"Qual é a explicação da psicanálise, da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e da neuropsicologia

"Qual é a explicação da psicanálise, da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e da neuropsicologia para o sentimento de não pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?"

5 respostas


Na psicanálise, o sentimento de não pertencimento no TPB é entendido como resultado de vínculos internos instáveis e de uma identidade pouco integrada. As relações objetais fragilizadas e a predominância de mecanismos como clivagem fazem com que o indivíduo vivencie os outros como inconsistentes, gerando sensação recorrente de exclusão e dificuldade de se sentir integrado nos grupos sociais. Agende sua sessão de Psicoterapia comigo agora mesmo.

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Pela perspectiva psicanalítica, o sentimento de não pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderline decorre da profunda fragmentação do próprio ego e da instabilidade das relações internas. Como o indivíduo não possui um ego coeso e transita constantemente entre extremos emocionais, ele se sente permanentemente exilado de si mesmo e, consequentemente, dos grupos sociais. A utilização de defesas primitivas como a cisão impede que ele estabeleça vínculos estáveis e integrados, gerando a sensação crônica de ser um eterno estranho em qualquer ambiente. Assim, essa dolorosa solidão não nasce de uma rejeição externa real, mas sim da dificuldade psíquica de se ancorar e se sentir seguro tanto dentro de si quanto no olhar do outro.

Leslie Maria Finger

Leslie Maria Finger

Psicanalista

Florianópolis

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Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A psicanálise vê vínculos intensos e ambivalentes. A TCC identifica esquemas de abandono e crenças de desvalor. A neuropsicologia aponta déficits em mentalização, cognição social e controle inibitório. Esses fatores dificultam construir pertencimento social seguro e contínuo. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços


Na psicanálise, o sentimento de não pertencimento no TPB é compreendido como efeito de uma organização psíquica marcada por dificuldades na integração do self e das representações de si e do outro, frequentemente associada a experiências precoces de vínculo instáveis ou insuficientemente validadas, o que leva a oscilações intensas na forma de se sentir incluído ou excluído nas relações. Na TCC, esse sentimento é explicado pela presença de crenças centrais negativas, como desvalor pessoal e medo de rejeição, ativadas em situações interpessoais e reforçadas por padrões de interpretação distorcida e comportamentos de evitação ou impulsividade que mantêm o ciclo de exclusão percebida. Já na neuropsicologia, o não pertencimento pode ser associado a alterações em processos de cognição social, como teoria da mente, reconhecimento emocional e regulação emocional, que influenciam a forma como intenções alheias são interpretadas e como o indivíduo regula respostas afetivas em contextos sociais, contribuindo para a instabilidade nas experiências de vínculo e pertencimento.


Na psicanálise, o sentimento de não pertencimento no TPB é compreendido como resultado de conflitos internos, dificuldades na construção da identidade e experiências relacionais marcadas por insegurança, abandono e rejeição. Na TCC, esse sentimento está associado a crenças disfuncionais sobre si e sobre os outros, como medo de rejeição e sensação de inadequação, que influenciam a interpretação das relações sociais. Na neuropsicologia, é relacionado a dificuldades na regulação emocional, maior sensibilidade a sinais de exclusão e alterações no processamento social, que podem intensificar a percepção de afastamento. Assim, o não pertencimento social no TPB envolve a interação entre aspectos emocionais, cognitivos, relacionais e neurobiológicos.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.