Por que as lembranças negativas parecem tão presentes e avassaladoras para quem tem Transtorno de Pe
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Por que as lembranças negativas parecem tão presentes e avassaladoras para quem tem Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Para pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), lembranças negativas tendem a parecer mais vivas, presentes e avassaladoras por uma combinação de fatores emocionais, cognitivos e neurobiológicos. Não é falta de força de vontade nem “dramatização” — é uma forma específica de funcionamento psíquico.
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Na perspectiva psicanalítica, as lembranças negativas costumam ser tão presentes e avassaladoras para pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline porque muitas dessas experiências não foram devidamente simbolizadas quando ocorreram. Em vez de se organizarem como memórias passadas, elas permanecem como marcas emocionais vivas, ligadas a vivências precoces de abandono, rejeição ou instabilidade afetiva. Quando algo no presente toca esses pontos sensíveis, a lembrança não é sentida como “algo que já passou”, mas como se estivesse acontecendo novamente, com a mesma intensidade afetiva. Isso faz com que o tempo psíquico fique comprometido, dificultando a distinção entre passado e presente. Além disso, a fragilidade na integração do eu e na regulação emocional contribui para que esses conteúdos retornem de forma invasiva, sem mediação simbólica. A psicoterapia ajuda justamente a transformar essas lembranças em narrativas elaboradas, permitindo que elas ocupem um lugar no passado e deixem de dominar o presente de forma tão esmagadora.
Porque, no TPB, as emoções são vivenciadas com muita intensidade. As lembranças negativas tendem a ser reativadas com forte carga emocional, surgir como se estivessem acontecendo no presente, estar ligadas a experiências de rejeição, abandono ou dor emocional. E isso não é fraqueza, e sim, uma forma diferente de processamento emocional, que pode ser trabalhada e regulada na psicoterapia.
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