Qual é a terapia mais indicada para o meu caso? Tenho dificuldade em me expressar de forma objetiva
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Qual é a terapia mais indicada para o meu caso?
Tenho dificuldade em me expressar de forma objetiva, então posso ser meio prolixo, mas vamos lá: eu não consigo ser espontâneo. Até consigo, mas toda vez que percebo, a minha ansiedade vem e bloqueia automaticamente o meu fluxo de ideias e a minha criatividade, o que me prejudica muito em interações sociais e, sobretudo, nos estudos. Raras são as vezes em que consigo dar uma risada espontânea. E quando percebo que perdi a espontaneidade, a ansiedade aumenta, porque sei que estou sendo improdutivo e fico “encucando” com isso, e fico assim o dia todo. Acho que já tentei de tudo: remédios (tomo sertralina há mais de um ano, mas nada; comecei a tomar Ritalina, porque não entendia/não sabia explicar direito o meu problema, e dei a entender ao meu médico que se tratava de falta de foco e fui diagnosticado com TDAH, mas acabou piorando a minha ansiedade, porque me sentia mais “preso” naquele estado quando tomava; tomei Rivotril nos dias antes do ENEM, e foi o único que me proporcionou um certo alívio), meditação (que me ajudava ali na hora, mas depois o problema voltava), pesquisei bastante sobre o assunto e tentei fazer uma técnicas, tipo de respiração, etc, por minha conta, mas, assim como a meditação, só aliviava ali na hora; por fim, fui a uma psicoterapeuta tradicional (não há muitas opções na minha cidade), mas somente falar sobre o meu problema não ajudava; ela só perguntava sobre a minha semana e, quando eu mencionava a minha ansiedade (que é o meu maior problema), ela só indicava respirar na hora, fazer exercício físico, comer bem, sendo que eu já faço isso. Enfim, não me lembro de como isso começou, mas lembro de quando começou (tinha uns 12 anos, agora tenho 19), e é muito frustrante, porque sei como é o meu rendimento social e acadêmico quando estou espontâneo e não estou me “hipervigilando” (sim, pesquisei sobre e vi esse termo). Só quero voltar a ser como era antes. Isso é tão exaustivo. Passo o dia inteiro assim, encucando e frustrado por não conseguir ser espontâneo, e sinto que só tenho descanso quando estou dormindo, e é por isso que durmo até tarde como escapismo. E isso acaba piorando a minha ansiedade, porque sei que isso contribui para a minha improdutividade. Sei que devo recorrer à terapia, mas não há opções além da terapia tradicional na minha cidade.
Tenho dificuldade em me expressar de forma objetiva, então posso ser meio prolixo, mas vamos lá: eu não consigo ser espontâneo. Até consigo, mas toda vez que percebo, a minha ansiedade vem e bloqueia automaticamente o meu fluxo de ideias e a minha criatividade, o que me prejudica muito em interações sociais e, sobretudo, nos estudos. Raras são as vezes em que consigo dar uma risada espontânea. E quando percebo que perdi a espontaneidade, a ansiedade aumenta, porque sei que estou sendo improdutivo e fico “encucando” com isso, e fico assim o dia todo. Acho que já tentei de tudo: remédios (tomo sertralina há mais de um ano, mas nada; comecei a tomar Ritalina, porque não entendia/não sabia explicar direito o meu problema, e dei a entender ao meu médico que se tratava de falta de foco e fui diagnosticado com TDAH, mas acabou piorando a minha ansiedade, porque me sentia mais “preso” naquele estado quando tomava; tomei Rivotril nos dias antes do ENEM, e foi o único que me proporcionou um certo alívio), meditação (que me ajudava ali na hora, mas depois o problema voltava), pesquisei bastante sobre o assunto e tentei fazer uma técnicas, tipo de respiração, etc, por minha conta, mas, assim como a meditação, só aliviava ali na hora; por fim, fui a uma psicoterapeuta tradicional (não há muitas opções na minha cidade), mas somente falar sobre o meu problema não ajudava; ela só perguntava sobre a minha semana e, quando eu mencionava a minha ansiedade (que é o meu maior problema), ela só indicava respirar na hora, fazer exercício físico, comer bem, sendo que eu já faço isso. Enfim, não me lembro de como isso começou, mas lembro de quando começou (tinha uns 12 anos, agora tenho 19), e é muito frustrante, porque sei como é o meu rendimento social e acadêmico quando estou espontâneo e não estou me “hipervigilando” (sim, pesquisei sobre e vi esse termo). Só quero voltar a ser como era antes. Isso é tão exaustivo. Passo o dia inteiro assim, encucando e frustrado por não conseguir ser espontâneo, e sinto que só tenho descanso quando estou dormindo, e é por isso que durmo até tarde como escapismo. E isso acaba piorando a minha ansiedade, porque sei que isso contribui para a minha improdutividade. Sei que devo recorrer à terapia, mas não há opções além da terapia tradicional na minha cidade.
Olá, espero que você esteja bem.
Dá para sentir, pelo que você descreve, o quanto isso tem sido exaustivo. Conviver por tantos anos com esse estado de hipervigilância, percebendo a própria ansiedade bloquear a espontaneidade, o pensamento e a criatividade, realmente desgasta.
Sobre “qual é a terapia mais indicada”, é importante dizer que não existe uma terapia única ou certa para todos os casos. Cada pessoa responde de um jeito, e muitas vezes o que faz diferença não é só a abordagem em si, mas como o processo é conduzido e se o profissional consegue trabalhar diretamente com aquilo que está mantendo o sofrimento.
No seu relato, aparece com muita força um ciclo: perceber-se → tentar controlar → perder a espontaneidade → aumentar a ansiedade → passar o dia inteiro preso nisso. Terapias que trabalham a experiência no momento presente, a relação com o corpo, com a ansiedade e com esse controle excessivo — como abordagens existenciais e humanistas costumam ajudar justamente a sair da luta contra o sintoma, em vez de apenas ensinar técnicas pontuais para “conter” a ansiedade.
Também é importante dizer que, quando a psicoterapia fica apenas na conversa semanal ou em orientações genéricas, muitas pessoas sentem que não avançam e isso não significa que terapia não funcione para você, mas que talvez aquele formato específico não tenha dado conta do que você precisa.
Mesmo em cidades com poucas opções, hoje existe a possibilidade de atendimento psicológico on-line, o que amplia bastante o acesso a profissionais e abordagens diferentes. Isso pode ser um caminho importante para você.
A terapia, nesse caso, não seria para “voltar a ser como antes” à força, mas para compreender como esse funcionamento se construiu, por que a ansiedade passou a ocupar esse lugar e como recuperar, aos poucos, uma relação mais livre com o pensar, o estudar e o estar com os outros sem ficar o tempo todo se observando. Você não precisa passar por isso sozinho :)
Dá para sentir, pelo que você descreve, o quanto isso tem sido exaustivo. Conviver por tantos anos com esse estado de hipervigilância, percebendo a própria ansiedade bloquear a espontaneidade, o pensamento e a criatividade, realmente desgasta.
Sobre “qual é a terapia mais indicada”, é importante dizer que não existe uma terapia única ou certa para todos os casos. Cada pessoa responde de um jeito, e muitas vezes o que faz diferença não é só a abordagem em si, mas como o processo é conduzido e se o profissional consegue trabalhar diretamente com aquilo que está mantendo o sofrimento.
No seu relato, aparece com muita força um ciclo: perceber-se → tentar controlar → perder a espontaneidade → aumentar a ansiedade → passar o dia inteiro preso nisso. Terapias que trabalham a experiência no momento presente, a relação com o corpo, com a ansiedade e com esse controle excessivo — como abordagens existenciais e humanistas costumam ajudar justamente a sair da luta contra o sintoma, em vez de apenas ensinar técnicas pontuais para “conter” a ansiedade.
Também é importante dizer que, quando a psicoterapia fica apenas na conversa semanal ou em orientações genéricas, muitas pessoas sentem que não avançam e isso não significa que terapia não funcione para você, mas que talvez aquele formato específico não tenha dado conta do que você precisa.
Mesmo em cidades com poucas opções, hoje existe a possibilidade de atendimento psicológico on-line, o que amplia bastante o acesso a profissionais e abordagens diferentes. Isso pode ser um caminho importante para você.
A terapia, nesse caso, não seria para “voltar a ser como antes” à força, mas para compreender como esse funcionamento se construiu, por que a ansiedade passou a ocupar esse lugar e como recuperar, aos poucos, uma relação mais livre com o pensar, o estudar e o estar com os outros sem ficar o tempo todo se observando. Você não precisa passar por isso sozinho :)
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Olá! Compreendo o quanto tem sido difícil lidar com sua ansiedade. Lendo seu relato é possível perceber o quanto você sente que está perdendo qualidade de vida e como isso é frustrante, principalmente depois das inúmeras medidas para tentar mediar a situação.
Apesar da sua primeira experiência com a psicoterapia não ter sido proveitosa, acredito que encontrar um profissional para te acompanhar pode ser um movimento importante para você alcançar uma vida satisfatória. Uma pessoa com conhecimento técnico que esteja disponível para te dar assistência será importante. Uma alternativa pode ser um acompanhamento online, nessa modalidade você pode ter mais opções e encontrar um profissional compatível com você. Um bom acolhimento e escutam vão ser fundamentais para as suas sensações de cansaço e frustração diante da situação atual.
Encontro-me disponível para mais trocas.
Apesar da sua primeira experiência com a psicoterapia não ter sido proveitosa, acredito que encontrar um profissional para te acompanhar pode ser um movimento importante para você alcançar uma vida satisfatória. Uma pessoa com conhecimento técnico que esteja disponível para te dar assistência será importante. Uma alternativa pode ser um acompanhamento online, nessa modalidade você pode ter mais opções e encontrar um profissional compatível com você. Um bom acolhimento e escutam vão ser fundamentais para as suas sensações de cansaço e frustração diante da situação atual.
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Pelo que você descreve, não existe uma única terapia “mais indicada” de forma geral, porque diferentes abordagens podem acolher e trabalhar esse tipo de sofrimento. O mais importante costuma ser encontrar um terapeuta com quem você se identifique, se sinta confortável e consiga falar com mais liberdade sobre o que vive, já que o vínculo terapêutico faz muita diferença no processo. Mesmo que na sua cidade as opções sejam limitadas, hoje há muitos profissionais que atendem de forma on-line, e a qualidade do atendimento é a mesma do presencial. A principal diferença é a presença da tela entre paciente e terapeuta, mas o trabalho clínico, a escuta e as intervenções seguem acontecendo da mesma forma. Buscar alguém com quem você se sinta compreendido e acolhido pode ser um passo fundamental para lidar com essa ansiedade, a hipervigilância e a dificuldade de espontaneidade que você descreve.
Olá, tudo bem? Veja só, acho importante esclarecer que não existe uma terapia tradicional. Claro, existem técnicas terapêuticas que foram desenvolvido há mais tempo. Ainda assim, dezenas podem ser citadas (em escala global, até centenas). O mais importante não é necessariamente qual terapia você vai fazer. O que é vital é encontrar um bom profissional. Caso você não se sinta confortável com os psicólogos de sua cidade, hoje a terapia online é extremamente popular. Para ser sincero, até mesmo grande parte dos psicólogos fazem suas terapias pessoa no virtual (inclusive eu). Quando a sua situação, é importante notar como você está girando sua vida em torno da sua ansiedade, e da tentativa de evitá-la. Isso é típico de um quadro de piora de ansiedade, e como você mesmo disse, tende a agravar a situação. Acredito que seria benéfico você buscar tentar com algum psicólogo online. Cada psicólogo é muito diferente do outro, até porque provavelmente eles se sustentam em teorias diferentes, pois como disse existem várias. Caso você opte por tentar, posso te acompanhar.
Olá, tudo bem? O que você descreve aponta para um funcionamento marcado por ansiedade antecipatória e hipervigilância, em que a mente passa a se observar o tempo todo, bloqueando justamente aquilo que deveria fluir. Quando a espontaneidade vira uma exigência, ela se perde. Nesse sentido, abordagens mais focadas apenas em técnicas podem aliviar pontualmente, mas não alcançam o núcleo do problema.
Pelo seu relato, uma psicoterapia de orientação psicanalítica pode ser especialmente indicada. Ela não trabalha para “corrigir” sintomas de imediato, mas para compreender como esse modo de funcionamento se organizou ao longo da sua história, desde a adolescência, e por que a ansiedade passou a ocupar esse lugar central. É nesse espaço de escuta que a pressão por desempenho pode ser elaborada, permitindo que o pensamento e a criatividade voltem a circular. Caso não haja profissionais presenciais, a psicoterapia online pode ser uma alternativa válida e eficaz.
Pelo seu relato, uma psicoterapia de orientação psicanalítica pode ser especialmente indicada. Ela não trabalha para “corrigir” sintomas de imediato, mas para compreender como esse modo de funcionamento se organizou ao longo da sua história, desde a adolescência, e por que a ansiedade passou a ocupar esse lugar central. É nesse espaço de escuta que a pressão por desempenho pode ser elaborada, permitindo que o pensamento e a criatividade voltem a circular. Caso não haja profissionais presenciais, a psicoterapia online pode ser uma alternativa válida e eficaz.
Olá, como vai?
Muito importante seu relato, um jovem que procura a espontaneidade, mas ao contato dela, se fecha. Ser espontâneo é se arriscar e se colocar no mundo, tipo um explorador que finca a bandeira, no sentido de: aqui eu existo. Por conta disso os olhares dos outros se voltam, pensamentos intrusivos chegam, a dúvida de ser você mesmo versus seguir a norma padrão é um campo de conflito. Você considerou fazer psicoterapia on-line? Se não, tente, dê uma nova chance a essa modalidade que funciona, gera vínculo e trabalho analítico. Você tem mais possibilidades e não fica restrito, enclausurado com poucas opções (percebe como o sintoma aparece?). O que te prende?
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Muito importante seu relato, um jovem que procura a espontaneidade, mas ao contato dela, se fecha. Ser espontâneo é se arriscar e se colocar no mundo, tipo um explorador que finca a bandeira, no sentido de: aqui eu existo. Por conta disso os olhares dos outros se voltam, pensamentos intrusivos chegam, a dúvida de ser você mesmo versus seguir a norma padrão é um campo de conflito. Você considerou fazer psicoterapia on-line? Se não, tente, dê uma nova chance a essa modalidade que funciona, gera vínculo e trabalho analítico. Você tem mais possibilidades e não fica restrito, enclausurado com poucas opções (percebe como o sintoma aparece?). O que te prende?
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Olá! Imagino o quanto esteja sofrendo com tudo isso... em seu relato é possível perceber a ansiedade, autocobrança para ser espontâneo, etc. As intervenções efetuadas referem-se aos sintomas (respiração, medicação, etc). Não houve atuação na causa. O que realmente causa a sua ansiedade? Na psicoterapia cognitiva comportamental (TCC) é possível obter o autoconhecimento, identificando os gatilhos da ansiedade, os quais, geralmente, são pensamentos. Esses pensamentos são distorções cognitivas - interpretamos a situação de forma errônea/distorcida, causando o sentimento de ansiedade, medo/preocupação, gerando os sintomas físicos da ansiedade e os comportamentos (fuga, procrastinação, queda do desempenho, etc). Ao identificar o pensamento é possível aplicar as técnicas e corrigi-los, obtendo o controle da ansiedade, redução ou eliminação dos sintomas. Procure um profissional, um psicólogo da linha TCC para explicar melhor e ajudar a superar esse momento.
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