Qual o tratamento adequado para a Distrofia de Fuchs? É possível fazer com que a doença não evolua?

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Qual o tratamento adequado para a Distrofia de Fuchs? É possível fazer com que a doença não evolua?
A distrofia de Fuchs é uma doença degenerativa da córnea, que afeta principalmente o endotélio corneano — camada responsável por manter a córnea desidratada e transparente. Com o tempo, há perda de células endoteliais, acúmulo de fluido (edema) e diminuição da visão.



Tratamento da Distrofia de Fuchs

O tratamento depende do estágio da doença:

1. Estágio inicial (assintomático ou com sintomas leves)
• Colírios hipertônicos (ex: cloreto de sódio 5%): ajudam a reduzir o edema corneano, especialmente pela manhã.
• Lubrificantes oculares: aliviam sintomas de desconforto.

2. Estágio intermediário (edema corneano com impacto visual moderado)
• Continuação do tratamento clínico.
• Lentes de contato terapêuticas: podem ser usadas para melhorar o conforto ocular.

3. Estágio avançado (edema persistente, bolhas, perda visual significativa)
• Transplante endotelial:
• DSAEK (Descemet Stripping Automated Endothelial Keratoplasty): substitui a camada endotelial e parte do estroma posterior.
• DMEK (Descemet Membrane Endothelial Keratoplasty): técnica mais recente, substitui apenas a membrana de Descemet e o endotélio. Recuperação visual mais rápida e menor risco de rejeição.

Ainda não há tratamento curativo ou preventivo que impeça a progressão da distrofia de Fuchs. No entanto:
• Acompanhamento regular com o oftalmologista permite intervir no momento certo.
• Estudos com terapias regenerativas e uso de células-tronco estão em andamento, mas ainda não disponíveis como rotina.

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Oi! Tudo bem? A distrofia de Fuchs é uma doença progressiva da córnea, e o tratamento depende muito do estágio em que ela se encontra.
Nos casos iniciais, colírios para controle do inchaço e medidas de suporte podem ajudar a aliviar os sintomas. Já nos casos mais avançados, pode ser necessário realizar um transplante de córnea.
Atualmente, não existe um tratamento comprovado que impeça totalmente a evolução da doença, mas o acompanhamento regular com o oftalmologista é essencial para monitorar a progressão e definir o momento certo para intervir, se necessário.
Seu médico pode orientar o que é melhor para o seu caso!

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