Quais perfis de disfunção executiva podem ser inferidos a partir da avaliação neuropsicológica em Tr
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Quais perfis de disfunção executiva podem ser inferidos a partir da avaliação neuropsicológica em Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
Oi, é um prazer te ter por aqui.
A avaliação neuropsicológica permite identificar perfis distintos de disfunção executiva em TOC e TPB, ainda que ambos possam apresentar prejuízos em funções executivas. No TOC, o padrão típico envolve rigidez cognitiva, dificuldade em set-shifting, lentificação cognitiva, tendência à perseveração e prejuízo em tomada de decisão sob incerteza. Há também maior comprometimento em tarefas que exigem supressão de respostas intrusivas, monitoramento de erros e controle inibitório voltado à interrupção de pensamentos repetitivos. Esse perfil reflete hiperatividade de circuitos frontoestriatais e maior dependência de regras rígidas.
No TPB, o padrão é mais instável e estado-dependente, marcado por impulsividade, dificuldade em controle inibitório emocional, prejuízo em tomada de decisão sob estresse, oscilação atencional e baixa flexibilidade cognitiva em contextos de ameaça interpessoal. A desregulação emocional interfere diretamente no desempenho, produzindo variabilidade intraindividual significativa. O TPB também apresenta prejuízos em atualização de informações, mentalização e integração entre cognição e emoção.
Assim, enquanto o TOC tende a apresentar um perfil mais rígido, perseverativo e consistente, o TPB mostra um padrão flutuante, emocionalmente reativo e impulsivo, permitindo diferenciação funcional.
Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernandosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia
On-line e em Vitória-ES
Abraços
A avaliação neuropsicológica permite identificar perfis distintos de disfunção executiva em TOC e TPB, ainda que ambos possam apresentar prejuízos em funções executivas. No TOC, o padrão típico envolve rigidez cognitiva, dificuldade em set-shifting, lentificação cognitiva, tendência à perseveração e prejuízo em tomada de decisão sob incerteza. Há também maior comprometimento em tarefas que exigem supressão de respostas intrusivas, monitoramento de erros e controle inibitório voltado à interrupção de pensamentos repetitivos. Esse perfil reflete hiperatividade de circuitos frontoestriatais e maior dependência de regras rígidas.
No TPB, o padrão é mais instável e estado-dependente, marcado por impulsividade, dificuldade em controle inibitório emocional, prejuízo em tomada de decisão sob estresse, oscilação atencional e baixa flexibilidade cognitiva em contextos de ameaça interpessoal. A desregulação emocional interfere diretamente no desempenho, produzindo variabilidade intraindividual significativa. O TPB também apresenta prejuízos em atualização de informações, mentalização e integração entre cognição e emoção.
Assim, enquanto o TOC tende a apresentar um perfil mais rígido, perseverativo e consistente, o TPB mostra um padrão flutuante, emocionalmente reativo e impulsivo, permitindo diferenciação funcional.
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