Quais as sequelas de uma cirurgia de craniofaringinoma ou hipofise? Desde de ja agradeço a compreensao
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Quais as sequelas de uma cirurgia de craniofaringinoma ou hipofise? Desde de ja agradeço a compreensao de todos obrigado
Olá, apesar de serem doenças diferentes, tanto o craniofaringioma quanto os adenomas hipofisários ocupam a mesma região do crânio, podendo ser abordados por vias de acesso semelhantes. Estas vias podem ser transcranianas (através de uma janela feita no crânio) ou transesfenoidais (através do nariz).
Além das complicações inerentes a todos os procedimentos (hemorragia, infecção), existe também o risco de déficit visual, diabetes insípidus transitória ou definitiva (aumento do volume urinário, alterações dos sais no sangue e desidratação), fistula liquórica (saida de liquido pelo nariz ou pele), deficiência de hormônios (que podem ser repostos com medicamentos).
A decisão pela cirurgia sempre é baseada na avaliação do risco/benefício.
Espero ter respondido sua pergunta!
Além das complicações inerentes a todos os procedimentos (hemorragia, infecção), existe também o risco de déficit visual, diabetes insípidus transitória ou definitiva (aumento do volume urinário, alterações dos sais no sangue e desidratação), fistula liquórica (saida de liquido pelo nariz ou pele), deficiência de hormônios (que podem ser repostos com medicamentos).
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Bom dia,
as possíveis sequelas são hipopituitarismo, síndrome hipotalâmica, perda visual, fístula liquórica e lesão da carótida. Todo procedimento tem risco, a maioria são eventos raros. É importante saber a história natural da sua doença e se ela própria não é muito mais agressiva do que a cirurgia.
as possíveis sequelas são hipopituitarismo, síndrome hipotalâmica, perda visual, fístula liquórica e lesão da carótida. Todo procedimento tem risco, a maioria são eventos raros. É importante saber a história natural da sua doença e se ela própria não é muito mais agressiva do que a cirurgia.
A cirurgia para remoção de um **craniofaringioma** ou tumor da **hipófise** pode ter algumas sequelas, que variam dependendo de fatores como a **localização do tumor**, a **técnica cirúrgica** utilizada, e a **resposta individual** do paciente. Embora a cirurgia tenha como objetivo remover o tumor e aliviar os sintomas, como pressão intracraniana elevada ou distúrbios hormonais, as sequelas podem ocorrer devido à proximidade dessas estruturas com áreas importantes do cérebro.
### **Possíveis sequelas de uma cirurgia de craniofaringioma ou tumor da hipófise:**
---
### **1. Distúrbios hormonais**
A **hipófise**, localizada na base do cérebro, é responsável pela produção de vários hormônios importantes, como os **hormônios de crescimento**, **hormônios tireoidianos**, **hormônios sexuais** e **hormônios adrenais**. A cirurgia pode afetar a produção desses hormônios, levando a sequelas como:
- **Hipopituitarismo (insuficiência hormonal):** A hipófise pode não funcionar adequadamente após a remoção do tumor, resultando em níveis baixos de hormônios. Isso pode afetar várias funções corporais.
- **Deficiência do hormônio de crescimento (GH):** Em crianças, isso pode afetar o crescimento, enquanto em adultos, pode levar a cansaço e baixa energia.
- **Deficiência de hormônios tireoidianos (hipotireoidismo):** Causa fadiga, ganho de peso, constipação e pele seca.
- **Deficiência de cortisol (insuficiência adrenal):** Pode causar sintomas como fraqueza, cansaço excessivo e dificuldade para lidar com o estresse.
- **Deficiência de hormônios sexuais:** Pode resultar em alterações no ciclo menstrual nas mulheres ou disfunção erétil nos homens.
- **Tratamento:** Muitos desses distúrbios podem ser tratados com **terapia hormonal substitutiva** (hormônios de crescimento, tiroxina, corticoides, etc.).
---
### **2. Alterações na visão**
A hipófise está localizada muito próxima ao **quiasma óptico**, a área do cérebro responsável pela **visão**. Se o tumor afetar ou se a cirurgia interferir nesse área, pode ocorrer:
- **Deficiência visual:** Isso pode incluir **visão em túnel** (dificuldade em ver o campo periférico) ou até **cegueira**, especialmente se o quiasma óptico for danificado durante a remoção do tumor.
- **Tratamento:** Em alguns casos, a visão pode melhorar com o tempo após a cirurgia, mas em outros, a perda pode ser permanente. O acompanhamento com um oftalmologista pode ser necessário.
---
### **3. Dano ao eixo hipotálamo-hipofisário**
O **hipotálamo** é uma estrutura do cérebro próxima à hipófise que regula várias funções corporais, incluindo temperatura corporal, fome, sede e sono. A cirurgia pode afetar o **eixo hipotálamo-hipofisário**, causando:
- **Distúrbios na regulação da temperatura corporal:** A pessoa pode ter dificuldades em manter a temperatura corporal estável.
- **Distúrbios no apetite ou sede:** Isso pode levar a ganho de peso ou desidratação.
- **Problemas com o sono:** Como distúrbios do sono e sono excessivo.
---
### **4. Complicações na cicatrização ou infecção**
Como qualquer cirurgia, existem **riscos de infecção** ou **problemas de cicatrização**, especialmente se a cirurgia for realizada por vias transesfenoidais (por dentro do nariz) ou se houver complicações pós-operatórias.
- **Infecção do líquido cefalorraquidiano (LCR):** Embora rara, uma infecção chamada **meningite** pode ocorrer.
- **Risco de sangramento:** Pode haver sangramento, especialmente se o tumor estava próximo a vasos sanguíneos importantes.
---
### **5. Distúrbios neuropsiquiátricos**
Alterações hormonais ou danos a áreas do cérebro responsáveis pela **função emocional** e **cognitiva** podem resultar em:
- **Alterações no humor:** Depressão, ansiedade ou irritabilidade podem ser comuns.
- **Problemas cognitivos:** Dificuldades de memória, concentração e raciocínio podem surgir.
- **Problemas de comportamento:** Alterações comportamentais podem ocorrer, especialmente se houver envolvimento de áreas cerebrais afetadas pela cirurgia.
---
### **6. Sequelas relacionadas à técnica cirúrgica**
Dependendo da técnica utilizada para remover o tumor, alguns riscos específicos podem ocorrer:
- **Cirurgia transesfenoidal (pelo nariz):** Esse método minimiza o risco de danos cerebrais diretos, mas pode resultar em complicações como sangramentos, infecções nas vias nasais ou complicações respiratórias.
- **Cirurgia transcraniana (por craniotomia):** Essa abordagem envolve a remoção de uma parte do crânio e pode ter riscos adicionais, como infecções, cicatrização inadequada, e mais danos cerebrais.
---
### **Prognóstico e Acompanhamento**
Após a cirurgia, o prognóstico e as sequelas dependem da **localização do tumor**, da **extensão da resseção** e do **tempo de diagnóstico**. O acompanhamento regular com uma **equipe multidisciplinar** é crucial, incluindo endocrinologistas, neurologistas, oftalmologistas e psicólogos, para monitorar e tratar as sequelas, bem como para realizar **exames hormonais** periódicos.
---
### **Conclusão**
Embora a cirurgia para remoção de um **craniofaringioma** ou tumor da **hipófise** tenha o objetivo de melhorar a qualidade de vida e reduzir os sintomas associados ao tumor, pode haver algumas sequelas, principalmente relacionadas a **distúrbios hormonais**, **visão**, **função neurológica** e **estado psicológico**. A abordagem pós-cirúrgica é fundamental para garantir uma recuperação adequada e minimizar os impactos negativos a longo prazo.
Caso você tenha mais dúvidas ou queira discutir a recuperação de um familiar após a cirurgia, estou à disposição para ajudar!
### **Possíveis sequelas de uma cirurgia de craniofaringioma ou tumor da hipófise:**
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### **1. Distúrbios hormonais**
A **hipófise**, localizada na base do cérebro, é responsável pela produção de vários hormônios importantes, como os **hormônios de crescimento**, **hormônios tireoidianos**, **hormônios sexuais** e **hormônios adrenais**. A cirurgia pode afetar a produção desses hormônios, levando a sequelas como:
- **Hipopituitarismo (insuficiência hormonal):** A hipófise pode não funcionar adequadamente após a remoção do tumor, resultando em níveis baixos de hormônios. Isso pode afetar várias funções corporais.
- **Deficiência do hormônio de crescimento (GH):** Em crianças, isso pode afetar o crescimento, enquanto em adultos, pode levar a cansaço e baixa energia.
- **Deficiência de hormônios tireoidianos (hipotireoidismo):** Causa fadiga, ganho de peso, constipação e pele seca.
- **Deficiência de cortisol (insuficiência adrenal):** Pode causar sintomas como fraqueza, cansaço excessivo e dificuldade para lidar com o estresse.
- **Deficiência de hormônios sexuais:** Pode resultar em alterações no ciclo menstrual nas mulheres ou disfunção erétil nos homens.
- **Tratamento:** Muitos desses distúrbios podem ser tratados com **terapia hormonal substitutiva** (hormônios de crescimento, tiroxina, corticoides, etc.).
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### **2. Alterações na visão**
A hipófise está localizada muito próxima ao **quiasma óptico**, a área do cérebro responsável pela **visão**. Se o tumor afetar ou se a cirurgia interferir nesse área, pode ocorrer:
- **Deficiência visual:** Isso pode incluir **visão em túnel** (dificuldade em ver o campo periférico) ou até **cegueira**, especialmente se o quiasma óptico for danificado durante a remoção do tumor.
- **Tratamento:** Em alguns casos, a visão pode melhorar com o tempo após a cirurgia, mas em outros, a perda pode ser permanente. O acompanhamento com um oftalmologista pode ser necessário.
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### **3. Dano ao eixo hipotálamo-hipofisário**
O **hipotálamo** é uma estrutura do cérebro próxima à hipófise que regula várias funções corporais, incluindo temperatura corporal, fome, sede e sono. A cirurgia pode afetar o **eixo hipotálamo-hipofisário**, causando:
- **Distúrbios na regulação da temperatura corporal:** A pessoa pode ter dificuldades em manter a temperatura corporal estável.
- **Distúrbios no apetite ou sede:** Isso pode levar a ganho de peso ou desidratação.
- **Problemas com o sono:** Como distúrbios do sono e sono excessivo.
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### **4. Complicações na cicatrização ou infecção**
Como qualquer cirurgia, existem **riscos de infecção** ou **problemas de cicatrização**, especialmente se a cirurgia for realizada por vias transesfenoidais (por dentro do nariz) ou se houver complicações pós-operatórias.
- **Infecção do líquido cefalorraquidiano (LCR):** Embora rara, uma infecção chamada **meningite** pode ocorrer.
- **Risco de sangramento:** Pode haver sangramento, especialmente se o tumor estava próximo a vasos sanguíneos importantes.
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### **5. Distúrbios neuropsiquiátricos**
Alterações hormonais ou danos a áreas do cérebro responsáveis pela **função emocional** e **cognitiva** podem resultar em:
- **Alterações no humor:** Depressão, ansiedade ou irritabilidade podem ser comuns.
- **Problemas cognitivos:** Dificuldades de memória, concentração e raciocínio podem surgir.
- **Problemas de comportamento:** Alterações comportamentais podem ocorrer, especialmente se houver envolvimento de áreas cerebrais afetadas pela cirurgia.
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### **6. Sequelas relacionadas à técnica cirúrgica**
Dependendo da técnica utilizada para remover o tumor, alguns riscos específicos podem ocorrer:
- **Cirurgia transesfenoidal (pelo nariz):** Esse método minimiza o risco de danos cerebrais diretos, mas pode resultar em complicações como sangramentos, infecções nas vias nasais ou complicações respiratórias.
- **Cirurgia transcraniana (por craniotomia):** Essa abordagem envolve a remoção de uma parte do crânio e pode ter riscos adicionais, como infecções, cicatrização inadequada, e mais danos cerebrais.
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### **Prognóstico e Acompanhamento**
Após a cirurgia, o prognóstico e as sequelas dependem da **localização do tumor**, da **extensão da resseção** e do **tempo de diagnóstico**. O acompanhamento regular com uma **equipe multidisciplinar** é crucial, incluindo endocrinologistas, neurologistas, oftalmologistas e psicólogos, para monitorar e tratar as sequelas, bem como para realizar **exames hormonais** periódicos.
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### **Conclusão**
Embora a cirurgia para remoção de um **craniofaringioma** ou tumor da **hipófise** tenha o objetivo de melhorar a qualidade de vida e reduzir os sintomas associados ao tumor, pode haver algumas sequelas, principalmente relacionadas a **distúrbios hormonais**, **visão**, **função neurológica** e **estado psicológico**. A abordagem pós-cirúrgica é fundamental para garantir uma recuperação adequada e minimizar os impactos negativos a longo prazo.
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