Que tipo de perguntas um psiquiatra pode fazer durante o diagnóstico do Transtorno de Personalidade

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Que tipo de perguntas um psiquiatra pode fazer durante o diagnóstico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Se, ao longo da vida, principalmente final da adolescência e início da idade adulta, houve grandes oscilações e comportamentos inconstantes em várias áreas da vida da pessoa (profissional-ocupacional, afetiva, sexual). Como em todos os diagnósticos, há também outros sintomas a serem pesquisados, mais os nucleares se referem a esta oscilação e inconstância.

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Um psiquiatra estrutura a entrevista em 5 eixos principais para investigar critérios DSM-5:

1. Relações Interpessoais
"Como são seus relacionamentos? Eles mudam muito rapidamente?"
"Você tem medo intenso de ser abandonado? Faz coisas extremas para evitar?"
"Seus relacionamentos alternam entre idealização e desvalorização?"
2. Autoimagem e Identidade
"Como você se vê? Sua autoimagem é estável?"
"Qual é seu senso de identidade? Muda conforme o contexto?"
"Se sente vazio ou sem direção?"
3. Impulsividade
"Você faz gastos excessivos, abuso de substâncias, direção perigosa, compulsão alimentar?"
"Age sem pensar nas consequências?"
4. Comportamento Autolesivo
"Já se machucou intencionalmente? Com que frequência?"
"Já pensou em suicídio? Fez tentativas?"
"O que desencadeia esses impulsos?"
5. Instabilidade Afetiva
"Seu humor muda muito rápido durante o dia?"
"Quais situações disparam raiva intensa ou vazio?"
"Quanto tempo duram essas oscilações?"
Investigação Histórica
Trauma/abuso infantil
Perdas significativas
Padrão de crise repetitivas
Durante a avaliação do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o psiquiatra não faz um “teste” direto, mas uma entrevista clínica semi estruturada — uma conversa cuidadosa para entender o funcionamento emocional e relacional da pessoa. As perguntas pode ser:
“Você sente suas emoções mudarem muito rápido?”/ “Seus relacionamentos tendem a ser intensos ou instáveis?” /“ “Costuma agir sem pensar quando está sob forte emoção?”/ “Você teme ser deixado de lado ou rejeitado?”
Essas perguntas ajudam o profissional a compreender como a pessoa lida com suas emoções, vínculos e crises, e se esse padrão vem se repetindo desde a adolescência ou início da vida adulta.
O diagnóstico não se resume a um rótulo, ele é o primeiro passo para compreender o sofrimento e buscar um caminho de cuidado, estabilidade e construção de identidade. Espero ter ajudado. Um abraço!

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