Quem toma Depakene se ficar dois dias sem tomar ele qual a reação que pode dar?

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Quem toma Depakene se ficar dois dias sem tomar ele qual a reação que pode dar?
De modo geral, jamais se deve interromper a regularidade com que toma uma medicação. As indicações mais comuns do Depakene* (vaproato) são no tratamento de epilepsias e como estabilizador de humor. No tratamento das epilepsias, a interrupção abrupta pode desencadear crises e é muito perigoso. Nos transtornos de humor, se a pessoa estiver estabilizada há muito tempo, dificilmente (mas não é impossível!) vai haver uma recaída por causa de dois dias sem tomar. No caso de enxaquecas, nas quais NÃO é um tratamento de primeira escolha, mas por vezes é usada, vale o mesmo dos transtornos de humor. Se estiver estabilizada há muito tempo, dois dias não vão fazer diferença, provavelmente.
Mas, as medicações não devem ser interrompidas. Muitas vezes, as pessoas interrompem medicações porque querem beber ou usar alguma outra droga e têm medo da interação da medicação com a outra substância. Isto é ainda pior, porque além de interromper o tratamento, as outras substâncias (incluindo o álcool) podem ter um efeito negativo sobre o problema da pessoa.
E, como na maioria dos casos, o mais importante é falar com seu médico e tirar as dúvidas com ele: ele é quem melhor conhece seu caso.

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Dra. Camila Cirino Pereira
Neurologista, Médico do sono, Psiquiatra
São Paulo
Interromper o Depakene (valproato de sódio) por dois dias pode causar reações importantes, especialmente em pessoas que usam o medicamento para controle de crises epilépticas, estabilização de humor ou prevenção de enxaqueca. A gravidade da reação depende da indicação clínica, da dose habitual e da sensibilidade individual do sistema nervoso. O valproato atua regulando a excitabilidade dos neurônios e equilibrando os níveis de neurotransmissores como o GABA. Quando o uso é interrompido abruptamente, o cérebro perde essa estabilidade química temporariamente, o que pode gerar reações de abstinência neurológica. Os efeitos mais comuns após dois dias sem o medicamento são: retorno ou aumento das crises convulsivas (em quem usa para epilepsia); cefaleias intensas e tontura (em quem trata enxaqueca); instabilidade emocional, irritabilidade, ansiedade e insônia (em pacientes em tratamento psiquiátrico); e sensação de confusão mental, tremores ou cansaço. Mesmo que o paciente não apresente sintomas imediatos, a flutuação dos níveis sanguíneos de valproato pode reativar processos de hiperexcitabilidade cerebral que estavam controlados, e isso pode levar alguns dias para se manifestar. Por esse motivo, nunca se deve interromper o Depakene por conta própria, mesmo que por poucos dias, sem orientação médica. Se o esquecimento ocorreu por acidente, a conduta depende do tempo decorrido e da dose: se o intervalo foi inferior a 24 horas, pode-se retomar a dose habitual assim que lembrar; se já passaram mais de 48 horas, o ideal é não compensar a dose e retomar o esquema regular no horário usual, observando qualquer sintoma atípico. Caso haja tontura, fraqueza, sonolência excessiva, alteração de humor ou qualquer sinal neurológico (como tremores, confusão, lapsos de memória ou crises), o médico deve ser comunicado imediatamente. Em pacientes com epilepsia, o risco de crise de rebote é mais alto, pois a interrupção súbita pode desestabilizar o controle elétrico cerebral. Em contextos psiquiátricos (como transtorno bipolar), a falta de valproato pode precipitar um episódio de mania, irritabilidade ou depressão. Portanto, a recomendação é retomar o uso o quanto antes e, se o esquecimento for frequente, conversar com o médico sobre estratégias para melhorar a adesão, como ajuste de horários, lembretes eletrônicos ou formulações de liberação prolongada. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia, transtornos do humor e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira - Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728

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