Quais são as consequências existenciais de viver com uma doença autoimune?
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Quais são as consequências existenciais de viver com uma doença autoimune?
Viver com uma doença autoimune é conviver com um paradoxo: o corpo, que deveria proteger, às vezes ataca. Isso mexe não só com a saúde física, mas também com o modo como o sujeito se percebe no mundo.
As consequências existenciais podem ser muitas:
A incerteza — não saber quando os sintomas vão se intensificar ou quando o corpo vai exigir repouso, o que pode gerar ansiedade constante.
O luto do corpo idealizado — confrontar a perda de uma ideia de corpo totalmente saudável, aprendendo a conviver com limitações.
A identidade em revisão — perceber-se como alguém que precisa de cuidados contínuos, o que pode abalar projetos de vida e relações.
A solidão — porque nem sempre quem está ao redor compreende a dimensão invisível de uma doença crônica.
Na psicanálise, esse tipo de experiência pode ser vivido como uma ferida narcísica: o eu descobre que não é senhor absoluto do próprio corpo. Mas, ao mesmo tempo, pode abrir espaço para uma outra relação consigo mesmo — mais cuidadosa, menos onipotente, mais consciente da vulnerabilidade que nos torna humanos.
A aceitação não é simples nem imediata. Mas, com tempo e elaboração, o sujeito pode encontrar novos sentidos: aprender que viver não é vencer o corpo, mas habitar nele com respeito e criatividade, apesar das marcas que carrega.
As consequências existenciais podem ser muitas:
A incerteza — não saber quando os sintomas vão se intensificar ou quando o corpo vai exigir repouso, o que pode gerar ansiedade constante.
O luto do corpo idealizado — confrontar a perda de uma ideia de corpo totalmente saudável, aprendendo a conviver com limitações.
A identidade em revisão — perceber-se como alguém que precisa de cuidados contínuos, o que pode abalar projetos de vida e relações.
A solidão — porque nem sempre quem está ao redor compreende a dimensão invisível de uma doença crônica.
Na psicanálise, esse tipo de experiência pode ser vivido como uma ferida narcísica: o eu descobre que não é senhor absoluto do próprio corpo. Mas, ao mesmo tempo, pode abrir espaço para uma outra relação consigo mesmo — mais cuidadosa, menos onipotente, mais consciente da vulnerabilidade que nos torna humanos.
A aceitação não é simples nem imediata. Mas, com tempo e elaboração, o sujeito pode encontrar novos sentidos: aprender que viver não é vencer o corpo, mas habitar nele com respeito e criatividade, apesar das marcas que carrega.
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Viver com uma doença autoimune não traz apenas impactos físicos; produz também repercussões existenciais profundas, que atravessam identidade, sentido de vida, liberdade, responsabilidade e relações interpessoais. Isso acontece porque essas doenças muitas vezes são crônicas, imprevisíveis e exigem adaptações constantes.
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