno bipolar, podem variar em sua apresentação ao longo do tempo. Isso pode exigir adaptações no tratamento, incluindo a mudança de medicamentos, para abordar os sintomas específicos em diferentes fases da doença.
4. Interações medicamentosas: A interação entre diferentes medicamentos pode influenciar sua eficácia. Se você estiver tomando outros medicamentos simultaneamente, pode ser necessário ajustar a medicação para evitar interações negativas.
5. Fatores externos: O estilo de vida, o ambiente, o estresse, a qualidade do sono e outros fatores externos podem influenciar a resposta à medicação. Mudanças nessas áreas podem afetar a eficácia dos medicamentos.
É importante discutir suas preocupações com seu psiquiatra, pois eles podem avaliar sua situação individual e fazer ajustes no tratamento com base nas suas necessidades específicas.
1. Diferenças individuais: Cada pessoa é única e pode responder de maneira diferente aos medicamentos devido a fatores genéticos, bioquímicos e fisiológicos. Essas diferenças podem influenciar a forma como o corpo processa e utiliza os medicamentos.
2. Tolerância: Com o tempo, o organismo pode desenvolver tolerância a certos medicamentos, o que significa que eles podem se tornar menos eficazes ao longo do tempo. Isso pode exigir ajustes na dosagem ou a troca para um medicamento diferente.
3. Mudanças na doença: Algumas condições psiquiátricas, como o transtorno bipolar, podem variar em sua apresentação ao longo do tempo. Isso pode exigir adaptações no tratamento, incluindo a mudança de medicamentos, para abordar os sintomas específicos em diferentes fases da doença.
4. Interações medicamentosas: A interação entre diferentes medicamentos pode influenciar sua eficácia. Se você estiver tomando outros medicamentos simultaneamente, pode ser necessário ajustar a medicação para evitar interações negativas.
5. Fatores externos: O estilo de vida, o ambiente, o estresse, a qualidade do sono e outros fatores externos podem influenciar a resposta à medicação. Mudanças nessas áreas podem afetar a eficácia dos medicamentos.
É importante discutir suas preocupações com seu psiquiatra, pois eles podem avaliar sua situação individual e fazer ajustes no tratamento com base nas suas necessidades específicas.
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As pessoas tem mecanismos cerebrais diferentes, ambientes diferentes, alimentações diferentes, traumas diferentes, estresses diferentes, crenças diferentes, tudo isso interfere no tratamento. Tratamento não é só medicamento (que aliás, tem respostas diferentes, percentuais de eficácia). Não há problema de tomar medicamento ou alterar medicamento durante o percurso, problema é desestabilizar do quadro. Outras comorbidades médicas tem percurso parecido, não só as psiquiátricas.
Bom dia. Essa pergunta é complexa pois não temos uma definição total de por que isso acontece. Mas em suma, resume-se a expressões genéticas de metabolismo que modifica a sensibilidade dos receptores dos neurônios, estressores ambientais e fatores de saúde clínica (diabetes, pressão alta, colesterol alterado, outras doenças do metabolismo)
Cada pessoa tem um nível de sensibilidade aos remédios que deve ser percebida com cautela pelo profissonal que o acompanha. Essas pistas geralmente se relacionam com como você se comporta no uso de remédios similares, como em pessoas que sentem muito sono com antialérgicos (possivelmente tem uma sensibilidade maior com remédios que mexem em histamina), ou mesmo na potência dos efeitos colaterais iniciais dos remédios que você já tomou - é só lembrar que efeito colateral nada mais é do que um efeito que não esperávamos (e as vezes esse efeito colateral se torna até positivo, como, também no caso, de remédios antidepressivos sedativos, que atuam em vias de histamina, e que usamos para o sono)
É importante entretanto que seu profissional possa esclarecer a motivação da troca. Nem sempre essa "perda de resposta" é por um problema da medicação. As vezes a mera troca de marca do mesmo remédio pode aparentar perda de função.
E claro, a própria percepção psicológica da doença e a expectativa de uma melhora diferente da que foi obtida pode, as vezes, dar impressão de perda de função do remédio - comportamentos e pensamentos também interferem em vias neuronais, a longo prazo.
Cada pessoa tem um nível de sensibilidade aos remédios que deve ser percebida com cautela pelo profissonal que o acompanha. Essas pistas geralmente se relacionam com como você se comporta no uso de remédios similares, como em pessoas que sentem muito sono com antialérgicos (possivelmente tem uma sensibilidade maior com remédios que mexem em histamina), ou mesmo na potência dos efeitos colaterais iniciais dos remédios que você já tomou - é só lembrar que efeito colateral nada mais é do que um efeito que não esperávamos (e as vezes esse efeito colateral se torna até positivo, como, também no caso, de remédios antidepressivos sedativos, que atuam em vias de histamina, e que usamos para o sono)
É importante entretanto que seu profissional possa esclarecer a motivação da troca. Nem sempre essa "perda de resposta" é por um problema da medicação. As vezes a mera troca de marca do mesmo remédio pode aparentar perda de função.
E claro, a própria percepção psicológica da doença e a expectativa de uma melhora diferente da que foi obtida pode, as vezes, dar impressão de perda de função do remédio - comportamentos e pensamentos também interferem em vias neuronais, a longo prazo.
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