Quem tem gastrite pode tomar Escitalopram? Tomei e tô sentindo muito enjoo, estômago embrulhado.

3 respostas
Quem tem gastrite pode tomar Escitalopram? Tomei e tô sentindo muito enjoo, estômago embrulhado.
Dr. Lucas Thiesen Pientka Ribeiro
Médico clínico geral, Generalista, Médico de família
Fortaleza
Pode sim! A gastrite não é uma contraindicação ao uso do escitalopram. No entanto, assim como as outras classes de antidepressivos e ansiolíticos, o escitalopram pode causar azia, queimação no estômago, desconforto abdominal, diarreia, ou outros sintomas gastrointestinais, como reações adversas leves e comuns, especialmente nos primeiros dias de uso. Esses efeitos costumam passar após a primeira semana de utilização do medicamento. É válido utilizar um protetor de mucosa gástrica (omeprazol, por exemplo), durante os primeiros dias, para evitar esse tipo de sintoma.

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Dr. Bernardo Vicensi
Médico clínico geral
Capão da Canoa
Olá! O escitalopram pode ser usado por quem tem gastrite, mas pode causar enjoo, náusea e desconforto gástrico, especialmente nas primeiras semanas de tratamento. Esses sintomas tendem a melhorar com o tempo. Caso o incômodo persista, é importante conversar com seu médico para avaliar ajuste de dose, mudança de horário ou uso de protetor gástrico, se indicado.

Abraço!
Dr. Pablo Nunes
Médico clínico geral
São Paulo
Essa é uma dúvida muito comum, principalmente no início do tratamento com Escitalopram. Pessoas com Gastrite podem usar escitalopram, porém o medicamento pode causar efeitos gastrointestinais nas primeiras semanas, como enjoo, sensação de estômago embrulhado, náusea, perda de apetite e desconforto abdominal.

Isso acontece porque a serotonina, além de atuar no cérebro, também participa do funcionamento do trato gastrointestinal. Por isso, no início do uso, é relativamente comum o organismo ainda estar se adaptando ao medicamento. Em muitos pacientes esses sintomas melhoram após alguns dias ou semanas.

Quem já tem gastrite, refluxo ou sensibilidade gástrica pode sentir esses efeitos de forma mais intensa. Algumas estratégias que costumam ajudar são tomar o medicamento após alimentação leve, evitar jejum prolongado e reduzir irritantes gástricos como café, álcool e anti-inflamatórios.

Porém, se os sintomas forem muito fortes, persistentes ou vierem acompanhados de vômitos, dor intensa ou piora importante da gastrite, é importante retornar ao médico para avaliar ajuste de dose, troca da medicação ou proteção gástrica.

O anti-inflamatório pode ajudar no alívio da dor, mas se esse sintoma está se repetindo ou persistindo, o ideal é uma avaliação clínica para investigar a causa e evitar uso frequente da medicação. Em consulta conseguimos analisar melhor o quadro digestivo, emocional e metabólico de forma integrada, acompanhando sua evolução com segurança e individualização do tratamento.

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