Tenho amigdalite de repetição,estou indo pro 3° comprimido de azitromicina mas noto que a amígdala d
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Tenho amigdalite de repetição,estou indo pro 3° comprimido de azitromicina mas noto que a amígdala do lado esquerdo ainda apresenta muita placa e por trás o tecido está bem inchado,porém n estou sentindo muita dor igual nos dias anteriores
Seria esse um sinal de melhora?ou devo procurar o médico?
Seria esse um sinal de melhora?ou devo procurar o médico?
A presença de placas (exsudato) e o inchaço persistente, mesmo com a redução da dor, é uma situação que exige atenção cautelosa.
A melhora da dor é um sinal positivo, pois indica que o componente inflamatório agudo está diminuindo. No entanto, a persistência das placas e do inchaço no terceiro dia de Azitromicina sugere que o processo bacteriano ainda pode estar ativo ou que o antibiótico escolhido não está sendo eficaz contra a bactéria específica presente na sua garganta.
Por que você deve considerar reavaliar:
Possível Falha Terapêutica: A Azitromicina é um antibiótico de amplo espectro, mas em casos de amigdalite bacteriana (especialmente por Streptococcus pyogenes), existem protocolos que podem ser mais efetivos. Se ao final do ciclo as placas permanecerem, o quadro pode cronificar ou evoluir para uma complicação local (como um abscesso periamigdaliano, que é o inchaço que você descreveu "por trás" da amígdala).
Diagnóstico Diferencial: Amigdalites que não cedem prontamente podem, por vezes, não ser bacterianas. Podem ser quadros virais (como a Mononucleose, que causa placas extensas e inchaço importante) onde o antibiótico não tem qualquer efeito, ou ainda quadros relacionados a infecções virais que "abrem a porta" para bactérias resistentes.
O risco do "tecido inchado": O inchaço persistente na região posterior da amígdala é um ponto de atenção. Se esse volume aumentar, pode causar dificuldade para abrir a boca (trismo) ou para engolir.
O que fazer agora?
Não interrompa o antibiótico por conta própria, mas não espere até o final da cartela se notar que o inchaço está aumentando ou se a febre voltar.
Observe sinais de alerta: Dificuldade para engolir saliva, voz "fanhosa" (voz de batata quente), febre que retorna ou dor que irradia para o ouvido são sinais claros de que você precisa de uma avaliação médica imediata.
Como você relata um histórico de amigdalite de repetição, o manejo precisa ser mais estratégico. Precisamos investigar se você é portadora crônica dessa bactéria ou se há uma obstrução anatômica que favorece o acúmulo de secreção (caseum) nessas placas, o que gera inflamações recorrentes.
Convido você a agendar uma consulta, seja presencial ou online. Na consulta, faremos uma análise clínica detalhada. Se você estiver na região de São Paulo, o ideal é uma consulta presencial para que eu possa realizar a oroscopia e verificar se há necessidade de realizar uma coleta de secreção ou um ajuste imediato na terapia antibiótica para evitar que esse quadro se prolongue ou evolua para algo mais sério.
Estou à disposição para ajudá-lo a resolver esse ciclo de infecções.
Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
Clínica Oto One - São Paulo
Instagram: @brunorossini.otorrino
A melhora da dor é um sinal positivo, pois indica que o componente inflamatório agudo está diminuindo. No entanto, a persistência das placas e do inchaço no terceiro dia de Azitromicina sugere que o processo bacteriano ainda pode estar ativo ou que o antibiótico escolhido não está sendo eficaz contra a bactéria específica presente na sua garganta.
Por que você deve considerar reavaliar:
Possível Falha Terapêutica: A Azitromicina é um antibiótico de amplo espectro, mas em casos de amigdalite bacteriana (especialmente por Streptococcus pyogenes), existem protocolos que podem ser mais efetivos. Se ao final do ciclo as placas permanecerem, o quadro pode cronificar ou evoluir para uma complicação local (como um abscesso periamigdaliano, que é o inchaço que você descreveu "por trás" da amígdala).
Diagnóstico Diferencial: Amigdalites que não cedem prontamente podem, por vezes, não ser bacterianas. Podem ser quadros virais (como a Mononucleose, que causa placas extensas e inchaço importante) onde o antibiótico não tem qualquer efeito, ou ainda quadros relacionados a infecções virais que "abrem a porta" para bactérias resistentes.
O risco do "tecido inchado": O inchaço persistente na região posterior da amígdala é um ponto de atenção. Se esse volume aumentar, pode causar dificuldade para abrir a boca (trismo) ou para engolir.
O que fazer agora?
Não interrompa o antibiótico por conta própria, mas não espere até o final da cartela se notar que o inchaço está aumentando ou se a febre voltar.
Observe sinais de alerta: Dificuldade para engolir saliva, voz "fanhosa" (voz de batata quente), febre que retorna ou dor que irradia para o ouvido são sinais claros de que você precisa de uma avaliação médica imediata.
Como você relata um histórico de amigdalite de repetição, o manejo precisa ser mais estratégico. Precisamos investigar se você é portadora crônica dessa bactéria ou se há uma obstrução anatômica que favorece o acúmulo de secreção (caseum) nessas placas, o que gera inflamações recorrentes.
Convido você a agendar uma consulta, seja presencial ou online. Na consulta, faremos uma análise clínica detalhada. Se você estiver na região de São Paulo, o ideal é uma consulta presencial para que eu possa realizar a oroscopia e verificar se há necessidade de realizar uma coleta de secreção ou um ajuste imediato na terapia antibiótica para evitar que esse quadro se prolongue ou evolua para algo mais sério.
Estou à disposição para ajudá-lo a resolver esse ciclo de infecções.
Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
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