Qual é o papel do aconselhamento psicológico no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
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Qual é o papel do aconselhamento psicológico no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
O atendimento psicológico no Transtorno de Personalidade Borderline atua como apoio complementar ao tratamento. Ele oferece acolhimento e validação, promove psicoeducação sobre o transtorno, ensina estratégias de regulação emocional, fortalece vínculos e rede de apoio, além de funcionar como ponte para terapias estruturadas (como DBT, MBT ou terapia de esquemas). Em resumo, ajuda a reduzir crises, aumentar o autoconhecimento e favorecer o engajamento no processo terapêutico.
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Oi, tudo bem? Sua pergunta é muito valiosa, porque muita gente imagina que o aconselhamento psicológico no TPB funciona como “dizer o que fazer”, quando na verdade o processo é bem mais profundo e transformador. No TPB, o papel do psicólogo não é orientar a vida da pessoa, e sim ajudá-la a compreender o que está acontecendo dentro dela, especialmente nas experiências emocionais que parecem maiores do que a situação em si.
O aconselhamento funciona como um espaço onde a pessoa aprende a nomear emoções, entender gatilhos, reconhecer padrões relacionais e construir uma sensação de estabilidade que, muitas vezes, ela nunca teve. Não é sobre dar respostas prontas, mas sobre acompanhar alguém enquanto ela desenvolve recursos internos de regulação emocional, tolerância ao estresse e compreensão da própria história. O que você sente que mais precisaria ser compreendido ou organizado no caso que você tem em mente? Em quais situações percebe que a emoção ultrapassa o limite do que seria suportável?
Em vez de conselhos, o psicólogo ajuda a pessoa a perceber o que ela está tentando proteger quando reage de forma intensa, o que seu corpo está comunicando e quais necessidades emocionais estão escondidas nas crises. É como se, aos poucos, ela fosse aprendendo a enxergar o que antes parecia apenas caos. Que parte desse processo te parece mais desafiadora: entender as emoções, lidar com relacionamentos ou aprender a se regular nos momentos mais críticos?
Com o tempo, essa relação terapêutica oferece algo essencial para quem tem TPB: previsibilidade. E quando o cérebro encontra previsibilidade, ele reduz a resposta de ameaça e dá espaço para a pessoa se reorganizar por dentro. Muitos pacientes descrevem isso como “finalmente ter onde pisar”.
Se fizer sentido aprofundar esse entendimento ou se você estiver passando por algo parecido, podemos conversar sobre isso com calma. Caso precise, estou à disposição.
O aconselhamento funciona como um espaço onde a pessoa aprende a nomear emoções, entender gatilhos, reconhecer padrões relacionais e construir uma sensação de estabilidade que, muitas vezes, ela nunca teve. Não é sobre dar respostas prontas, mas sobre acompanhar alguém enquanto ela desenvolve recursos internos de regulação emocional, tolerância ao estresse e compreensão da própria história. O que você sente que mais precisaria ser compreendido ou organizado no caso que você tem em mente? Em quais situações percebe que a emoção ultrapassa o limite do que seria suportável?
Em vez de conselhos, o psicólogo ajuda a pessoa a perceber o que ela está tentando proteger quando reage de forma intensa, o que seu corpo está comunicando e quais necessidades emocionais estão escondidas nas crises. É como se, aos poucos, ela fosse aprendendo a enxergar o que antes parecia apenas caos. Que parte desse processo te parece mais desafiadora: entender as emoções, lidar com relacionamentos ou aprender a se regular nos momentos mais críticos?
Com o tempo, essa relação terapêutica oferece algo essencial para quem tem TPB: previsibilidade. E quando o cérebro encontra previsibilidade, ele reduz a resposta de ameaça e dá espaço para a pessoa se reorganizar por dentro. Muitos pacientes descrevem isso como “finalmente ter onde pisar”.
Se fizer sentido aprofundar esse entendimento ou se você estiver passando por algo parecido, podemos conversar sobre isso com calma. Caso precise, estou à disposição.
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