Psicólogos tem pacientes favoritos ? Ou todos são iguais para ele ?
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respostas
Psicólogos tem pacientes favoritos ? Ou todos são iguais para ele ?
Oi, é um prazer te ter por aqui
Ótima pergunta a sua.
No meu caso, eu tenho pessoas favoritas, mas como tudo na vida, a gente se afeiçoa mais a algumas pessoas do que outras. Porém, o que realmente importa para mim em todos/as os/as pacientes que atendo é se eles e elas estão me inspirando, se estão de fato melhorando e crescendo.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços
Ótima pergunta a sua.
No meu caso, eu tenho pessoas favoritas, mas como tudo na vida, a gente se afeiçoa mais a algumas pessoas do que outras. Porém, o que realmente importa para mim em todos/as os/as pacientes que atendo é se eles e elas estão me inspirando, se estão de fato melhorando e crescendo.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
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Bom dia, os psicólogos são treinados para manter uma neutralidade, como princípio técnico e ético em seu trabalho clínico. Assim o psicólogo evita impor seus valores, crenças, opiniões, etc. Deste modo, cria-se um espaço terapêutico seguro, para que a pessoa que busca ajuda, sinta-se acolhida, compreendida em suas dores e em seu mundo interno, sem julgamentos e sem conselhos diretos. Algumas vezes, o psicólogo tem mais afinidade com certos pacientes, no entanto, esta afinidade, não pode influenciar no tratamento, porque o psicólogo deve manter o foco e objetividade, e não misturar sua prática clínica com sentimentos pessoais. Outro fator importante, é que, se o psicólogo perceber algum favoritismo, por determinado paciente (s), deve buscar uma supervisão, trabalhar isto em sua própria psicoterapia, e ampliar seus estudos para entender esta ¨preferencia" em sua metodologia e prática clínica.
Vou falar a partir da minha experiência de seis anos de atuação clínica.
Cada paciente é único e se expressa de forma singular. Costumo dizer que, para cada paciente, eu sou uma psicóloga diferente, porque preciso me adaptar à forma como cada pessoa é, às suas necessidades e à sua história, sempre sem perder a minha autenticidade profissional.
Por isso, não posso dizer que existam pacientes “preferidos”. O que pode acontecer é que algumas demandas nos impactem mais, por tocarem em aspectos do nosso próprio histórico ou por serem emocionalmente mais intensas, e isso não torna o paciente especial ou “favoritinho”.
O tratamento é sempre individualizado, respeitoso e ético para todos.
Quando, como psicóloga, percebo dificuldade em estabelecer vínculo terapêutico com algum paciente, converso abertamente sobre isso e, se necessário, faço o encaminhamento para um colega de confiança.
Da mesma forma, o paciente é livre para perceber se se sente seguro no vínculo e decidir se deseja permanecer no processo terapêutico ou buscar outro profissional.
Espero que você seja muito feliz no seu processo terapêutico.
Com carinho,
Leila Marques
Cada paciente é único e se expressa de forma singular. Costumo dizer que, para cada paciente, eu sou uma psicóloga diferente, porque preciso me adaptar à forma como cada pessoa é, às suas necessidades e à sua história, sempre sem perder a minha autenticidade profissional.
Por isso, não posso dizer que existam pacientes “preferidos”. O que pode acontecer é que algumas demandas nos impactem mais, por tocarem em aspectos do nosso próprio histórico ou por serem emocionalmente mais intensas, e isso não torna o paciente especial ou “favoritinho”.
O tratamento é sempre individualizado, respeitoso e ético para todos.
Quando, como psicóloga, percebo dificuldade em estabelecer vínculo terapêutico com algum paciente, converso abertamente sobre isso e, se necessário, faço o encaminhamento para um colega de confiança.
Da mesma forma, o paciente é livre para perceber se se sente seguro no vínculo e decidir se deseja permanecer no processo terapêutico ou buscar outro profissional.
Espero que você seja muito feliz no seu processo terapêutico.
Com carinho,
Leila Marques
Olá.Olá. Para mim, não há pacientes favoritos. Também não vivencio todos como iguais, cada pessoa desperta questões diferentes no processo, sendo algumas mais confortáveis, outras menos. Isso não implica gostar ou não do paciente, mas diz respeito à singularidade de cada encontro clínico.
Oi, boa tarde.
De forma geral sim, mas os critérios podem mudar. Tem sempre aquela pessoa quem sentimos maior afinidade, mas também existem aqueles pacientes que aderem muito bem ao tratamento. Ou mesmo aquele no qual me lembro e vi que fizemos um bom trabalho. Posso dizer que tenho os meus pacientes favoritos, mas tenho mais do que um motivo para colocá-los nesse pedestal.
De forma geral sim, mas os critérios podem mudar. Tem sempre aquela pessoa quem sentimos maior afinidade, mas também existem aqueles pacientes que aderem muito bem ao tratamento. Ou mesmo aquele no qual me lembro e vi que fizemos um bom trabalho. Posso dizer que tenho os meus pacientes favoritos, mas tenho mais do que um motivo para colocá-los nesse pedestal.
Na prática clínica, não existe paciente favorito. A relação terapêutica é uma relação profissional, construída a partir do encontro entre terapeuta e paciente ao longo das sessões. Não se trata de uma relação de preferência ou escolha afetiva, mas de um vínculo que se forma no trabalho clínico, baseado em escuta, ética e cuidado. Embora não seja uma relação de afeto pessoal, é sim uma relação afetuosa no sentido de envolvimento humano, respeito e presença, sempre dentro dos limites do setting terapêutico.
Psicólogos não têm “pacientes favoritos” no sentido afetivo ou de preferência pessoal, como acontece em relações sociais. A relação terapêutica é ética, profissional e baseada no compromisso com o cuidado de quem está ali.
Ao mesmo tempo, nenhum psicólogo é uma máquina neutra. Cada vínculo é único. Algumas pessoas mobilizam mais identificação, outras despertam mais desafios, outras exigem mais atenção em determinados momentos — e tudo isso é observado, elaborado e cuidado pelo próprio psicólogo, inclusive em supervisão, para que não interfira no tratamento.
O ponto central é:
todos os pacientes merecem o mesmo respeito, dedicação, escuta e responsabilidade clínica, independentemente de afinidade, personalidade ou história.
Quando a terapia é bem conduzida, o foco não é “gostar mais” ou “menos” do paciente, mas estar disponível de forma ética, atenta e comprometida com o processo daquela pessoa.
E vale dizer algo importante:
se um paciente sente medo de ser “menos importante”, de não ser visto ou de não ser suficientemente valorizado, isso também é material terapêutico — algo que pode (e deve) ser acolhido e trabalhado na própria terapia.
Em um bom processo terapêutico, ninguém é “só mais um”. Cada história importa. Cada sofrimento é levado a sério.
Ao mesmo tempo, nenhum psicólogo é uma máquina neutra. Cada vínculo é único. Algumas pessoas mobilizam mais identificação, outras despertam mais desafios, outras exigem mais atenção em determinados momentos — e tudo isso é observado, elaborado e cuidado pelo próprio psicólogo, inclusive em supervisão, para que não interfira no tratamento.
O ponto central é:
todos os pacientes merecem o mesmo respeito, dedicação, escuta e responsabilidade clínica, independentemente de afinidade, personalidade ou história.
Quando a terapia é bem conduzida, o foco não é “gostar mais” ou “menos” do paciente, mas estar disponível de forma ética, atenta e comprometida com o processo daquela pessoa.
E vale dizer algo importante:
se um paciente sente medo de ser “menos importante”, de não ser visto ou de não ser suficientemente valorizado, isso também é material terapêutico — algo que pode (e deve) ser acolhido e trabalhado na própria terapia.
Em um bom processo terapêutico, ninguém é “só mais um”. Cada história importa. Cada sofrimento é levado a sério.
Psicólogos não se relacionam com pacientes como “todos iguais”, mas isso não significa ter favoritos no sentido comum da palavra.
Tem um texto muito interessante de um psicanalista chamado Donald Winnicott, de nome O ódio na contratransferência, em que ele vai descrever sentimentos por pacientes que seriam considerados "inconfessáveis": afeto, irritação, cansaço, ternura, resistência. E a conclusão que ele chega é que isso faz parte do trabalho clínico: alguns pacientes despertam mais facilidade, outros tocam pontos difíceis. A diferença é que, na clínica, esses sentimentos não servem para privilegiar ou desvalorizar alguém, mas para orientar o cuidado.
O compromisso ético é com a escuta e o tratamento de cada pessoa, justamente porque cada vínculo é singular. Quando o profissional reconhece seus afetos, em vez de negá-los, ele consegue sustentar melhor o espaço terapêutico. Não é sobre gostar mais ou menos, mas sobre conseguir cuidar, mesmo quando é difícil.
Tem um texto muito interessante de um psicanalista chamado Donald Winnicott, de nome O ódio na contratransferência, em que ele vai descrever sentimentos por pacientes que seriam considerados "inconfessáveis": afeto, irritação, cansaço, ternura, resistência. E a conclusão que ele chega é que isso faz parte do trabalho clínico: alguns pacientes despertam mais facilidade, outros tocam pontos difíceis. A diferença é que, na clínica, esses sentimentos não servem para privilegiar ou desvalorizar alguém, mas para orientar o cuidado.
O compromisso ético é com a escuta e o tratamento de cada pessoa, justamente porque cada vínculo é singular. Quando o profissional reconhece seus afetos, em vez de negá-los, ele consegue sustentar melhor o espaço terapêutico. Não é sobre gostar mais ou menos, mas sobre conseguir cuidar, mesmo quando é difícil.
Olá, como vai?
A nossa prática clínica é pautada na ética profissional, a qual nos orienta a não sustentar preconceitos, julgamentos ou emitir opiniões sobre a vida do paciente. Nosso objetivo é escutar o sofrimento, auxiliar o paciente a atravessar o momento de dificuldade e a partir do tempo do contato, ocorrer as transformações na vida. Dessa forma, sim os pacientes devem ser tratados de forma igual pela ética, mas também devem ser escutados conforme suas individualidades. Afirmar que temos pacientes favoritos é um grande depende, pois a gente torce pela melhora e avanço terapêutico de todos; a questão do favoritismo é algo da transferência, que se houver, pode até prejudicar o tratamento. O mais recomendável é manter uma postura neutra, porém mantendo o acolhimento.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
A nossa prática clínica é pautada na ética profissional, a qual nos orienta a não sustentar preconceitos, julgamentos ou emitir opiniões sobre a vida do paciente. Nosso objetivo é escutar o sofrimento, auxiliar o paciente a atravessar o momento de dificuldade e a partir do tempo do contato, ocorrer as transformações na vida. Dessa forma, sim os pacientes devem ser tratados de forma igual pela ética, mas também devem ser escutados conforme suas individualidades. Afirmar que temos pacientes favoritos é um grande depende, pois a gente torce pela melhora e avanço terapêutico de todos; a questão do favoritismo é algo da transferência, que se houver, pode até prejudicar o tratamento. O mais recomendável é manter uma postura neutra, porém mantendo o acolhimento.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Um psicológo foi formado para atender as pessoas que o buscam com a sua dor, e seu sofrimento. A tua pergunta sobre se existe favoritos. Te falaria que não seja pacientes favoritos, mas pode ser que apareça para um psicólogo um problema psicológico trazido pelo o paciente que o mesmo não esteja preparado para ajudar este paciente. E aconselhado que o mesmo faça um encaminhamento deste problema para outro colega de profissão que esteja mais habilitado para atender o problema trazido pelo pacientes.
Enfim, nem todos os problemas que chega ao nosso consultório o psicólogo não se sinta confortável ou preparado para atender este pacientes. Logo, não questão de ter pacientes favoritos e sim seriedade e humildade do psicólogo reconhecer que não tem habilidade para tratar e ajudar este paciente.
Enfim, nem todos os problemas que chega ao nosso consultório o psicólogo não se sinta confortável ou preparado para atender este pacientes. Logo, não questão de ter pacientes favoritos e sim seriedade e humildade do psicólogo reconhecer que não tem habilidade para tratar e ajudar este paciente.
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