Qual a relação entre hiperfoco e comorbidade com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
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Qual a relação entre hiperfoco e comorbidade com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
O hiperfoco costuma ser mais descrito em TDAH/TEA, mas pode coexistir com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Quando há comorbidade (ex.: TPB + TDAH), a pessoa pode alternar entre oscilação emocional/impulsividade e períodos de foco muito estreito em um tema ou relação. No TPB, esse “foco estreito” tende a ser carregado de emoção (medo de abandono, raiva, culpa), podendo virar ruminação, checagens e decisões impulsivas — um “efeito túnel” que piora conflitos e a autocrítica.
Sinais de atenção: perda de horas em um assunto/relacionamento, dificuldade de “desgrudar” mesmo com prejuízo, escalada emocional, impulsos de mensagens repetidas/checagens, autolesão ou uso de substâncias.
Como manejar: avaliação para identificar comorbidades (TDAH, TEA, depressão, ansiedade); DBT/TCC com habilidades de regulação emocional, mindfulness, tolerância ao mal-estar e efetividade interpessoal; técnicas de time-boxing/Pomodoro, higiene digital e planos “se-então”. Em caso de TDAH, considerar avaliação psiquiátrica.
Se isso está impactando sua rotina ou relações, uma avaliação profissional ajuda a traçar um plano personalizado. Visite meu perfil para conhecer minha abordagem e, se desejar, agende uma consulta
Sinais de atenção: perda de horas em um assunto/relacionamento, dificuldade de “desgrudar” mesmo com prejuízo, escalada emocional, impulsos de mensagens repetidas/checagens, autolesão ou uso de substâncias.
Como manejar: avaliação para identificar comorbidades (TDAH, TEA, depressão, ansiedade); DBT/TCC com habilidades de regulação emocional, mindfulness, tolerância ao mal-estar e efetividade interpessoal; técnicas de time-boxing/Pomodoro, higiene digital e planos “se-então”. Em caso de TDAH, considerar avaliação psiquiátrica.
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Olá, tudo bem? Essa é uma pergunta que exige um pouco de delicadeza, porque mistura fenômenos que se parecem na superfície, mas que têm origens diferentes. E quando alguém vive ao mesmo tempo um quadro ligado ao hiperfoco (como TEA ou TDAH) e um quadro de TPB, as experiências podem ficar entrelaçadas de um jeito que, para a própria pessoa, acaba parecendo uma coisa só.
É importante esclarecer que o hiperfoco não nasce do TPB, mas ele pode aparecer quando existe uma comorbidade. Nesse caso, o cérebro funciona de duas maneiras ao mesmo tempo: de um lado, um estilo atencional que favorece mergulhos profundos; de outro, um sistema emocional muito sensível e reativo. Às vezes, o que parece ser hiperfoco na relação é, na verdade, emoção procurando segurança; e o que parece ser emoção intensa é, na verdade, atenção sustentada misturada com medo de perder alguém. Essa combinação cria uma experiência muito particular, em que a pessoa pode sentir que “fica presa” a alguém ou a uma ideia de um jeito quase irresistível.
Fico imaginando como isso aparece para você. Quando percebe que está muito imerso(a) em algo ou alguém, a sensação parece vir mais da sua atenção indo direto para um ponto específico ou das emoções ficando grandes demais? Isso acontece em períodos de instabilidade emocional? E quando tenta mudar de foco, o que dói mais: a dificuldade de tirar a mente do assunto ou o medo de perder a conexão? Essas pequenas pistas ajudam a diferenciar o que vem da atenção e o que vem da emoção.
Quando existe comorbidade, a terapia costuma ajudar muito a construir fronteiras internas mais claras entre esses funcionamentos. Não se trata de apagar o hiperfoco nem de apagar a intensidade emocional, mas de entender como eles se influenciam e quais comportamentos surgem a partir dessa combinação. Se você já está em terapia, vale levar essa reflexão para quem te acompanha — ele ou ela terá mais elementos da sua história e poderá te ajudar a desenhar com mais precisão esse mapa interno.
Se quiser continuar explorando isso comigo, podemos aprofundar as nuances dessa relação. Caso precise, estou à disposição.
É importante esclarecer que o hiperfoco não nasce do TPB, mas ele pode aparecer quando existe uma comorbidade. Nesse caso, o cérebro funciona de duas maneiras ao mesmo tempo: de um lado, um estilo atencional que favorece mergulhos profundos; de outro, um sistema emocional muito sensível e reativo. Às vezes, o que parece ser hiperfoco na relação é, na verdade, emoção procurando segurança; e o que parece ser emoção intensa é, na verdade, atenção sustentada misturada com medo de perder alguém. Essa combinação cria uma experiência muito particular, em que a pessoa pode sentir que “fica presa” a alguém ou a uma ideia de um jeito quase irresistível.
Fico imaginando como isso aparece para você. Quando percebe que está muito imerso(a) em algo ou alguém, a sensação parece vir mais da sua atenção indo direto para um ponto específico ou das emoções ficando grandes demais? Isso acontece em períodos de instabilidade emocional? E quando tenta mudar de foco, o que dói mais: a dificuldade de tirar a mente do assunto ou o medo de perder a conexão? Essas pequenas pistas ajudam a diferenciar o que vem da atenção e o que vem da emoção.
Quando existe comorbidade, a terapia costuma ajudar muito a construir fronteiras internas mais claras entre esses funcionamentos. Não se trata de apagar o hiperfoco nem de apagar a intensidade emocional, mas de entender como eles se influenciam e quais comportamentos surgem a partir dessa combinação. Se você já está em terapia, vale levar essa reflexão para quem te acompanha — ele ou ela terá mais elementos da sua história e poderá te ajudar a desenhar com mais precisão esse mapa interno.
Se quiser continuar explorando isso comigo, podemos aprofundar as nuances dessa relação. Caso precise, estou à disposição.
O hiperfoco em quadros com comorbidade ao Transtorno de Personalidade Borderline costuma intensificar a instabilidade emocional e relacional, funcionando como uma tentativa de conter angústias internas mal elaboradas. Quando associado a outros transtornos, esse foco excessivo pode se tornar mais rígido ou mais impulsivo, ampliando sofrimento e dificuldades adaptativas. Compreender essa relação é fundamental para um manejo clínico preciso e para intervenções que promovam maior integração emocional, tema que aprofundo em outros conteúdos do meu perfil.
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