Preciso de ajuda, tenho os sintomas da epilepsia reversa, mas sou adulta, acontece em adultos também
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Preciso de ajuda, tenho os sintomas da epilepsia reversa, mas sou adulta, acontece em adultos também? Tem tratamento? Posso ir em um psiquiatra? ou devo ir em um neurologista?
Obrigada!
Obrigada!
Epilepsia reversa?
A Epilepsia também acontece em adultos.
Sugiro que procure um neurologista para definir os critérios clínicos e eletroencefalográficos, ou seja, qual o resultado do seu eletroencefalograma. O neurologista clínico poderá te orientar sobre o tratamento, ou se for necessário encaminhar pra realização de outros exames.
A Epilepsia também acontece em adultos.
Sugiro que procure um neurologista para definir os critérios clínicos e eletroencefalográficos, ou seja, qual o resultado do seu eletroencefalograma. O neurologista clínico poderá te orientar sobre o tratamento, ou se for necessário encaminhar pra realização de outros exames.
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Boa tarde. Não entendo o que diz com "epilepsia reversa", porém a epilepsia pode sim ser iniciada na idade adulta. Para o diagnóstico, o especialista indicado para a investigação é o neurologista.
Excelente pergunta — e muito importante, pois o termo que você menciona, “epilepsia reversa”, costuma ser usado popularmente (mas não oficialmente na medicina) para descrever crises não epilépticas psicogênicas (CNEP) ou crises funcionais, que são episódios que se parecem com epilepsia, mas não são causados por descargas elétricas anormais no cérebro.
1. Acontece em adultos?
Sim. Essas crises podem ocorrer em qualquer idade, inclusive em adultos e idosos.
Elas são reais e involuntárias, mas a origem é psicofisiológica, ou seja, está relacionada a estresse, traumas, sobrecarga emocional ou disfunção temporária na regulação entre o cérebro e o sistema nervoso autônomo, e não a uma lesão neurológica estrutural.
Essas crises podem incluir:
Tremores, rigidez ou movimentos involuntários;
Desconexão da realidade, olhar fixo ou perda momentânea de consciência;
Choro, respiração acelerada ou sensação de “apagão”;
Mas com EEG (eletroencefalograma) sem descargas epilépticas típicas.
2. Como é feito o diagnóstico:
O diagnóstico é clínico e confirmado com avaliação neurológica e exames complementares, especialmente o vídeo-EEG, que registra simultaneamente o comportamento e a atividade elétrica cerebral.
Se durante uma crise o EEG não mostra atividade epiléptica, trata-se de crise não epiléptica psicogênica (CNEP).
3. Tem tratamento?
Sim — e o prognóstico costuma ser muito bom com abordagem integrada.
O tratamento envolve:
Neurologista, para confirmar o diagnóstico e diferenciar de epilepsia verdadeira;
Psiquiatra, para investigar e tratar possíveis causas emocionais associadas (como ansiedade, estresse pós-traumático, depressão ou somatização);
Psicoterapia (especialmente terapia cognitivo-comportamental), que ajuda o paciente a reconhecer e controlar os gatilhos emocionais que precipitam as crises;
Higiene do sono, relaxamento e prática regular de atividade física leve, que reduzem a frequência das crises.
Em muitos casos, com acompanhamento adequado, as crises diminuem ou desaparecem completamente, sem necessidade de uso contínuo de anticonvulsivantes.
4. Em qual médico devo ir primeiro?
O ideal é começar pelo neurologista, que vai:
Avaliar se as crises têm características epilépticas ou psicogênicas;
Solicitar o vídeo-EEG e exames de imagem (como ressonância magnética cerebral) para descartar epilepsia estrutural;
E, se confirmado o caráter funcional, encaminhar para o psiquiatra e psicólogo, que serão fundamentais no tratamento e controle emocional.
Em resumo:
Sim, a “epilepsia reversa” (crise não epiléptica psicogênica) pode acontecer em adultos;
O tratamento é possível e eficaz, com melhora significativa em grande parte dos casos;
O neurologista é o primeiro profissional indicado, em parceria com o psiquiatra e o psicoterapeuta;
O foco é tratar tanto o corpo quanto a mente, com abordagem multidisciplinar e humanizada.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia, crises funcionais, medicina do sono e regulação mente-corpo, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
1. Acontece em adultos?
Sim. Essas crises podem ocorrer em qualquer idade, inclusive em adultos e idosos.
Elas são reais e involuntárias, mas a origem é psicofisiológica, ou seja, está relacionada a estresse, traumas, sobrecarga emocional ou disfunção temporária na regulação entre o cérebro e o sistema nervoso autônomo, e não a uma lesão neurológica estrutural.
Essas crises podem incluir:
Tremores, rigidez ou movimentos involuntários;
Desconexão da realidade, olhar fixo ou perda momentânea de consciência;
Choro, respiração acelerada ou sensação de “apagão”;
Mas com EEG (eletroencefalograma) sem descargas epilépticas típicas.
2. Como é feito o diagnóstico:
O diagnóstico é clínico e confirmado com avaliação neurológica e exames complementares, especialmente o vídeo-EEG, que registra simultaneamente o comportamento e a atividade elétrica cerebral.
Se durante uma crise o EEG não mostra atividade epiléptica, trata-se de crise não epiléptica psicogênica (CNEP).
3. Tem tratamento?
Sim — e o prognóstico costuma ser muito bom com abordagem integrada.
O tratamento envolve:
Neurologista, para confirmar o diagnóstico e diferenciar de epilepsia verdadeira;
Psiquiatra, para investigar e tratar possíveis causas emocionais associadas (como ansiedade, estresse pós-traumático, depressão ou somatização);
Psicoterapia (especialmente terapia cognitivo-comportamental), que ajuda o paciente a reconhecer e controlar os gatilhos emocionais que precipitam as crises;
Higiene do sono, relaxamento e prática regular de atividade física leve, que reduzem a frequência das crises.
Em muitos casos, com acompanhamento adequado, as crises diminuem ou desaparecem completamente, sem necessidade de uso contínuo de anticonvulsivantes.
4. Em qual médico devo ir primeiro?
O ideal é começar pelo neurologista, que vai:
Avaliar se as crises têm características epilépticas ou psicogênicas;
Solicitar o vídeo-EEG e exames de imagem (como ressonância magnética cerebral) para descartar epilepsia estrutural;
E, se confirmado o caráter funcional, encaminhar para o psiquiatra e psicólogo, que serão fundamentais no tratamento e controle emocional.
Em resumo:
Sim, a “epilepsia reversa” (crise não epiléptica psicogênica) pode acontecer em adultos;
O tratamento é possível e eficaz, com melhora significativa em grande parte dos casos;
O neurologista é o primeiro profissional indicado, em parceria com o psiquiatra e o psicoterapeuta;
O foco é tratar tanto o corpo quanto a mente, com abordagem multidisciplinar e humanizada.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia, crises funcionais, medicina do sono e regulação mente-corpo, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
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