Um psicólogo pode atender duas pessoas da mesma família?
Depende muito da situação, se for uma situação de atendimento familiar, geralmente com atendimentos em conjunto e possivelmente algumas sessões individuais com cada membro, é possível atender mais de uma pessoa de uma mesma família. Agora em uma situação de atendimento individual de duas pessoas da mesma família separadamente, é uma situação mais complicada, o código de ética da psicologia não proíbe esse tipo de situação, mas ele adverte que isso pode interferir no processo terapêutico dos envolvidos e o profissional deve estar atento para isso, interrompendo o processo se necessário, logo não é recomendado atender duas pessoas da mesma família separadamente.

Pode. Desde que o profissional tome certas cautelas e esses dois familiares estejam de total acordo com os atendimentos. Uma situação que creio inviabilizar o profissional de realizar atendimento com dois familiares é quando há conflito entre eles, ou a queixa/demanda de um envolva o outro.
Atenção! As abordagens trabalham esta situação de forma particular, porém todas estão sujeitas ao Código de Ética Profissional do Psicólogo.

Essa sua dúvida é muito comum entre os pacientes e sim, os profissionais podem atender dois familiares, desde que ele tenha muito cuidado em manter o sigilo de informações. Vejo esta possibilidade de uma forma muito positiva, pois faz com que o profissional tenha uma visão ampla das relações de proximidade. Pra ter ideia, já atendi uma mulher, onde outros meses depois veio o marido e a sogra, foi muito legal pois puder perceber a família deles com diferentes percepções e cada um trazia uma questão pessoal diferente.
Se for o caso de casal e as questões forem comuns, vale as sessões individuais e também com o casal. =)

Eu não costumo atender, a não ser que sejam parentes distantes, quando você diz da mesma família, penso que são próximos, pais/filho, marido/esposa, irmãos... Acredito que a energia envolvida nos atendimentos pode interferir no bom adamentos das sessões de ambos, nesses casos eu prefiro encaminhar para um colega de confiança. Porém há algumas abordagens que atendem.
Mas acima de tudo o que vale é a ética profissional e o paciente sentir-se à vontade.

Dra. Aparecida de Paula Santos
Dra. Aparecida de Paula Santos
Psicólogo, Terapeuta complementar
Rio de Janeiro
Sim. Sou terapeuta familiar. Atendo um e outro separadamente e em conjunto em outro momento após avaliar os dois ou mais membros.. É o trabalho que mais amo fazer. Zerar conflitos e facilitar o apaixonar de novo pela mesma pessoa.
Convidamo-lo para uma consulta: - R$ 250
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De modo particular pode sim, desde que a prestação do serviço prestado não perca sua qualidade (não pode interferir negativamente)

 Cássia Soares de Almeida
Cássia Soares de Almeida
Psicanalista, Psicólogo
São Paulo
Olá! Para mim não faz sentido atender dois pacientes da mesma família em psicoterapia individual ao mesmo tempo.Penso que atender dois familiares com vínculos de proximidade pode impactar na confiabilidade e na qualidade do vínculo que ambos estabelecem comigo, o que portanto, impacta na qualidade do atendimento. Bem como abre margem para fantasias conscientes/ inconscientes de ambos a respeito do processo terapêutico o que também pode impactar no andamento do processo. Alguns casos podem ser considerados quando: se trata de familiares distantes sem nenhum vínculo próximo ou em casos que um dos familiares já encerrou o atendimento comigo há algum tempo, não tenha interesse em retomar o processo e esteja de acordo que eu atenda um familiar dele.

Depende do profissional. Para fazer psicoterapia individual em cada um, eu não atendo. Porém, nos casos de terapia de família sim, pois é a família toda atendida na mesma sessão. Ou então, nos casos em que chamo alguém da família de uma pessoa que estou atendendo individualmente, para agregar ao atendimento dela, aí sim também atendo.

Normalmente indico para outro colega realizar o atendimento individual. Atender duas pessoas da mesma família mesmo que seja em dias separados, pode atrapalhar na evolução terapêutica.

Olá, Não há nada que diga que não pode ser feito no código do CRP. Em terapia familiar é comum e bem aceito o atendimento de vários membros da família, ou nas terapias sistêmicas. Mas em terapia individual não recomendo, principalmente se for marido e mulher, se as queixas são as mesmas... Se um deles já é paciente, é importante saber como ele(a) se sente sabendo que outro membro da família será atendido. Pode causar desconfiança na quebra do sigilo o que pode atrapalhar no processo de terapia.
Somos todos profissionais, mas eu por uma questão ética pessoal não atendo dois familiares ao mesmo tempo. Se for em épocas diferentes, o que foi paciente primeiro é consultado e depois de dar seu consentimento inicio os atendimentos. Mas sempre deixo claro, que a partir daquele momento serei terapeuta do outro e não poderei atende-los concomitantemente.
Espero ter respondido a sua dúvida.

Não existe nenhuma lei que impeça. O que vai definir isso é a disponibilidade do psicólogo e do paciente em vivenciar essa situação. Caso um dos envolvidos não se sinta a vontade, não é recomendado que se mantenha esse tipo de conduta.

A resposta a essa pergunta depende de uma variável de fatores. Se são dois familiares próximos para atendimentos individuais, o ideal é que não atenda. Cabe lembrar que o Conselho não traz nenhuma proibição, contudo alerta para as questões éticas e neutralidade. O que pode sem bem complexo dependendo do caso e do nível de parentesco das pessoas.

Sim, pode atender, dependendo das circunstâncias em que ocorre a procura, o psicólogo avaliara a queixa para que os clientes se sintam mais confortáveis no atendimento.

 Kelly Salgado de Jesus
Kelly Salgado de Jesus
Psicanalista, Psicólogo
Ilha Do Governador
Boa noite! Um psicólogo a menos que seja um psicoterapeuta especializado em família e neste caso todos devem estar presente nas sessões. Se o atendimento for individual o recomendado é que cada um seja atendido por um profissional, por questões éticas e também para que não haja interferências externas e principalmente para que o paciente sinta-se a vontade para falar sobre si.

Olá! Dentro da psicologia existem abordagens que permitem que o psicólogo atenda individualmente pessoas da mesma família desde que esses dois parentes estejam de acordo.
Essa idéia de que psicólogo não pode atender pessoas da mesma família vem da psicanálise, que é apenas uma das várias abordagens psicoterapêuticas da psicologia.

Pode sim, mas prefiro indicar um colega para atendimento de uma das pessoas.

Pode sim, desde que os familiares estejam de acordo. Entretanto, o psicólogo deve estar atento a fatores que podem interferir negativamente ao longo do processo. Se perceber que a relação terapêutica com um dos pacientes está sendo de alguma forma afetada negativamente, deve encaminhar um dos pacientes ou atender os dois ao mesmo tempo.

 Bruno Debernardi
Bruno Debernardi
Psicanalista, Psicólogo
Campinas
Do ponto de vista psicodinâmico é até possível atender parentes próximos, desde que as questões trazidas pelo segundo paciente não tenham a ver com o nosso já paciente. Mas, como já foi enfatizado pelos colegas, se não é impossível é pelo menos bastante complexo. Vai da capacidade do terapeuta manter essa separação dentro da sua mente na hora dos atendimentos.

 Marilene Zignani
Marilene Zignani
Psicanalista, Psicólogo
Jundiaí
O Conselho Federal de Psicologia disponibiliza o Portal da Transparência (transparência.cfp.org.br)
Ali consta tudo o que é vetado ao Psicólogo.

 Paulo Renato Oliveira
Paulo Renato Oliveira
Psicanalista, Psicólogo
Rio de Janeiro
Pode, mas não deve, salvo em casos absolutamente excepcionais. Vou falar de uma situação concreta. Uma mãe, que fazia análise por muitos anos, surgiu com uma demanda emergencial de um filho adulto com alto nível de sofrimento por conta de uma separação amorosa. Por questões até de confiança, ela demandou ajyda do analista, que admitiu atuar pontualmente em relação ao filho. Enquanto a mãe continua em tratamento, o filho fez o seu tratamento apenas durante a fase mais crítica de sua dor, afastando os riscos inerentes a esta situação, tal como.a ideação suicida. Após esse período, o filho, que sempre rejeitou fazer qualquer tipo de terapia, parou o tratamento.

Depende da abordagem do profissional. Algumas definitivamente não recomendam nem parentes, nem amigos próximos.
Na minha abordagem não há nenhum impedimento. O profissional deve ficar atento a esse processo da mesma forma de quando atende outros indivíduos.

Não há essa proibição por parte do Conselho Federal de Psicologia, porém fica claro a importância do profissional, avaliar o grau de afetividade que mantém com esse cliente, e se de algum modo irá comprometer os resultados da psicoterapia, pois a neutralidade é importante para que sua escuta seja livre de julgamentos, de uma forma mais ética e colaborativa.
Portanto, cabe ao profissional a decisão de fazer este atendimento. No meu caso, prefiro fazer o encaminhamento para outro colega.

 Kelly Fernandes
Kelly Fernandes
Psicólogo
Santo André, SP
Bom dia,
O Conselho Regional de Psicologia (CRP) não evidencia uma proibição clara quanto a este tipo de prática de atendimento. Como profissional, percebo que este tipo de prática (psicoterapia individual de mais de um membro da família) costuma vir acompanhado de interferências importantes que prejudicam o vínculo analítico, logo a análise tende a ser seriamente comprometida.
Como prática profissional, visando a qualidade do vínculo analítico e análise, prefiro indicar os familiares à colegas Psicólogos dos quais eu possa confiar no trabalho que exercem e, que compartilham da mesma ética profissional.
Agora, se estivermos falando sobre atendimento familiar (todos sendo atendidos na mesma sessão e visando a análise da relação grupo e não do indivíduo), existem profissionais altamente capacitados na área (sim, é importante que se tenha especialização em Psicoterapia Familiar) . Estes reconhecem, eticamente, que as sessões precisam se restringir ao atendimento do grupo familiar.
Espero ter auxiliado na resposta a sua dúvida.
À disposição.

Olá. Pode sim desde que: —tenham uma certa distância, pais e filhos e irmãos não são aconselháveis.
-não haja atrito entre eles.
-praticando psicanálise é mais complicado e menos aconselhável.
-todo tipo de orientação e avaliação ou testes pode.
-o CRP não diz nada proibitivo mas é bom manter o bom senso.
-se surgir algum
Problema eu encaminho o último chegado para outro profissional.
Bom senso acima de tudo.

Dra. Patricia Atanes
Dra. Patricia Atanes
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Depende muito da abordagem do profissional...não existe nenhum proibição, apenas recomendações que o psicólogo precisa tomar para não acontecer interferências nos processos terapêutico individuais. A experiência e a prática do profissional e importante na escolha por esse motivo.

Pode ser atendido sim principalmente na abordagem sistêmica, proporciona uma formação especifica para isso: . Em algumas abordagens é possível que o profissional busque informações de membros da família ou amigos que contribuem para uma visão do paciente.principalmente quando se trata de problemas para relacionar-se. Isso é feito com a permissão do paciente e com muita ética e habilidade do profissional.Em abordagens de base analítica a forma de trabalho é diferente.por isso depende muito de cada terapeuta.

Prof. Ana Carolina Lynch
Prof. Ana Carolina Lynch
Psicanalista, Psicólogo
Rio de Janeiro
Depende da abordagem e do tipo de tratamento. Se for um tratamento familiar sim pode acontecer. Se for individual é possível se não houver muitos conteúdos cruzados e as duas pessoas estiverem de acordo.

Dependendo do caso, em algumas situações isso pode acontecer na abordagem terapêutica EMDR.

Boa noite. Depende muito da situação, não se pode simplesmente dizer que sim nem que não, cada caso é um caso. Então o profissional ele vai avaliar se deve fazer os atendimentos com outros familiares ou não.

Dra. Aline Saramago Sahione
Dra. Aline Saramago Sahione
Psicólogo, Terapeuta complementar
Rio de Janeiro
Sim, contanto que ele consiga separar os atendimentos, lidando com cada pessoa individualmente, ou seja, tratar o indivíduo, não o que é dito um sobre o outro. É possível o psicólogo trabalhar a forma como você pensa as situações, suas crenças e emoções, seus comportamentos, suas características pessoais. E isso independe do outro familiar. Espero ter lhe ajudado! Sucesso em sua busca. Com carinho, Aline Saramago

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