Tenho um filho de 28 anos tem esclerose hipocampo mesial temporal de difícil controle com medicament
Tenho um filho de 28 anos tem esclerose hipocampo mesial temporal de difícil controle com medicamentos..faz exames de ressonância e deu flair 1 e 2 será que tem como fazer a cirurgia dando em duas lugares da têmpora?
4 respostas
Boa tarde. A esclerose mesial do hipocampo é uma das causas mais comuns de epilepsia. Nos casos de difícil controle pode ser necessário sim fazer alguma cirurgia. Ele precisa passar em avaliação com um neurocirurgião para checar todos os exames e ver se pode ou não operar tendo lesão nos dois lados.
Obtenha respostas com a consulta online
Precisa do conselho de um especialista? Agende uma consulta online: receba todas as respostas sem sair de casa.
Olá! A esclerose hipocampal mesial temporal de difícil controle pode, de fato, ser tratada com cirurgia em muitos casos, e essa abordagem é reconhecida como eficaz, especialmente quando os medicamentos não conseguem controlar as crises. Recomendamos que seu filho seja avaliado por um neurologista especializado em Epilepsia (epileptologista). Esse profissional poderá analisar os exames de imagem e outros dados clínicos em detalhes para determinar se a cirurgia é indicada e qual seria a melhor abordagem, considerando a localização das alterações.
A esclerose hipocampal mesial temporal é uma das causas mais comuns de epilepsia focal de difícil controle, especialmente quando os medicamentos não conseguem mais manter o paciente livre de crises. Quando a esclerose atinge apenas um lado do cérebro, a cirurgia (como a ressecção do hipocampo ou lobectomia temporal anterior) pode ser curativa em até 70 a 80% dos casos — com grande chance de controle total das crises. No entanto, quando os exames sugerem lesão nos dois lados do lobo temporal, como parece ser o caso do seu filho (FLAIR alterado em ambos os lados na ressonância), a decisão cirúrgica precisa ser feita com muito mais cautela. Por que isso é mais delicado? Os dois hipocampos são importantes para funções como memória recente, linguagem e aprendizado. Se os dois lados forem operados (ou se for operado o lado errado), o paciente pode ficar com déficits graves de memória, o que compromete sua qualidade de vida. Por isso, antes de indicar cirurgia, é essencial identificar com segurança de qual lado partem as crises — e se há um lado predominante que possa ser operado com segurança. O que pode ser feito nesses casos? Vídeo-eletroencefalograma (vídeo-EEG) prolongado, para mapear com precisão o foco das crises. Teste neuropsicológico completo, para avaliar a função de memória de cada lado do cérebro. Em alguns casos, exames como: PET cerebral, que mostra a função metabólica do cérebro; SPECT ictal, feito durante uma crise, para localizar a origem exata da atividade elétrica. Em situações mais complexas, pode ser necessário estudo invasivo com eletrodos intracranianos (SEEG), para registrar diretamente do cérebro onde se originam as crises. Só após todos esses estudos funcionais é que a equipe especializada pode dizer se a cirurgia é segura e viável. E se não for possível operar? Se a cirurgia não for indicada, há outras opções em centros especializados: Estimulação cerebral profunda (DBS); Estimulação do nervo vago (VNS); Novas terapias medicamentosas ou ensaios clínicos com medicamentos experimentais; Avaliação para dieta cetogênica em alguns casos. Resumo para você: A cirurgia pode ser possível mesmo com alterações bilaterais, mas depende de qual lado é dominante e de onde partem as crises. Exames avançados de mapeamento cerebral são fundamentais antes de decidir. O objetivo sempre será melhorar a qualidade de vida com segurança — e, quando a cirurgia não for indicada, existem outras estratégias. Se quiser, posso te ajudar a revisar os exames e orientar sobre os centros especializados em epilepsia que fazem esse tipo de avaliação completa. Vocês estão no caminho certo buscando informações — e não estão sozinhos nessa jornada. Fico à disposição para ajudar no que for preciso.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.


