Quais são os fatores que afetam a autoimagem no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
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Quais são os fatores que afetam a autoimagem no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Na abordagem sistêmica, a autoimagem no Transtorno do Espectro Autista (TEA) é compreendida como o modo como a pessoa se percebe e se reconhece dentro das relações e dos contextos nos quais está inserida.
No TEA, essa autoimagem pode se formar de maneira diferente porque o indivíduo tende a perceber o mundo e a si mesmo a partir de uma lógica relacional singular — com padrões próprios de comunicação, afeto e interação. A dificuldade em compreender e compartilhar códigos sociais pode impactar como ele entende o próprio valor e lugar no grupo.
Sob o olhar sistêmico, o foco não é apenas no indivíduo, mas nas relações que o constituem: família, escola, grupos sociais. Assim, trabalhar a autoimagem no TEA implica ampliar o olhar relacional, favorecendo que o sujeito se reconheça como pertencente, valorizado e capaz de participar ativamente das trocas com o outro
No TEA, essa autoimagem pode se formar de maneira diferente porque o indivíduo tende a perceber o mundo e a si mesmo a partir de uma lógica relacional singular — com padrões próprios de comunicação, afeto e interação. A dificuldade em compreender e compartilhar códigos sociais pode impactar como ele entende o próprio valor e lugar no grupo.
Sob o olhar sistêmico, o foco não é apenas no indivíduo, mas nas relações que o constituem: família, escola, grupos sociais. Assim, trabalhar a autoimagem no TEA implica ampliar o olhar relacional, favorecendo que o sujeito se reconheça como pertencente, valorizado e capaz de participar ativamente das trocas com o outro
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Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta essencial, porque entender o que afeta a autoimagem no TEA é também entender o que pode fortalecer o sentimento de identidade e pertencimento. A autoimagem de uma pessoa autista costuma ser moldada não apenas pelas suas experiências internas, mas, principalmente, pela forma como o ambiente reage a quem ela é.
Desde cedo, muitas pessoas no espectro percebem que são “diferentes” — não porque algo está errado nelas, mas porque o mundo reage de maneira confusa ou crítica ao seu modo de ser. Comentários, exclusões sutis e tentativas de “normalizar” comportamentos vão deixando marcas que o cérebro grava como ameaças à aceitação. Ao longo do tempo, isso pode gerar vergonha, medo de errar e a sensação de que é preciso se adaptar o tempo todo para caber.
Outro fator importante é o masking, ou mascaramento social, em que a pessoa aprende a imitar expressões, gestos e formas de falar para parecer mais “ajustada”. Embora funcione como estratégia de sobrevivência, esse esforço constante gera esgotamento e distancia a pessoa de quem ela realmente é. A longo prazo, isso pode fragilizar a autoimagem, porque o cérebro passa a associar aceitação à performance — não à autenticidade.
Do ponto de vista neurobiológico, o sistema emocional de quem está no espectro é altamente sensível à rejeição e à imprevisibilidade. Situações sociais complexas, críticas ou sobrecarga sensorial podem ativar o mesmo circuito cerebral que responde à ameaça física, fazendo o corpo e a mente reagirem com retraimento ou autocrítica. É o cérebro tentando se proteger, mesmo que o custo disso seja o afastamento de si.
Talvez valha refletir: em que momentos você sente que precisa esconder partes suas? Que tipo de ambiente ou pessoa faz você se sentir aceito sem esforço? E o que acontece dentro de você quando não precisa se vigiar o tempo todo? Essas perguntas ajudam a perceber o que nutre — e o que desgasta — a imagem que se tem de si mesmo.
Na terapia, é possível reconstruir esse olhar com mais gentileza, ajudando o cérebro a reconhecer que autenticidade também é segurança. Caso precise, estou à disposição.
Desde cedo, muitas pessoas no espectro percebem que são “diferentes” — não porque algo está errado nelas, mas porque o mundo reage de maneira confusa ou crítica ao seu modo de ser. Comentários, exclusões sutis e tentativas de “normalizar” comportamentos vão deixando marcas que o cérebro grava como ameaças à aceitação. Ao longo do tempo, isso pode gerar vergonha, medo de errar e a sensação de que é preciso se adaptar o tempo todo para caber.
Outro fator importante é o masking, ou mascaramento social, em que a pessoa aprende a imitar expressões, gestos e formas de falar para parecer mais “ajustada”. Embora funcione como estratégia de sobrevivência, esse esforço constante gera esgotamento e distancia a pessoa de quem ela realmente é. A longo prazo, isso pode fragilizar a autoimagem, porque o cérebro passa a associar aceitação à performance — não à autenticidade.
Do ponto de vista neurobiológico, o sistema emocional de quem está no espectro é altamente sensível à rejeição e à imprevisibilidade. Situações sociais complexas, críticas ou sobrecarga sensorial podem ativar o mesmo circuito cerebral que responde à ameaça física, fazendo o corpo e a mente reagirem com retraimento ou autocrítica. É o cérebro tentando se proteger, mesmo que o custo disso seja o afastamento de si.
Talvez valha refletir: em que momentos você sente que precisa esconder partes suas? Que tipo de ambiente ou pessoa faz você se sentir aceito sem esforço? E o que acontece dentro de você quando não precisa se vigiar o tempo todo? Essas perguntas ajudam a perceber o que nutre — e o que desgasta — a imagem que se tem de si mesmo.
Na terapia, é possível reconstruir esse olhar com mais gentileza, ajudando o cérebro a reconhecer que autenticidade também é segurança. Caso precise, estou à disposição.
A autoimagem no TEA é influenciada por experiências de rejeição ou bullying, dificuldades de comunicação, camuflagem social, comparação com padrões neurotípicos, sobrecarga sensorial, histórico de fracassos escolares ou profissionais, falta de diagnóstico precoce e ausência de validação. Tudo isso pode impactar a forma como a pessoa se percebe, sua autoestima e senso de pertencimento.
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