Qual o papel da contratransferência no manejo clínico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB

Qual o papel da contratransferência no manejo clínico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) com autoagressão?

4 respostas


No manejo clínico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) com autoagressão, a contratransferência tem papel importante porque pacientes podem mobilizar emoções intensas no terapeuta, como impotência, preocupação excessiva, frustração ou desejo de resgatar. O reconhecimento e a elaboração dessas reações ajudam o profissional a compreender aspectos da dinâmica emocional do paciente, evitar atuações impulsivas e manter uma postura terapêutica estável, empática e com limites adequados.

Dra. Raquel Saturnina

Dra. Raquel Saturnina

Psicólogo

Ribeirão das Neves

Agendar consulta

Obtenha respostas com a consulta online

Precisa do conselho de um especialista? Agende uma consulta online: receba todas as respostas sem sair de casa.


Oi, é um prazer te ter por aqui. O sentimento crônico de vazio no TPB é vivido como ausência de identidade, desconexão interna e falta de sentido. Esse vazio pode ser tão angustiante que a autoagressão surge como tentativa de “sentir algo”, interromper dissociação ou recuperar sensação de existência. A dor física funciona como contraponto ao vazio emocional. Além disso, o vazio aumenta vulnerabilidade a crises interpessoais, intensificando risco de autoagressão. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo Fernandosegundo.com Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES Abraços


A contratransferência tem papel central no manejo clínico do TPB com autoagressão, pois as reações emocionais do terapeuta diante de intensas demandas afetivas, rupturas de vínculo e comportamentos autolesivos podem tanto dificultar quanto orientar o tratamento, funcionando como um instrumento clínico de compreensão do mundo interno do paciente quando devidamente reconhecidas e elaboradas em supervisão; sentimentos como urgência de resgate, frustração, impotência ou rejeição podem ser mobilizados na relação terapêutica e, se não forem simbolizados, aumentam o risco de respostas reativas ou rupturas de enquadre, enquanto sua elaboração permite maior estabilidade do setting e melhor manejo de crises; sob uma leitura psicanalítica, a contratransferência também pode ser entendida como via de acesso às dinâmicas transferenciais e aos modos primários de relação do paciente, ajudando a compreender como o sofrimento é encenado no vínculo e possibilitando intervenções mais continentes e menos atuadas, e se isso te interessa, podemos pensar juntos com mais cuidado em como esses processos aparecem na clínica.

Anthony Souza

Anthony Souza

Psicólogo

Mogi Guaçu

Agendar consulta

A contratransferência é importante porque o paciente com TPB e autoagressão pode despertar no terapeuta sentimentos intensos, como impotência, medo, urgência, culpa, raiva ou desejo excessivo de proteger. O manejo clínico envolve reconhecer essas reações, refletir sobre elas e evitar que direcionem a conduta terapêutica. Isso ajuda o profissional a manter limites, avaliar o risco de forma objetiva e oferecer uma resposta acolhedora e consistente. Em resumo: a contratransferência, quando reconhecida e elaborada pelo terapeuta, pode se tornar uma ferramenta clínica; quando não reconhecida, pode prejudicar o manejo e a relação terapêutica.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.