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Tenho 45 anos, já tomei várias antidepressivos e agora, estou tomando desvalefaxina e quetiapina vpara dormir. A libido zero, mesmo tendo bom relacionamento com meu marido. O que fazer, ou alternativa seguir?
4 respostas
A libido zero provavelmente está relacionada aos medicamentos, como a desvenlafaxina e a quetiapina, que frequentemente reduzem o desejo sexual. O caminho é: Revisar a medicação com o psiquiatra (ajuste ou troca) Avaliar se ainda há sintomas de depressão Iniciar terapia sexual para reativar o desejo Tem solução, mas precisa de ajuste médico + intervenção terapêutica. abraços Laís Novaes
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A libido zero pode acontecer com alguns antidepressivos e também pode ter relação com fase hormonal, sono, ansiedade, menopausa/perimenopausa e outros fatores. O mais importante: não suspenda nem mude a medicação por conta própria. Converse com seu psiquiatra sobre esse efeito colateral, porque existem ajustes possíveis, como trocar dose, horário, medicação ou associar outras estratégias. Também vale uma avaliação com ginecologista para investigar parte hormonal e saúde sexual. Ter bom relacionamento ajuda muito, mas desejo sexual também depende do corpo, da mente e dos remédios em uso.
Bom dia! O uso de alguns medicamentos psiquiátricos pode afetar a resposta fisiológica da libido e da excitação sexual. Isso não está necessariamente relacionado à qualidade da relação ou aos sentimentos pelo parceiro, como você mencionou. Felizmente, existem alternativas e estratégias que podem ajudar a lidar com essa situação, e vou compartilhar algumas delas com você. Uma das técnicas utilizadas na sexologia é inspirada nos princípios do sexo tântrico, que consiste em direcionar a atenção para os estímulos sensoriais e para a experiência do momento presente. Procure focar nas sensações do seu corpo, nos sons do seu esposo, no toque das mãos, nos carinhos, nos beijos, no contato físico e, se houver, na penetração. A proposta é vivenciar o encontro de forma mais consciente, percebendo o sexo como uma experiência de conexão e intimidade, e não apenas como desempenho. Esse exercício ajuda a reduzir pensamentos como: "não consigo mais fazer sexo" ou "não tenho vontade". Mesmo que você esteja sem muito ânimo ou com preguiça, permita-se começar devagar, sem cobranças. O desejo muitas vezes pode surgir durante a experiência, à medida que o corpo e a mente se conectam ao momento presente.
A redução importante da libido pode estar relacionada tanto à própria depressão quanto aos medicamentos utilizados. A desvenlafaxina pode causar diminuição do desejo, dificuldade de excitação ou de chegar ao orgasmo; a quetiapina também pode contribuir em alguns casos. O primeiro passo é conversar com o psiquiatra que acompanha você. Não interrompa nem reduza as medicações por conta própria. O médico poderá avaliar a dose, o tempo de uso, outras causas clínicas e, quando apropriado, considerar ajustes ou alternativas com menor impacto sexual. Também pode ser útil uma avaliação ginecológica, especialmente aos 45 anos, para investigar fatores hormonais, menopausa, dor, ressecamento, sono e outras condições que interferem no desejo. Paralelamente, um acompanhamento especializado em sexualidade pode ajudar na recuperação da percepção corporal, da excitação e da intimidade, sem transformar o sexo em obrigação. Ter um bom relacionamento é um fator positivo, mas não exclui causas medicamentosas, emocionais ou hormonais. Em geral, há caminhos possíveis, desde que a avaliação seja individualizada e integrada.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

