Qual é o papel da confiança no processo terapêutico com pacientes com Transtorno de Personalidade Bo
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Qual é o papel da confiança no processo terapêutico com pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
A confiança é um eixo central no tratamento de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline porque funciona como base para que o paciente possa se expor, refletir e sustentar o vínculo mesmo diante de angústias intensas e medo de abandono; sem ela, a relação tende a oscilar entre aproximação e ruptura, dificultando qualquer elaboração mais profunda. Essa confiança não é dada de início, ela é construída na repetição de uma presença consistente, previsível e não invasiva do terapeuta, que sustenta limites sem se retirar afetivamente. Na perspectiva psicanalítica, trata-se de uma experiência emocional corretiva vivida na transferência, onde o paciente testa o vínculo e encontra um outro que não abandona nem colapsa; talvez, pouco a pouco, isso permita a internalização de um objeto mais estável, tornando possível confiar não só no terapeuta, mas também nas próprias relações fora da terapia.
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A confiança e o vínculo são muito importantes em todo tratamento. No TPB não é diferente, o terapeuta deve estar atento para que o vínculo seja positivo, a confiança vem da escuta atenta às questões apresentadas.
Da perspectiva psicanalítica, a confiança no trabalho com pacientes com TPB não é um dado inicial, mas uma construção progressiva, marcada por experiências repetidas de presença e consistência do terapeuta. Trata-se de um elemento central, pois o sujeito frequentemente traz uma história em que o outro foi vivido como instável, falho ou abandonante.
A confiança funciona como um eixo de sustentação do vínculo, permitindo que o paciente tolere a proximidade sem ser tomado imediatamente por angústias de perda, invasão ou rejeição. Sem esse mínimo de confiança, o setting tende a ser vivido como ameaça, o que favorece rupturas, atuações e movimentos de afastamento.
No processo clínico, a confiança se constitui quando o terapeuta mantém regularidade, limites claros e uma escuta que suporta a intensidade afetiva sem retração ou julgamento. Aos poucos, o paciente pode internalizar essa experiência, desenvolvendo maior capacidade de permanecer na relação, simbolizar o sofrimento e adiar o ato impulsivo.
Assim, a confiança não é apenas um efeito do vínculo, mas também sua condição de possibilidade, pois é a partir dela que o sujeito pode arriscar-se a se implicar na relação e no próprio processo de transformação psíquica.
A confiança funciona como um eixo de sustentação do vínculo, permitindo que o paciente tolere a proximidade sem ser tomado imediatamente por angústias de perda, invasão ou rejeição. Sem esse mínimo de confiança, o setting tende a ser vivido como ameaça, o que favorece rupturas, atuações e movimentos de afastamento.
No processo clínico, a confiança se constitui quando o terapeuta mantém regularidade, limites claros e uma escuta que suporta a intensidade afetiva sem retração ou julgamento. Aos poucos, o paciente pode internalizar essa experiência, desenvolvendo maior capacidade de permanecer na relação, simbolizar o sofrimento e adiar o ato impulsivo.
Assim, a confiança não é apenas um efeito do vínculo, mas também sua condição de possibilidade, pois é a partir dela que o sujeito pode arriscar-se a se implicar na relação e no próprio processo de transformação psíquica.
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