Que tipos de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) existem?
2
respostas
Que tipos de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) existem?
Olá, agradeço por sua pergunta, que demonstra um desejo importante de compreender com mais profundidade o funcionamento psíquico e o sofrimento associado ao Transtorno de Personalidade Borderline. Do ponto de vista da psicanálise, não classificamos o sujeito por rótulos rígidos, mas buscamos compreender a singularidade de cada história, os modos particulares com que cada pessoa lida com seus afetos, seus vínculos e sua dor. No entanto, reconhecemos que dentro do chamado Transtorno de Personalidade Borderline há diferentes formas de expressão clínica, o que ajuda a entender por que algumas pessoas apresentam manifestações mais visíveis e impulsivas, enquanto outras vivem um sofrimento mais silencioso e internalizado.
De modo geral, a literatura clínica descreve variações ou subtipos que ajudam a ilustrar essas diferenças. Há o tipo mais impulsivo, em que predominam comportamentos explosivos, dificuldades em lidar com frustrações, uso de substâncias, compulsões ou tentativas frequentes de evitar o abandono por meio de ações intensas. Há também o tipo mais emocionalmente instável, marcado por oscilações rápidas de humor, sensações de vazio, crises afetivas e uma intensa ambivalência nos vínculos. Outra forma possível é o chamado borderline "invisível", em que o sofrimento é mais contido, internalizado, e a pessoa tende a se apresentar como funcional, mas vive intensamente o medo de rejeição, a autocobrança e a sensação de não pertencimento.
Na escuta psicanalítica, o mais importante não é enquadrar o sujeito em um subtipo, mas compreender o que esses modos de funcionamento representam em sua história. O borderline, em suas diversas manifestações, carrega uma dor muito primitiva ligada a experiências precoces de abandono, instabilidade afetiva e dificuldade de simbolizar perdas e frustrações. Os sintomas – sejam eles externos ou internos – são tentativas inconscientes de lidar com essa dor, de buscar um contorno para algo que foi vivido de forma muito intensa e sem amparo.
A terapia psicanalítica oferece um espaço de escuta profunda onde o sujeito pode, aos poucos, reconhecer a origem do seu sofrimento, nomear o que antes era vivido como caos, reorganizar sua forma de se relacionar e desenvolver recursos mais estáveis para lidar com suas emoções. Ao invés de tentar controlar os sintomas diretamente, a análise propõe uma travessia em que o sujeito passa a se escutar, a se apropriar de sua história e, com isso, transformar o modo como vive seus afetos.
Se você se reconhece em alguma dessas descrições ou sente que há um sofrimento emocional que não tem encontrado lugar de compreensão, saiba que a terapia pode ser um espaço potente para dar voz a essa dor e, com o tempo, construir uma forma mais cuidadosa e possível de estar no mundo. Estou à disposição caso decida iniciar esse processo.
De modo geral, a literatura clínica descreve variações ou subtipos que ajudam a ilustrar essas diferenças. Há o tipo mais impulsivo, em que predominam comportamentos explosivos, dificuldades em lidar com frustrações, uso de substâncias, compulsões ou tentativas frequentes de evitar o abandono por meio de ações intensas. Há também o tipo mais emocionalmente instável, marcado por oscilações rápidas de humor, sensações de vazio, crises afetivas e uma intensa ambivalência nos vínculos. Outra forma possível é o chamado borderline "invisível", em que o sofrimento é mais contido, internalizado, e a pessoa tende a se apresentar como funcional, mas vive intensamente o medo de rejeição, a autocobrança e a sensação de não pertencimento.
Na escuta psicanalítica, o mais importante não é enquadrar o sujeito em um subtipo, mas compreender o que esses modos de funcionamento representam em sua história. O borderline, em suas diversas manifestações, carrega uma dor muito primitiva ligada a experiências precoces de abandono, instabilidade afetiva e dificuldade de simbolizar perdas e frustrações. Os sintomas – sejam eles externos ou internos – são tentativas inconscientes de lidar com essa dor, de buscar um contorno para algo que foi vivido de forma muito intensa e sem amparo.
A terapia psicanalítica oferece um espaço de escuta profunda onde o sujeito pode, aos poucos, reconhecer a origem do seu sofrimento, nomear o que antes era vivido como caos, reorganizar sua forma de se relacionar e desenvolver recursos mais estáveis para lidar com suas emoções. Ao invés de tentar controlar os sintomas diretamente, a análise propõe uma travessia em que o sujeito passa a se escutar, a se apropriar de sua história e, com isso, transformar o modo como vive seus afetos.
Se você se reconhece em alguma dessas descrições ou sente que há um sofrimento emocional que não tem encontrado lugar de compreensão, saiba que a terapia pode ser um espaço potente para dar voz a essa dor e, com o tempo, construir uma forma mais cuidadosa e possível de estar no mundo. Estou à disposição caso decida iniciar esse processo.
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
O TPB não tem tipos oficialmente reconhecidos, mas clinicamente pode ser descrito em formas, como o borderline impulsivo (mais explosivo e instável), o borderline silencioso (mais internalizado e autocrítico) e o borderline idealizador-desvalorizador (oscilação intensa na visão dos outros).
Especialistas
Perguntas relacionadas
- A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tem consciência de seu ciúme exagerado?
- Por que amizades unilaterais ocorrem no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
- Como o ciúme afeta a autoimagem de quem tem o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
- O que fazer se uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) me ameaçar após o término da amizade?
- O ciúme em amizades com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é igual a um ciúme normal?
- Uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ter mais de uma pessoa favorita?
- Como a instabilidade se manifesta no ciclo de Ciúmes no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
- O ciúme em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é sempre patológico?
- Como o ciúme se conecta a outros comportamentos impulsivos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
- O ciúme nas amizades de pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é diferente?
Você quer enviar sua pergunta?
Nossos especialistas responderam a 2583 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.