sobre diagnósticos de transtornos, como se encontrar diante da vastidão de profissionais que muitas
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sobre diagnósticos de transtornos, como se encontrar diante da vastidão de profissionais que muitas das vezes são especialistas em apenas um transtorno? sinto que talvez eu tenha borderline e transtorno sexual compulsivo, ai preciso ser consultado por dois especialistas então? o problema é que nem todo mundo pode arcar com os custos disso, e dessa forma acabar não tratando de seus problemas, é complicado
Olá! Quando falamos em saúde mental, é comum surgir a ideia de que é preciso descobrir “qual transtorno eu tenho” e, a partir disso, procurar especialistas diferentes para cada diagnóstico. Na Psicanálise, a lógica é outra.
O ponto central não é atribuir uma categoria diagnóstica ao sofrimento, como os termos “borderline” ou “transtorno sexual compulsivo”, mas escutar como esse sofrimento aparece e se expressa na vida de cada pessoa, afetando sua experiência emocional e psíquica. Na prática clínica, manifestações diferentes do sofrimento costumam estar ligadas a uma mesma história, a conflitos semelhantes e a modos repetidos de se relacionar consigo e com os outros.
Por isso, não é necessário tratar cada “hipótese diagnóstica” separadamente, nem buscar um profissional diferente para cada nome possível. O tratamento se constrói a partir da escuta e do vínculo terapêutico, permitindo que a pessoa encontre palavras próprias para aquilo que a faz sofrer, em vez de se orientar apenas por rótulos diagnósticos. Quando há necessidade de outros acompanhamentos, como o psiquiátrico, isso pode ser pensado de forma articulada, sem que o cuidado se torne inacessível ou fragmentado.
O ponto central não é atribuir uma categoria diagnóstica ao sofrimento, como os termos “borderline” ou “transtorno sexual compulsivo”, mas escutar como esse sofrimento aparece e se expressa na vida de cada pessoa, afetando sua experiência emocional e psíquica. Na prática clínica, manifestações diferentes do sofrimento costumam estar ligadas a uma mesma história, a conflitos semelhantes e a modos repetidos de se relacionar consigo e com os outros.
Por isso, não é necessário tratar cada “hipótese diagnóstica” separadamente, nem buscar um profissional diferente para cada nome possível. O tratamento se constrói a partir da escuta e do vínculo terapêutico, permitindo que a pessoa encontre palavras próprias para aquilo que a faz sofrer, em vez de se orientar apenas por rótulos diagnósticos. Quando há necessidade de outros acompanhamentos, como o psiquiátrico, isso pode ser pensado de forma articulada, sem que o cuidado se torne inacessível ou fragmentado.
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Não é necessário consultar um especialista para cada transtorno suspeitado. Um bom profissional em saúde mental trabalha com avaliação clínica ampla, considerando comorbidades e hipóteses diagnósticas ao longo do processo. Diagnósticos como Transtorno de Personalidade Borderline e comportamento sexual compulsivo frequentemente compartilham bases emocionais comuns, como impulsividade, dificuldade de regulação afetiva e padrões relacionais. O mais importante é um acompanhamento contínuo e acessível, não múltiplos rótulos isolados.
Olá, boa tarde.
Por mais que existem especialistas em um transtorno, dificilmente esse profissional só saberá manejar apenas esse transtorno específico. Em nossa formação, somos treinados para abordar múltiplas situações, então é bem provável que o profissional não fique totalmente despreparado para te ajudar.
Por mais que existem especialistas em um transtorno, dificilmente esse profissional só saberá manejar apenas esse transtorno específico. Em nossa formação, somos treinados para abordar múltiplas situações, então é bem provável que o profissional não fique totalmente despreparado para te ajudar.
Essa sensação de confusão é bem compreensível, porque quando a gente começa a ler sobre diagnósticos parece que tudo fica fragmentado e que seria preciso um especialista para cada coisa, o que na prática não é viável para a maioria das pessoas. Não há necessidade de procurar dois profissionais diferentes. Um psiquiatra tem formação para avaliar o funcionamento psíquico como um todo e pode diagnosticar independentemente de qual transtorno esteja em jogo, ou mesmo concluir que não se trata exatamente de um transtorno específico, mas de um conjunto de sintomas que se organizam de outra forma. O diagnóstico não é um rótulo fixo, e sim uma ferramenta clínica para orientar o cuidado. Além disso, é muito importante pensar no tratamento combinado, em que o acompanhamento psiquiátrico cuida da parte medicamentosa quando necessário, e a psicoterapia oferece um espaço contínuo para compreender os padrões de comportamento, os afetos, os impulsos e os conflitos que sustentam o sofrimento.
Não precisa consultar com dois ou mais especialistas da mesma área (ex. psicologia), e no meu entender não deve fazer isso. O que pode acontecer é você fazer psicoterapia e ao mesmo tempo ter acompanhamento psiquiátrico. Pode ser custoso, mas é uma boa alternativa. Geralmente, um psicólogo que atenda pacientes border também vai saber lidar com o transtorno sexual. Não que exista um em cada esquina, tem que procurar um pouco, mas existem.
Essa dúvida é muito pertinente e reflete uma dificuldade real de quem busca ajuda hoje. Na prática clínica, os diagnósticos não funcionam como “caixinhas isoladas” que exigem um especialista para cada transtorno. Sintomas diferentes costumam se interligar e, muitas vezes, fazem parte de um mesmo funcionamento emocional.
É comum que pessoas se identifiquem com características de mais de um transtorno, mas isso não significa automaticamente que tenham todos eles. Por isso, o mais importante não é sair em busca de múltiplos especialistas, e sim de um profissional com formação sólida e visão integrada, capaz de avaliar o conjunto da história, dos sintomas, dos padrões emocionais e comportamentais.
Na Terapia Dialética Comportamental, o foco não é apenas o rótulo diagnóstico, mas os pensamentos, emoções, impulsos e comportamentos que geram sofrimento no dia a dia. Muitos desses aspectos são comuns a diferentes quadros e podem ser trabalhados no mesmo processo terapêutico, mesmo quando existem hipóteses diagnósticas distintas.
Entendo também a preocupação com custos, que é legítima. Um bom acompanhamento psicológico costuma ajudar a organizar essas dúvidas, esclarecer o que de fato está em jogo e direcionar o tratamento de forma mais realista e acessível. Buscar ajuda não deveria ser um privilégio, e é possível sim tratar essas questões sem precisar fragmentar o cuidado.
É comum que pessoas se identifiquem com características de mais de um transtorno, mas isso não significa automaticamente que tenham todos eles. Por isso, o mais importante não é sair em busca de múltiplos especialistas, e sim de um profissional com formação sólida e visão integrada, capaz de avaliar o conjunto da história, dos sintomas, dos padrões emocionais e comportamentais.
Na Terapia Dialética Comportamental, o foco não é apenas o rótulo diagnóstico, mas os pensamentos, emoções, impulsos e comportamentos que geram sofrimento no dia a dia. Muitos desses aspectos são comuns a diferentes quadros e podem ser trabalhados no mesmo processo terapêutico, mesmo quando existem hipóteses diagnósticas distintas.
Entendo também a preocupação com custos, que é legítima. Um bom acompanhamento psicológico costuma ajudar a organizar essas dúvidas, esclarecer o que de fato está em jogo e direcionar o tratamento de forma mais realista e acessível. Buscar ajuda não deveria ser um privilégio, e é possível sim tratar essas questões sem precisar fragmentar o cuidado.
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