Sou mãe de uma criança autista nível 3 de suporte. Ela está desregulada principalmente no humor e no
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Sou mãe de uma criança autista nível 3 de suporte. Ela está desregulada principalmente no humor e no sono. Está mais irritada e chorando diversas vezes. Acorda no meio da madrugada querendo brincar. Começou a tomar quetiapina 25mg há 3 dias. Ela já faz uso de Risperidona solução, depakote splinker e melatonina. Como estamos introduzindo a queriapina o neuro não aconselhou tirar os outros remédios por enquanto, mas eu tirei a melatonina. No 1º dia de quetiapina, ela dormiu em 30 minutos. No segundo dia, em 1 hora e hoje que é o terceiro dia, ela ficou super agitada e só dormiu 1h e meia depois. Dei o comprimido dentro de um chocolate porque ela tem dificuldade de engolir. Isso pode ter atrapalhado o efeito ? A agitação é comum? Demora isso tudo mesmo para fazer efeito? Fiquei me culpando pelo chocolate.
Olá! O chocolate provavelmente não prejudicou o efeito da quetiapina. A formulação de liberação imediata (comprimido comum) da quetiapina pode ser tomada com ou sem alimento, e a presença de comida pode ter afetado um pouco a absorção. Dar o comprimido dentro de um chocolate pode, na verdade, até ter aumentado levemente a absorção.
A variação na resposta observada é comum no início do tratamento e pode ter a ver com a adaptação inicial ao medicamento ou a efeitos paradoxais (inversamente ao esperado).
A retirada simultânea da melatonina pode ter contribuído para a piora do sono no 3º dia, pois a criança perdeu um medicamento que já ajudava no sono enquanto a quetiapina ainda não provavelmente não tinha atingido seu efeito pleno.
A decisão sobre os ajustes do esquema medicamentoso terá que ser avaliado por médico neurologista/psiquiatra de forma mais precoce.
A variação na resposta observada é comum no início do tratamento e pode ter a ver com a adaptação inicial ao medicamento ou a efeitos paradoxais (inversamente ao esperado).
A retirada simultânea da melatonina pode ter contribuído para a piora do sono no 3º dia, pois a criança perdeu um medicamento que já ajudava no sono enquanto a quetiapina ainda não provavelmente não tinha atingido seu efeito pleno.
A decisão sobre os ajustes do esquema medicamentoso terá que ser avaliado por médico neurologista/psiquiatra de forma mais precoce.
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Compreendo sua preocupação, principalmente quando o sono e o comportamento da criança pioram e tudo parece fora do controle. Isso gera angústia e, muitas vezes, culpa — mas é importante dizer desde já: o que você fez não é, em princípio, a causa do que está acontecendo.
A quetiapina é uma medicação que costuma ajudar na regulação do sono e do humor, mas não age de forma imediata e previsível nos primeiros dias. O organismo da criança ainda está “se adaptando” à nova substância. É comum, nesse período inicial, ocorrerem oscilações: um dia com melhora do sono, outro com mais agitação, como você descreveu. Isso não significa que o remédio não está funcionando. Significa que ainda não atingiu um efeito estável.
Sobre a administração com chocolate, isso dificilmente compromete o efeito da medicação. A quetiapina pode ser tomada com alimentos, e o principal é garantir que a dose foi ingerida corretamente. Portanto, você não precisa se culpar por isso.
O que merece mais atenção no seu relato é a combinação de medicações. Sua filha já faz uso de risperidona, ácido valproico (Depakote) e usava melatonina. Ao introduzir a quetiapina, o ideal é realmente manter temporariamente as demais, como seu médico orientou, justamente para evitar descompensações. A retirada da melatonina pode, sim, ter contribuído para essa piora do sono, já que ela atua de forma diferente, regulando o ritmo biológico. Em algumas crianças, essa retirada precoce piora o padrão de sono.
Além disso, existe um ponto importante: tanto a risperidona quanto a quetiapina atuam no sistema nervoso central e podem ter efeitos sobre comportamento, sedação e até, paradoxalmente, agitação em alguns casos. Essa combinação precisa ser acompanhada de perto, porque cada criança responde de uma forma, especialmente em quadros de Transtorno do Espectro Autista com maior necessidade de suporte.
A agitação que você percebeu no terceiro dia pode ser um efeito transitório de adaptação, mas também pode indicar que o esquema ainda precisa de ajuste fino — seja na dose, no horário ou até na combinação dos medicamentos. Em geral, esperamos alguns dias a semanas para avaliar melhor a resposta, mas sinais de piora importante merecem reavaliação precoce.
O mais importante agora é observar alguns pontos com calma: padrão de sono ao longo dos dias, intensidade da irritabilidade, presença de sonolência excessiva durante o dia ou, ao contrário, aumento da agitação. Essas informações ajudam muito na tomada de decisão.
Entendo a sua culpa, mas ela não procede. Você está tentando cuidar, ajustar, fazer o melhor possível dentro de uma situação complexa. Isso já mostra o quanto está atenta e comprometida.
Uma teleconsulta neste momento pode ser extremamente útil para revisar todo o esquema medicamentoso, avaliar possíveis interações, ajustar doses e orientar com segurança os próximos passos. Plataformas como a Doctoralia facilitam encontrar médicos com alta experiência e excelente avaliação dos pacientes. Em um cenário em que ainda convivemos com infecções como COVID-19, MPOX, Parvovírus B19 e cepas virulentas de gripe, o atendimento por telemedicina oferece segurança, praticidade e rapidez, evitando deslocamentos e exposições desnecessárias.
A telemedicina hoje permite, inclusive, uma segunda opinião qualificada, de forma discreta e acessível. Se achar adequado, você pode buscar esse suporte para alinhar melhor o tratamento da sua filha e trazer mais tranquilidade para sua rotina.
A quetiapina é uma medicação que costuma ajudar na regulação do sono e do humor, mas não age de forma imediata e previsível nos primeiros dias. O organismo da criança ainda está “se adaptando” à nova substância. É comum, nesse período inicial, ocorrerem oscilações: um dia com melhora do sono, outro com mais agitação, como você descreveu. Isso não significa que o remédio não está funcionando. Significa que ainda não atingiu um efeito estável.
Sobre a administração com chocolate, isso dificilmente compromete o efeito da medicação. A quetiapina pode ser tomada com alimentos, e o principal é garantir que a dose foi ingerida corretamente. Portanto, você não precisa se culpar por isso.
O que merece mais atenção no seu relato é a combinação de medicações. Sua filha já faz uso de risperidona, ácido valproico (Depakote) e usava melatonina. Ao introduzir a quetiapina, o ideal é realmente manter temporariamente as demais, como seu médico orientou, justamente para evitar descompensações. A retirada da melatonina pode, sim, ter contribuído para essa piora do sono, já que ela atua de forma diferente, regulando o ritmo biológico. Em algumas crianças, essa retirada precoce piora o padrão de sono.
Além disso, existe um ponto importante: tanto a risperidona quanto a quetiapina atuam no sistema nervoso central e podem ter efeitos sobre comportamento, sedação e até, paradoxalmente, agitação em alguns casos. Essa combinação precisa ser acompanhada de perto, porque cada criança responde de uma forma, especialmente em quadros de Transtorno do Espectro Autista com maior necessidade de suporte.
A agitação que você percebeu no terceiro dia pode ser um efeito transitório de adaptação, mas também pode indicar que o esquema ainda precisa de ajuste fino — seja na dose, no horário ou até na combinação dos medicamentos. Em geral, esperamos alguns dias a semanas para avaliar melhor a resposta, mas sinais de piora importante merecem reavaliação precoce.
O mais importante agora é observar alguns pontos com calma: padrão de sono ao longo dos dias, intensidade da irritabilidade, presença de sonolência excessiva durante o dia ou, ao contrário, aumento da agitação. Essas informações ajudam muito na tomada de decisão.
Entendo a sua culpa, mas ela não procede. Você está tentando cuidar, ajustar, fazer o melhor possível dentro de uma situação complexa. Isso já mostra o quanto está atenta e comprometida.
Uma teleconsulta neste momento pode ser extremamente útil para revisar todo o esquema medicamentoso, avaliar possíveis interações, ajustar doses e orientar com segurança os próximos passos. Plataformas como a Doctoralia facilitam encontrar médicos com alta experiência e excelente avaliação dos pacientes. Em um cenário em que ainda convivemos com infecções como COVID-19, MPOX, Parvovírus B19 e cepas virulentas de gripe, o atendimento por telemedicina oferece segurança, praticidade e rapidez, evitando deslocamentos e exposições desnecessárias.
A telemedicina hoje permite, inclusive, uma segunda opinião qualificada, de forma discreta e acessível. Se achar adequado, você pode buscar esse suporte para alinhar melhor o tratamento da sua filha e trazer mais tranquilidade para sua rotina.
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