Quais são os pilares da logoterapia que se aplicam à impulsividade?
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Quais são os pilares da logoterapia que se aplicam à impulsividade?
Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta muito interessante, porque a impulsividade, dentro da visão da Logoterapia, toca diretamente o núcleo da liberdade humana — aquele espaço entre o que sentimos e o que escolhemos fazer com isso. Frankl acreditava que o ser humano não é determinado apenas pelos impulsos, mas capaz de escolher sua atitude diante deles, e é aí que os pilares da Logoterapia ganham força prática.
O primeiro pilar é o livre-arbítrio, ou a liberdade da vontade. Mesmo quando o impulso surge forte, existe um intervalo mínimo — às vezes quase imperceptível — em que podemos decidir como responder. A terapia ajuda o paciente a perceber esse intervalo e a ampliá-lo, fortalecendo o que Frankl chamava de “consciência responsável”. Do ponto de vista neurocientífico, isso significa treinar o cérebro a pausar o circuito emocional (amígdala) antes que ele domine o comportamento, permitindo que o córtex pré-frontal entre em cena.
O segundo é o sentido da vida — a busca por um propósito que dê direção à energia emocional. Quando a pessoa vive sem um “para quê”, a impulsividade tende a se intensificar, porque o impulso ocupa o espaço que o sentido deixou vazio. Mas, quando o sentido é claro, o impulso ganha uma bússola: deixa de ser descarga e se torna movimento com intenção.
O terceiro pilar é o autotranscender-se, ou seja, voltar-se para algo maior do que si mesmo. É o momento em que a energia antes usada para reagir é canalizada para criar, cuidar, contribuir. Esse deslocamento muda o padrão interno: a impulsividade perde a urgência e dá lugar à escolha.
Talvez valha refletir: quando você age por impulso, o que está tentando resolver tão rápido? O que aconteceria se, antes de agir, você perguntasse a si mesmo “isso expressa o que realmente quero ser no mundo?” A impulsividade, quando encontra propósito, se transforma em ação consciente — e é exatamente esse o coração da Logoterapia. Caso precise, estou à disposição.
O primeiro pilar é o livre-arbítrio, ou a liberdade da vontade. Mesmo quando o impulso surge forte, existe um intervalo mínimo — às vezes quase imperceptível — em que podemos decidir como responder. A terapia ajuda o paciente a perceber esse intervalo e a ampliá-lo, fortalecendo o que Frankl chamava de “consciência responsável”. Do ponto de vista neurocientífico, isso significa treinar o cérebro a pausar o circuito emocional (amígdala) antes que ele domine o comportamento, permitindo que o córtex pré-frontal entre em cena.
O segundo é o sentido da vida — a busca por um propósito que dê direção à energia emocional. Quando a pessoa vive sem um “para quê”, a impulsividade tende a se intensificar, porque o impulso ocupa o espaço que o sentido deixou vazio. Mas, quando o sentido é claro, o impulso ganha uma bússola: deixa de ser descarga e se torna movimento com intenção.
O terceiro pilar é o autotranscender-se, ou seja, voltar-se para algo maior do que si mesmo. É o momento em que a energia antes usada para reagir é canalizada para criar, cuidar, contribuir. Esse deslocamento muda o padrão interno: a impulsividade perde a urgência e dá lugar à escolha.
Talvez valha refletir: quando você age por impulso, o que está tentando resolver tão rápido? O que aconteceria se, antes de agir, você perguntasse a si mesmo “isso expressa o que realmente quero ser no mundo?” A impulsividade, quando encontra propósito, se transforma em ação consciente — e é exatamente esse o coração da Logoterapia. Caso precise, estou à disposição.
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Na logoterapia, trabalhamos a impulsividade principalmente através de três pilares: o autodistanciamento, que ajuda a pessoa a observar o impulso sem agir no automático, a responsabilidade, que fortalece a capacidade de escolher a resposta, e a busca de sentido, que dá direção e reduz comportamentos imediatistas. Esses pontos ajudam o paciente a sair do impulso e agir de forma mais consciente.
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