Quais atividades posso agregar a criança autista entre dois a quatro anos em sala de aula?
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Quais atividades posso agregar a criança autista entre dois a quatro anos em sala de aula?
O autismo é um transtorno caracterizado por dificuldades na comunicação social e padrões comportamentais repetitivos, com resistência a mudanças. É considerado um espectro, com casos mais graves (frequentemente com déficit intelectual associado) até pessoas inteligentissimaa, que se tornam professores e pesquisadores. A orientação que você solicita só ê possível com avaliação da criança, e informações detalhadas obtidas junto a quem convive com ela. De modo geral, se não houver deficiência intelectual e houver aceitação, podem ser tentadas as atividades normais para a idade e avaliar até que ponto a criança dá conta delas sem estresse excessivo. Devem-se modelar comportamentos como socialização progressiva, aceitação de variações nos hábitos, diminuição da agressividade contra outros, si mesmo e o ambiente, proporcionando os estímulos pouco a pouco, reforçando os sucessos com recompensas (atividades, comidas) das quais gosta. Os prêmios devem ser reservados para os sucessos.
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É preciso tomar muito cuidado com o excesso de estimulação. Existe uma distorção na compreensão deste conceito. Qualquer criança e inclusive as que possuem o diagnóstico de autismo, precisam de um espaço onde possam escolher o que e como brincar, ou seja, criar a propria brincadeira. O adulto que estiver acompanhando deve apenas acompanhar a brincadeira nomeando os gestos da criança. As atividades e brincadeiras dirigidas podem atrapalhar o desenvolvimento da criatividade e da espontaneidade, pilares da saúde mental.
É importante, para a criança aprender, falar a mesma linguagem que ela, estabelecer uma linguagem utilizando recursos visuais como fotos, figuras, recursos lúdicos. O ambiente deve ser estruturado para atender ao desenvolvimento dela. É importante que as atividades sigam um passo a passo, para que ela consiga realizar no seu tempo, sem excessos, sem tentar forçá-la a realizar tarefas, apenas acompanhá-la, em alguns casos. Utilizar recursos visuais para as tarefas, os locais podem ser demarcados com nomes para que ela consiga relacionar os objetos aos nomes, o que irá contribuir para que ela consiga entender instruções verbais e isso facilitará o aprendizado. As salas de recursos dispõem de recursos sensoriais, materiais ilustrativos. Só cuide para não exceder nas informações, realizações de tarefa. As instruções excessivas não são bem vindas, tarefas maçantes acabam deixando a criança estressada.
Ola. Dentro do espectro do autismo, cada um tem um perfil e precisa de estimulação diferenciada. Então o ideal é fazer uma avaliação e conhecer o perfil de cada criança para então verificar a melhor estimulação para ela.
O direcionamento das atividades será definido após avaliação de um psicólogo especialista em ABA e fonoaudióloga especializado em TEA. Cada paciente TEA vai necessitar de forma distinta um protocolo específico de terapias. Não adianta também ir em qualquer profissional que tenha conhecimento limitado sobre TEA. Coloco me a disposição para esclarecimentos.
O atendimento deve ocorrer dentro das necessidades de estimulação da criança, não existe um protocolo, os profissionais que atendem a criança junto a equipe pedagógica deve desenvolver um Plano de Ensino Individual com base no que a criança ja desenvolveu e o que precisa desenvolver em um período de tempo.
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