Qual a diferença entre funções cognitivas e funções executivas?
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Qual a diferença entre funções cognitivas e funções executivas?
Essa é uma pergunta muito importante dentro da avaliação neuropsicológica, porque esses termos são frequentemente confundidos, embora não signifiquem a mesma coisa. Vou explicar como costumo fazer na prática clínica e acadêmica.
Funções cognitivas é um termo amplo que se refere a todas as habilidades mentais envolvidas no processamento de informações. Inclui atenção, memória, linguagem, percepção, raciocínio, velocidade de processamento, habilidades visuoespaciais e também as funções executivas. Ou seja, as funções cognitivas representam o conjunto de capacidades que permitem compreender o ambiente, aprender, lembrar, comunicar, resolver problemas e se adaptar às situações do dia a dia.
Já as funções executivas são um subconjunto das funções cognitivas. Elas correspondem às habilidades de controle, organização e autorregulação do comportamento. São chamadas de executivas porque funcionam como um “sistema de comando” do cérebro. Elas nos permitem planejar, estabelecer metas, organizar etapas, inibir impulsos, mudar de estratégia quando algo não funciona, tomar decisões e monitorar o próprio comportamento.
Em termos práticos, enquanto a memória permite lembrar de uma informação, as funções executivas ajudam a decidir como e quando usar essa informação. Enquanto a atenção ajuda a focar, as funções executivas ajudam a manter esse foco em uma tarefa, resistindo a distrações. Enquanto a linguagem permite comunicar, as funções executivas ajudam a organizar o discurso de forma lógica e adequada ao contexto.
Uma forma simples de entender é pensar que as funções cognitivas são tudo aquilo que o cérebro faz para processar informações, e as funções executivas são as que organizam, controlam e direcionam esse funcionamento. Elas são fundamentais para a autonomia, para a vida profissional, para os relacionamentos e para a adaptação social.
Na avaliação neuropsicológica, essa distinção é essencial. Uma pessoa pode ter memória preservada, mas dificuldade em planejamento e organização. Ou pode compreender bem as informações, mas ter impulsividade, dificuldade de autocontrole e problemas na tomada de decisões. Isso aponta para alterações nas funções executivas, mesmo com outras funções cognitivas preservadas.
Resumindo, todas as funções executivas são funções cognitivas, mas nem todas as funções cognitivas são executivas. As executivas representam o sistema de gestão do cérebro, enquanto as demais funções cognitivas representam os diferentes tipos de processamento mental.
Dr. Mário Neto, Phd
Funções cognitivas é um termo amplo que se refere a todas as habilidades mentais envolvidas no processamento de informações. Inclui atenção, memória, linguagem, percepção, raciocínio, velocidade de processamento, habilidades visuoespaciais e também as funções executivas. Ou seja, as funções cognitivas representam o conjunto de capacidades que permitem compreender o ambiente, aprender, lembrar, comunicar, resolver problemas e se adaptar às situações do dia a dia.
Já as funções executivas são um subconjunto das funções cognitivas. Elas correspondem às habilidades de controle, organização e autorregulação do comportamento. São chamadas de executivas porque funcionam como um “sistema de comando” do cérebro. Elas nos permitem planejar, estabelecer metas, organizar etapas, inibir impulsos, mudar de estratégia quando algo não funciona, tomar decisões e monitorar o próprio comportamento.
Em termos práticos, enquanto a memória permite lembrar de uma informação, as funções executivas ajudam a decidir como e quando usar essa informação. Enquanto a atenção ajuda a focar, as funções executivas ajudam a manter esse foco em uma tarefa, resistindo a distrações. Enquanto a linguagem permite comunicar, as funções executivas ajudam a organizar o discurso de forma lógica e adequada ao contexto.
Uma forma simples de entender é pensar que as funções cognitivas são tudo aquilo que o cérebro faz para processar informações, e as funções executivas são as que organizam, controlam e direcionam esse funcionamento. Elas são fundamentais para a autonomia, para a vida profissional, para os relacionamentos e para a adaptação social.
Na avaliação neuropsicológica, essa distinção é essencial. Uma pessoa pode ter memória preservada, mas dificuldade em planejamento e organização. Ou pode compreender bem as informações, mas ter impulsividade, dificuldade de autocontrole e problemas na tomada de decisões. Isso aponta para alterações nas funções executivas, mesmo com outras funções cognitivas preservadas.
Resumindo, todas as funções executivas são funções cognitivas, mas nem todas as funções cognitivas são executivas. As executivas representam o sistema de gestão do cérebro, enquanto as demais funções cognitivas representam os diferentes tipos de processamento mental.
Dr. Mário Neto, Phd
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