Sofro de autossabotagem crônica e agora estou em paralisia existencial. Como sair dessa situação?
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Sofro de autossabotagem crônica e agora estou em paralisia existencial. Como sair dessa situação?
Sou homem, 31 anos. Desde a adolescência sofro de medo, ansiedade e insegurança. Com certeza também tive depressão e todos esses sentimentos se converteram em paralisia existencial, apatia e isolamento. A vida passou e eu vivi muito pouco. O mais triste é que, talvez por querer não sofrer, acabo cometendo autossabotagem,mais especificamente escolhas com as quais não tenho afinidade. Então, por exemplo, concluí 2 graduações com as quais não tenho afinidade nenhuma (Engenharia Elétrica e depois Odontologia). Hoje vejo meu futuro super ameaçado, não tenho perspectiva nenhuma e a tendência é eu continuar vegetando dentro de um quarto. Não sei mais o que fazer. Meus pais são simples e não sabem ajudar. Sou carrasco e algoz de mim mesmo. Talvez o que explique tudo isso seja o mau relacionamento com os meus pais. Enfim, não sei o que fazer. Aceito morrer virgem, solteiro e sozinho mas não gostaria de morrer como um fracassado perdedor mas talvez seja tarde demais para mudar pois as oportunidades boas já passaram. Agradeço por quem puder me ajudar.
Sou homem, 31 anos. Desde a adolescência sofro de medo, ansiedade e insegurança. Com certeza também tive depressão e todos esses sentimentos se converteram em paralisia existencial, apatia e isolamento. A vida passou e eu vivi muito pouco. O mais triste é que, talvez por querer não sofrer, acabo cometendo autossabotagem,mais especificamente escolhas com as quais não tenho afinidade. Então, por exemplo, concluí 2 graduações com as quais não tenho afinidade nenhuma (Engenharia Elétrica e depois Odontologia). Hoje vejo meu futuro super ameaçado, não tenho perspectiva nenhuma e a tendência é eu continuar vegetando dentro de um quarto. Não sei mais o que fazer. Meus pais são simples e não sabem ajudar. Sou carrasco e algoz de mim mesmo. Talvez o que explique tudo isso seja o mau relacionamento com os meus pais. Enfim, não sei o que fazer. Aceito morrer virgem, solteiro e sozinho mas não gostaria de morrer como um fracassado perdedor mas talvez seja tarde demais para mudar pois as oportunidades boas já passaram. Agradeço por quem puder me ajudar.
Olá, eu imagino o quanto você está sofrendo com tudo isso e o quanto se sente desmotivado para fazer qualquer coisa.
Como estamos falando de questões de toda uma vida, para que cada ponto seja avaliado e tratado com os cuidados merecidos, seria indicado buscar por um psicólogo e psiquiatra. Esses profissionais podem te ouvir com atenção e ajudá-lo a pensar em como as coisas foram se tornando o que são hoje e o que é possível fazer.
Como estamos falando de questões de toda uma vida, para que cada ponto seja avaliado e tratado com os cuidados merecidos, seria indicado buscar por um psicólogo e psiquiatra. Esses profissionais podem te ouvir com atenção e ajudá-lo a pensar em como as coisas foram se tornando o que são hoje e o que é possível fazer.
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Olá! Sinto muito por toda a dor e o peso que você está carregando. Seu relato é muito corajoso, e a sensação de paralisia existencial diante de tudo isso é totalmente compreensível. Quero que saiba que aos 31 anos não é tarde demais; é, na verdade, o momento ideal para começar a reconstruir. O fato de você ter concluído duas graduações difíceis, mesmo sem afinidade, não é um sinal de fracasso, mas sim de uma capacidade e resiliência imensas que você usou de forma desalinhada. Essa autossabotagem que você descreve é um mecanismo de defesa aprendido, provavelmente para se proteger da dor, mas que acabou se tornando a própria prisão. A boa notícia é que, por ser um padrão aprendido, ele pode ser desaprendido. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é extremamente eficaz para isso, pois te ajudaria a entender e a quebrar esse ciclo de pensamentos autocríticos ("carrasco de si mesmo") e comportamentos de paralisia. O primeiro passo para sair dessa situação não é ter todas as respostas, mas apenas uma: a de buscar ajuda profissional. Esse é o ato mais corajoso contra a autossabotagem que você pode cometer agora. Fico à disposição para demais dúvidas, um abraço!
Medo ansiedade e insegurança realmente podem nos limitar bastante. Situações do passado podem nos levar a não nos conectarmos com nossas próprias necessidades, fazendo coisas que agradariam a outros em detrimento das nossas próprias perspectivas. Outro fator que pode nos prejudicar muito é a certeza de que não teremos capacidade. Por outro lado, podemos ver pessoas de todas as idades se desafiando em novos desafios. Um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, pode te ajudar a entender o que está acontecendo e ajudar a elaborar as necessidades.
Bom dia, como está? Espero que a resposta o encontre bem.
A angústia existencial está totalmente voltada para a autossabotagem, porque é uma forma de lidar com os problemas ou evitando de vivenciar experiências, mesmo de uma forma não saudável. É importante se conhecer verdadeiramente e, enquanto houver o presente, há tempo para buscar seu sentido. A psicoterapia é indicado para você ter alguém para conversar e entender estes sentimentos!
A angústia existencial está totalmente voltada para a autossabotagem, porque é uma forma de lidar com os problemas ou evitando de vivenciar experiências, mesmo de uma forma não saudável. É importante se conhecer verdadeiramente e, enquanto houver o presente, há tempo para buscar seu sentido. A psicoterapia é indicado para você ter alguém para conversar e entender estes sentimentos!
Obrigado por falar com tanta honestidade. O que você descreve é muito doloroso, mas não é fraqueza nem falha de caráter.
Não é tarde demais
A ideia de que “as oportunidades passaram” é comum na depressão e na ansiedade crônica. Aos 31 anos, sua vida não acabou; ela está congelada — um mecanismo de proteção que ficou ligado tempo demais.
Autossabotagem
O que você chama de autossabotagem costuma ser evitação do sofrimento. Com medo e insegurança desde cedo, o cérebro escolhe o que parece seguro, não o que faz sentido. Por isso, caminhos aceitáveis, porém sem afinidade. Isso é sobrevivência psíquica, não preguiça.
Paralisia existencial
Apatia e isolamento indicam exaustão. Após anos lutando, o organismo entra em economia máxima. Isso é comum em quadros depressivos e ansiosos, especialmente quando faltou apoio emocional.
Pais e autocrítica
Não é preciso culpar seus pais para reconhecer que faltou acolhimento. Há consciência em você, mas ela virou autocrítica cruel, não ferramenta de mudança.
O que fazer agora
Busque ajuda profissional (psicoterapia e, se indicado, psiquiatria).
Evite decisões definitivas enquanto estiver no auge da dor.
Separe identidade de desempenho.
Reconstrua em passos pequenos (rotina, sono, corpo).
Trabalhe o medo, não “o futuro”.
Final
Você não é um fracassado. Você sobreviveu evitando dor — e isso tem tratamento.
Procure um profissional de saúde mental para recuperar movimento e viver com menos sofrimento. Você escreveu porque ainda há algo em você que quer viver.
Não é tarde demais
A ideia de que “as oportunidades passaram” é comum na depressão e na ansiedade crônica. Aos 31 anos, sua vida não acabou; ela está congelada — um mecanismo de proteção que ficou ligado tempo demais.
Autossabotagem
O que você chama de autossabotagem costuma ser evitação do sofrimento. Com medo e insegurança desde cedo, o cérebro escolhe o que parece seguro, não o que faz sentido. Por isso, caminhos aceitáveis, porém sem afinidade. Isso é sobrevivência psíquica, não preguiça.
Paralisia existencial
Apatia e isolamento indicam exaustão. Após anos lutando, o organismo entra em economia máxima. Isso é comum em quadros depressivos e ansiosos, especialmente quando faltou apoio emocional.
Pais e autocrítica
Não é preciso culpar seus pais para reconhecer que faltou acolhimento. Há consciência em você, mas ela virou autocrítica cruel, não ferramenta de mudança.
O que fazer agora
Busque ajuda profissional (psicoterapia e, se indicado, psiquiatria).
Evite decisões definitivas enquanto estiver no auge da dor.
Separe identidade de desempenho.
Reconstrua em passos pequenos (rotina, sono, corpo).
Trabalhe o medo, não “o futuro”.
Final
Você não é um fracassado. Você sobreviveu evitando dor — e isso tem tratamento.
Procure um profissional de saúde mental para recuperar movimento e viver com menos sofrimento. Você escreveu porque ainda há algo em você que quer viver.
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