Qual a importância do eixo vergonha–raiva na autoagressão no Transtorno de Personalidade Borderline
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Qual a importância do eixo vergonha–raiva na autoagressão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
No Transtorno de Personalidade Borderline, o eixo vergonha–raiva é importante na compreensão da autoagressão porque essas duas experiências afetivas frequentemente se articulam de forma intensa e rápida, sem integração simbólica suficiente. A vergonha surge associada a vivências de inadequação, rejeição ou falha do self, enquanto a raiva emerge como resposta defensiva a essa dor narcísica, muitas vezes direcionada inicialmente ao outro, mas que pode se voltar contra o próprio sujeito quando essa agressividade não encontra via de expressão externa ou é vivida como inaceitável. Clinicamente, a autoagressão pode funcionar como uma tentativa de regular essa oscilação entre vergonha e raiva, ao mesmo tempo em que expressa uma forma de punição interna e alívio de um estado afetivo percebido como intolerável e desorganizador.
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No TPB, a autoagressão pode surgir quando a pessoa sente vergonha intensa, como se houvesse algo errado com ela.
Essa vergonha pode virar raiva contra si mesma, aumentando a vontade de se punir ou aliviar a dor emocional.
A autoagressão, nesses casos, costuma ser uma tentativa desesperada de reduzir uma tensão interna muito forte.
Entender esse ciclo ajuda a tratar a causa emocional, não apenas o comportamento.
Na terapia, a pessoa aprende a reconhecer vergonha e raiva antes da crise e a usar formas mais seguras de regulação emocional.
Essa vergonha pode virar raiva contra si mesma, aumentando a vontade de se punir ou aliviar a dor emocional.
A autoagressão, nesses casos, costuma ser uma tentativa desesperada de reduzir uma tensão interna muito forte.
Entender esse ciclo ajuda a tratar a causa emocional, não apenas o comportamento.
Na terapia, a pessoa aprende a reconhecer vergonha e raiva antes da crise e a usar formas mais seguras de regulação emocional.
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