Um diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser, na verdade, Transtorno do e

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Um diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser, na verdade, Transtorno do espectro autista (TEA) ?
Sim, é possível que os sintomas de um Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se confundam com os do Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente em adultos, por isso uma avaliação cuidadosa é fundamental. Uma das diferenças fundamentais para compreensão dessas diferenças está na origem e desenvolvimento, onde no TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento, com sinais desde a infância e o TPB é classificado como transtorno de personalidade, geralmente se manifesta mais claramente na adolescência/vida adulta. Como sintomas semelhantes em ambos os casos temos: sensibilidade intensa, reações emocionais intensas, dificuldades nas relações interpessoais...

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? Essa é uma pergunta muito importante, e chega com bastante frequência na clínica — especialmente quando a pessoa sente que o diagnóstico que recebeu não contempla totalmente sua experiência. A verdade é que, sim, em alguns casos um diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline pode, na verdade, encobrir um quadro do espectro autista. Mas isso não significa que seja comum ou que sempre aconteça; significa apenas que há áreas de sobreposição que podem confundir a avaliação inicial.

O que gera essa confusão é que tanto o TPB quanto o TEA podem apresentar sensibilidade emocional intensa, dificuldades nas relações, sensação de não pertencimento e um funcionamento interno que oscila entre “estar demais” e “estar de menos”. Porém, a origem desses fenômenos costuma ser muito diferente. No TEA, comportamentos que parecem rejeição, impulsividade ou instabilidade podem, na verdade, ser respostas a sobrecarga sensorial, dificuldade de leitura social, rigidez cognitiva ou esgotamento emocional. Já no TPB, o núcleo está mais ligado às feridas de apego, instabilidade identitária e medo profundo de abandono.

A pergunta-chave é: qual é a fonte da dor emocional? No autismo, muitas crises surgem de confusão social, excesso de estímulos, mudanças inesperadas ou da sensação de não conseguir decodificar o ambiente. No TPB, as crises geralmente vêm de feridas relacionais profundas, interpretações de ameaça ao vínculo e instabilidade no senso de self. Às vezes, a dor pode até parecer igual na superfície — mas sua arquitetura emocional é completamente diferente.

Talvez ajude refletir: quando você se desorganiza, isso acontece mais por questões relacionais (tom de voz, mudança no comportamento do outro, medo de perder alguém) ou por sobrecarga sensorial, rigidez e dificuldade em entender nuances sociais? E mais: você sente que sempre foi assim desde criança ou que isso surgiu mais claramente na adolescência, após feridas emocionais mais marcantes?

Uma boa avaliação clínica consegue diferenciar, e muitas vezes é possível que a pessoa tenha traços de ambas as condições, sem necessariamente preencher critérios completos para as duas. Se isso estiver gerando dúvida ou sofrimento, conversar sobre essa possibilidade em terapia pode trazer uma clareza enorme e abrir caminhos para uma intervenção mais precisa. Caso precise, estou à disposição.

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