Sobre o contexto de casais heterosexuais que tem níveis de desejo diferente. Um homem com desejo bem

Sobre o contexto de casais heterosexuais que tem níveis de desejo diferente. Um homem com desejo bem frequente e uma mulher com desejo de 1x ao mês. É saudável, usar a masturbação como alivio. Inclusive pensando em outras pessoas para controlar o desejo pela outra pessoa?

4 respostas


A masturbação é uma prática saudável e pode ser uma forma adequada de lidar com diferenças no desejo sexual dos parceiros. Ela não substitui o diálogo sobre as necessidades do casal, mas pode reduzir às frustrações e preservar a autonomia sexual de cada um. Fantasias sexuais envolvendo outras pessoas também são bastante comuns e, por si só, não significam insatisfação, infidelidade ou falta de amor. O mais importante é que não causem sofrimento para o casal, não interfiram negativamente na relação e que o casal mantenha uma comunicação aberta sobre suas expectativas e limites.

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Essa é uma questão delicada e muito frequente na clínica de casais. A discrepância de desejo sexual — quando há uma diferença significativa na frequência e na intensidade do interesse entre os parceiros — é uma das principais queixas em relacionamentos de longo prazo, costumando evocar sentimentos complexos como rejeição, culpa, frustração e insuficiência de ambos os lados. Se ainda não iniciaram, a terapia de casal pode ser fundamental. Ela oferece um espaço seguro e neutro para expor essas vivências e construir um diálogo autêntico. Além disso, embora a masturbação possa ser uma forma de autorregulação, quando usada puramente como mecanismo de fuga, há o risco de se desdobrar em padrões disfuncionais ou mesmo em compulsão sexual. Por isso, o acompanhamento profissional e terapêutico é indispensável para ajudá-los a compreender essa dinâmica e encontrar o equilíbrio. Estou à disposição.


Diferenças de desejo sexual são bastante comuns nos relacionamentos e, por si só, não significam que exista falta de amor ou que o relacionamento esteja condenado. O mais importante é a forma como o casal lida com essa diferença. A masturbação pode ser uma estratégia saudável para aliviar a tensão sexual quando existe um desencontro na frequência de desejo, desde que não seja utilizada como substituta permanente da intimidade do casal nem gere sofrimento para qualquer um dos parceiros. Ela faz parte da sexualidade de muitas pessoas, inclusive daquelas que estão em relacionamentos satisfatórios. Em relação às fantasias, é natural que muitas pessoas utilizem a imaginação durante a masturbação. Fantasiar não significa, necessariamente, desejar trair o parceiro ou estar insatisfeito com o relacionamento. A vida sexual e a vida imaginativa nem sempre correspondem aos desejos que a pessoa pretende realizar. No entanto, se a diferença de desejo está causando frustração, afastamento, conflitos ou sofrimento frequente, vale a pena investigar o que pode estar contribuindo para isso. Baixo desejo sexual pode estar relacionado a fatores emocionais, qualidade da relação, estresse, sobrecarga, crenças sobre sexualidade, questões hormonais ou problemas de saúde. Nesses casos, o foco não deve ser apenas encontrar uma forma de aliviar o desejo de um dos parceiros, mas compreender a dinâmica sexual do casal e buscar estratégias para que ambos se sintam acolhidos e respeitados. Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental, Terapia Cognitivo-Sexual e Terapia de Casal, auxiliando casais que enfrentam diferenças de desejo sexual, dificuldades na intimidade, problemas de comunicação e conflitos no relacionamento. Realizo atendimentos online para brasileiros em qualquer lugar do mundo e presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro – RJ. Espero ter ajudado.


Diferenças de desejo dentro de um casal são muito comuns. A masturbação é uma prática saudável, tanto como forma de alívio da tensão sexual quanto de autoconhecimento. Cada pessoa também é responsável pela própria sexualidade e pela forma como cuida do próprio desejo. Fantasias envolvendo outras pessoas podem fazer parte da vida mental de muitas pessoas e não significam necessariamente falta de amor ou desejo pela parceria. O mais importante é que o casal tenha diálogo, respeito aos limites de cada um e encontre formas de lidar com essa diferença sem pressão ou culpa.

Maria Luísa

Maria Luísa

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.