Tudo bem? Tem 1 ano que tive alta da terapia e antes de iniciar a terapia com o psicólogo, eu já gos

22 respostas
Tudo bem? Tem 1 ano que tive alta da terapia e antes de iniciar a terapia com o psicólogo, eu já gostava muito dele e já trocamos vários olhares antes da terapia e ele já me falou que tinha interesse em mim também, tudo isso antes da terapia. Quando iniciamos o processo, nenhum de nós dois entrou no assunto e até que soube separar as coisas e melhorei bastante meu emocional, realmente consegui separar. Mais tem quase 1 ano que encerramos e já até procurei outro psicólogo pra eu passar, não que eu precise urgente, mas porque é importante passar sempre, na minha visão, mas procurei outro né.
Eu poderia chamar meu ex psicólogo para conversar e entrar no assunto antigo de um gostar do outro, quem sabe iniciar uma amizade ou algo a mais?
É comum que, após o fim de um processo terapêutico, surjam dúvidas sobre sentimentos antigos ou conexões criadas antes da terapia. No entanto, mesmo após a alta, o Código de Ética Profissional do Psicólogo orienta que os limites da relação entre psicólogo e paciente devem ser preservados, justamente porque a confiança construída em um processo assimétrico pode influenciar a forma como emoções são vividas ou interpretadas. Envolver-se afetivamente com um ex-paciente pode representar riscos éticos e afetivos para ambos, e por isso é tão importante cuidar desses sentimentos com responsabilidade. Conversar com outro psicólogo pode ser uma maneira segura e acolhedora de entender o que está acontecendo, respeitando sua história, seu emocional e tudo o que foi vivido no processo anterior. A psicologia também está aqui para isso: para apoiar, acolher e ajudar a elaborar com clareza e respeito.

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 Jeane Souza da Silva
Psicólogo
São Caetano do Sul
Como você faz terapia, já deve ter ouvido falar sobre os processos inacabados, assuntos e projetos interrompidos, me parece aqui que seja o seu caso, que em algum momentos é importante ser resolvido, no nível da consciência e ação se possível.
Seria importante, se você estiver em terapia, e se não está em terapia seria importante esse espaço terapêutico para você falar sobre isso e se fortalecer. Até porque você demonstra interesse nessa pessoa que foi seu psicólogo, para não confundir e não fantasiar um relacionamento imaginário, agir de forma madura e com responsabilidade. Boa sorte.
Ei...
- Espero que sua pergunta também possa ajudar outras pessoas... Não há problema nenhum nisso, ao contrário eu torço para que tudo dê certo e que tua alta venha logo, para assim você ter a chance de tentar dar início a esse romance.
- Parabéns pela atitude e por vim aqui expor seus sentimentos, continue firme e faça sempre o seu melhor.
- Caso queira nos mandar mais detalhes, ficarei feliz em responder.
Abraços
 Rute Rodrigues
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
Olá. Poder chamar você pode. Mas seria importante entender qual sua motivação em relação a esta pessoa que não foi sanada durante o tratamento. Afinal, se sentia atração por ele, então porque decidiu toma-lo como teu terapeuta anteriormente?
 Sheila Ribeiro do Couto
Psicólogo
Taubaté
A relação entre psicólogo e paciente é profissional. É importante você ter claro este ponto para então decidir o que fazer. A escolha é sua.
Você já tomou sua decisão, porque está buscando a validação de outras pessoas?
Olá, Então , pode acontecer de haver envolvimento entre as partes , e quando isso acontece é necessário buscar um outro profissional como você fez. Como vocês não tem uma relação terapêutica nada impede de uma amizade, desde que as duas partes estejam confortáveis pra isso.
Oi! Entendo seu desejo, e é normal sentir carinho por um profissional que te acompanhou. Mas também é importante lembrar que essa relação foi construída dentro de um espaço terapêutico, com limites éticos. Talvez o antigo psicólogo também sinta afeto, mas precise manter essa distância por respeito ao papel que teve. Falar sobre isso na sua terapia atual pode te ajudar a entender melhor o que esse vínculo significou pra você e como lidar com esse sentimento agora.
 Izolina Kreutzfeld
Psicólogo
Jaraguá Do Sul
Olá!
Não há nada que impeça em se tratando de questões éticas.

Atenciosamente,
Psicóloga Izolina Kreutzfeld
 Maisa Guimarães Andrade
Psicanalista, Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá, tudo bem? Fico feliz por você ter encontrado na terapia um espaço de crescimento e amadurecimento, e agradeço a confiança ao compartilhar algo tão sensível e delicado.

O que você viveu — esse sentimento por um psicólogo que começou antes mesmo da terapia — não é algo incomum. A psicanálise entende que as relações transferenciais (ou seja, as emoções que projetamos no terapeuta) fazem parte do processo terapêutico, e podem ser mobilizadas por sentimentos reais, simbólicos, inconscientes ou uma combinação de tudo isso. No seu caso, você relata que já existia um interesse mútuo antes mesmo do vínculo terapêutico, e que ambos, mesmo sem falar diretamente sobre isso, souberam respeitar os limites éticos durante o acompanhamento, o que é algo bastante importante.

Agora, passado um ano do fim da terapia, com você tendo encerrado o processo de forma madura e já até buscando outro profissional para continuar o cuidado emocional, é natural que essa dúvida surja: será que posso agora retomar aquele assunto com ele, que nunca foi conversado diretamente?

É uma pergunta válida, humana, e que merece ser tratada com carinho.

A psicanálise não está aqui para julgar seus sentimentos — pelo contrário, ela busca compreendê-los com profundidade. O que você sente por ele, o desejo de retomar o contato e, quem sabe, iniciar uma amizade ou algo mais, é legítimo. A grande questão aqui não é só se você “pode” chamá-lo, mas o que isso representa para você. Que lugar esse desejo ocupa na sua vida emocional hoje? Ele fala de um vínculo real com alguém que você conheceu antes da terapia, ou ainda está envolto em idealizações, em algo que talvez tenha sido fortalecido no espaço seguro da análise?

Você também demonstra algo muito bonito: a consciência de que não quer agir por impulso, de que respeita a ética e a trajetória que viveu com esse profissional. Isso é maturidade emocional. Do ponto de vista ético, a maioria dos códigos profissionais recomenda que, após um intervalo de tempo e com o fim efetivo do vínculo terapêutico, não há impedimento absoluto para que duas pessoas adultas se relacionem fora da clínica — o que precisa ser considerado é o contexto, o tempo decorrido, o grau de elaboração dos sentimentos e, sobretudo, a postura do profissional envolvido.

Talvez o mais importante agora seja você refletir com calma: essa vontade de reencontrá-lo fala de um desejo genuíno por ele enquanto pessoa? Ou é uma busca por algo que o processo analítico representou emocionalmente?. Se houver essa clareza dentro de você, se você sente que está pronta para retomar esse contato de forma serena, respeitosa e sem expectativa de retorno imediato, pode ser possível sim iniciar uma conversa — desde que o outro lado também esteja disponível para isso e disposto a acolher esse reencontro com a devida maturidade e ética.

A psicanálise pode te ajudar justamente a aprofundar essa escuta de si mesma. Não apenas sobre esse vínculo, mas sobre como você deseja se vincular no mundo, o que espera das relações e como lida com o desejo, com a espera, com a frustração e com a reciprocidade. Seu gesto de perguntar e refletir já mostra que você está nesse caminho — de não agir por impulso, mas com consciência, com respeito e com cuidado por si mesma e pelo outro.

Se quiser, estou aqui para continuar essa escuta com você. Seja para pensar mais sobre esse reencontro, ou sobre outras partes de você que talvez estejam sendo despertadas nesse momento.

Você está se cuidando. E isso já é um enorme passo.
 Gabriel Augusto Alves Ventura
Psicólogo
Ribeirão Preto
No sentido burocrático, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) não proíbe explicitamente relacionamentos afetivos de qualquer natureza entre psicólogos e ex-pacientes após o término da terapia. Porém, o envolvimento afetivo posterior pode afetar os resultados positivos que foram obtidos durante o processo terapêutico, principalmente se for marcado futuramente por desentendimentos e rompimento da comunicação que possuem. Por isso, não existe certo ou errado para essa questão, porém a decisão de se envolver com um profissional de saúde que a atendeu no passado pode ter impactos importantes em você a depender do que acontecer, sendo aconselhado pensar com cautela sobre o assunto.
 Germaniely Lima
Psicólogo, Psicanalista
Florianópolis
Olá, o que te impede de tentar ?
Boa noite,
o vínculo terapêutico com esse psicólogo já foi encerrado há 1 ano, e você já está com outro profissional. Isso é muito importante, porque significa que o espaço da terapia com ele está mesmo fechado — o que abre margem, do ponto de vista ético, para um possível contato pessoal. Mas existem algumas nuances importantes para considerar antes de tomar qualquer decisão:

1. A ética profissional e o tempo após a terapia
De acordo com o Código de Ética Profissional da Psicologia, não é proibido que um psicólogo se relacione com um(a) ex-paciente desde que o vínculo terapêutico tenha terminado de forma clara e com o tempo necessário para que não haja mais influência emocional ou dependência.
No seu caso, esse tempo já passou, e você até já está com outro profissional. Isso é um bom sinal de que há independência emocional.
Abraços
 Rozana do Vale
Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá!
Então, se essa pessoa for solteira e tiver aberta a isso não vejo problema algum.
 Cirano Araújo
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Olá, como tem passado?
Do ponto de vista ético, um ex-terapeuta não está mais sob o mesmo código de relação clínica. Porém, ainda assim, o vínculo estabelecido deixou marcas e o campo transferencial não se desfaz por decreto.
Por isso, o risco de repetição inconsciente, idealização ou frustração é real. Não porque exista algo errado em desejar, mas porque talvez o que está sendo desejado ainda não tenha sido totalmente escutado internamente.
Será que esse desejo atual fala realmente dele como pessoa concreta ou da figura que ele representou: alguém que te escutou, que te entendeu, que viu partes suas que quase ninguém vê?
Não há resposta definitiva.
Mas é importante que, se decidir procurá-lo, você não o faça com a esperança de reparar algo que a terapia talvez tenha deixado em aberto e sim com a consciência de que essa nova relação, se acontecer, precisará nascer de outro lugar, com outras regras, e sem garantias.
Na dúvida, talvez o melhor caminho seja falar disso no novo espaço terapêutico. Levar esse desejo à palavra, para que ele possa deixar de ser apenas impulso ou fantasia e se tornar algo pensado, escutado e verdadeiramente seu.
Fico à disposição.
 José Antonio Reis
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Creio que possa ser uma situação delicada. Mas nada impede que você contate o seu antigo psicólogo não. Agora, ter amizade ou não é algo muito particular e vai depender dele também.
Olá. Você mencionou estar iniciando psicoterapia atualmente. Sugiro conversar a respeito com essa ou esse profissional.

Você é uma pessoa livre e, portanto, não é possível dizer o que você pode ou deve fazer.

Se a sua pergunta seguia na diteção de saber o que o psicólogo poderia, vale consultar o código de ética da profissão, entender como ele o interpreta e conversar com ela. Sobretudo, você afirma que vocês não possuem vínculo de trabalho a um ano.

Recomendo que você avalie se há transferência movendo seu interesse, ou seja, se você acredita estar espontaneamente interessada por alguém que na verdade ocupa um lugar transferencial em sua vida (ele representa alguém a quem você está significativamente vinculada e com quem você teve ou tem inúmeras situações simbólicas e de naturezas complexas a elaborar).
Olá! Mesmo após a alta, o cuidado ético continua e pode ser importante respeitar os limites dessa relação, que foi criada dentro de um contexto profissional. Você já pensou em falar sobre isso com o seu psicólogo na terapia atual? Ele pode te ajudar a elaborar esses sentimentos com mais clareza e até compreender melhor as motivações que trazem esse desejo de amizade/relacionamento com o antigo profissional.
Boa tarde!
Pode sim, já que não tem mais uma relação terapêutica, você pode entrar em contato com ele.
Espero ter ajudado. Se precisar, estou a disposição.
 Lilian Beatriz Zucca
Psicólogo, Psicanalista
Caraguatatuba
Claro que sim. Não se iniba em procura-lo..e esclarecer os sentimentos mútuos. Pois esse sentimento que vc tem por ele pode se tornar uma fantasia difícil de superar. Vamos enfrentar a realidade!
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Primeiro, obrigado por compartilhar algo tão delicado com tanta clareza. A forma como você descreve sua jornada mostra o quanto você levou a sério seu processo terapêutico, e isso já diz muito sobre seu nível de maturidade emocional. O que você viveu — esse encontro entre afinidade e cuidado terapêutico — realmente pode deixar marcas profundas. Quando sentimentos surgem nesse contexto, eles não são "certos ou errados", mas sim experiências humanas complexas, que merecem atenção e reflexão.

Do ponto de vista ético, há algo importante a ser considerado. Mesmo após o fim da terapia, o Código de Ética do Psicólogo orienta que qualquer envolvimento afetivo ou sexual com ex-pacientes deve respeitar um tempo de distanciamento emocional e a assimetria que ainda pode existir nessa relação. Essa orientação não é para censurar sentimentos, mas para proteger ambas as partes de zonas cinzentas onde o afeto e a idealização podem se misturar com restos do vínculo terapêutico.

Na perspectiva da neurociência, é interessante pensar como o cérebro pode associar o ambiente terapêutico com segurança, acolhimento e até mesmo com o afeto que faltou em outros lugares da vida. Nessa mistura, às vezes, o que parece amor pode ser uma experiência intensa de reconhecimento emocional. Mas será que esse “gostar” é sobre ele como pessoa ou sobre o que ele representou no seu processo de cura?

Talvez valha se perguntar: o que exatamente eu espero dessa conversa com ele? Estou buscando algo que ficou em aberto ou tentando dar continuidade a algo que, de alguma forma, já cumpriu sua função? E mais: será que estou confortável com as possíveis respostas, inclusive se ele não estiver no mesmo lugar emocional que eu?

Explorar essas perguntas em um novo espaço terapêutico pode ajudar muito. Não porque você esteja “errada” em sentir algo, mas porque seus sentimentos merecem ser compreendidos em profundidade, com apoio, e sem risco de reativar antigas dinâmicas.

Caso precise, estou à disposição.
 Meire Santos
Psicólogo
São Paulo
Boa noite! no momento nada impede que você entre em contato com ele e retome esse assunto, porém você precisa considerar que talvez ele não queira ou não queira mais e como você lidara com isso depois.

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