Qual é o papel da escuta ativa no fortalecimento do vínculo de confiança?
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Qual é o papel da escuta ativa no fortalecimento do vínculo de confiança?
Ao oferecer uma escuta atenta, empática e sem julgamentos, o psicólogo cria um espaço seguro para que o paciente possa expressar suas experiências, emoções e conflitos internos. Esse tipo de escuta favorece que conteúdos psíquicos, muitas vezes difíceis de acessar ou verbalizar, possam emergir gradualmente na relação terapêutica. A partir dessa abertura, o paciente tende a se sentir mais compreendido e acolhido, o que contribui para o desenvolvimento de confiança no processo.
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No Transtorno de Personalidade Borderline, a escuta ativa não se reduz a ouvir atentamente, mas implica uma presença que acolhe, sustenta e devolve algo do que foi dito de modo que o paciente se reconheça em sua própria fala; é por meio dessa escuta que o sujeito começa a experimentar que pode existir no campo do Outro sem ser invalidado ou abandonado, o que fortalece o vínculo não por garantias explícitas, mas pela consistência da presença; ao pontuar afetos, marcar repetições e nomear o que emerge na transferência, o terapeuta transforma a fala em experiência compartilhada, permitindo que aquilo que antes aparecia como excesso ou confusão ganhe contorno e sentido; assim, a confiança se constrói menos pelo que se promete e mais pela repetição de uma escuta que não invade, não julga e não se retira diante da intensidade, possibilitando que o paciente pouco a pouco se autorize a se implicar na relação.
A confiança e o vínculo são muito importantes em todo tratamento. No TPB não é diferente, o terapeuta deve estar atento para que o vínculo seja positivo, a confiança vem da escuta atenta às questões apresentadas. Nesse sentido, o paciente vai confiar mais em um profissional que demonstra estar presente e comprometido com a escuta.
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