Uma pessoa com esquizofrenia tem menos neurônios que uma pessoa normal???

Uma pessoa com esquizofrenia tem menos neurônios que uma pessoa normal???

7 respostas


Olá! A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico muito complexo e que, até hoje, mesmo após cerca de 100 anos de estudo da doença, o mecanismo exato pelo qual ela se inicia e progride ainda não está totalmente esclarecido. A maioria dos estudos que avaliaram a estrutura do cérebro do paciente com esquizofrenia, tanto os estudos no passado quanto os mais recentes, apontam para diferenças estruturais significativas entre o cérebro da pessoa com esquizofrenia e da pessoa que não possui o transtorno. Há estudos recentes, por exemplo, nos quais foram realizados exames de ressonância magnética do crânio e que mostraram alterações de redução do volume, tanto de uma forma geral (redução do córtex cerebral) quanto de locais específicos (como hipocampo, amígdala, tálamo e núcleo accumbens). Os estudos mostraram, também, aumento de algumas regiões, como o globo pálido e ventrículo lateral. Essas alterações são mais significativas quando a pessoa já sofre há muitos anos do transtorno, que não tem cura. Embora as alterações estruturais no cérebro de pessoas com esquizofrenia possam ser observadas, é importante destacar que a ciência tem avançado muito no tratamento e manejo da doença. Hoje, existem terapias e medicamentos eficazes que ajudam a controlar os sintomas e melhoram a qualidade de vida dos pacientes. A pesquisa continua, e novos tratamentos e abordagens terapêuticas estão sendo desenvolvidos para proporcionar um futuro mais promissor para aqueles que vivem com esquizofrenia. Para outras dúvidas com relação ao diagnóstico ou ao tratamento, recomendo que realize uma consulta com um médico psiquiatra. Abraço!

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Olá. O problema não é a quantidade de neurônios, mas o funcionamento do cérebro.


A esquizofrenia é uma condição que evolui para degeneração neuronal, ou seja, com o tempo, principalmente sem tratamento, há morte de neurônios. Então a resposta para sua pergunta depende do tempo de evolução da esquizofrenia, quanto mais tempo progredir sem tratamento maiores as chances de ter menos neurônios que a média da população para a mesma idade.


Não é correto explicar a esquizofrenia simplesmente como uma doença em que a pessoa possui “menos neurônios”. Trata-se de um transtorno complexo relacionado a fatores genéticos, neurobiológicos e ambientais, envolvendo alterações em circuitos cerebrais, neurotransmissores, conectividade e aspectos do desenvolvimento cerebral. Estudos de neuroimagem identificam diferenças médias em determinadas estruturas e funções cerebrais quando grupos de pessoas com esquizofrenia são comparados a grupos sem o transtorno, mas isso não significa que cada paciente possua uma quantidade específica menor de neurônios. O diagnóstico é clínico e não pode ser feito por ressonância ou pela contagem de células cerebrais.


Não é correto dizer simplesmente que uma pessoa com esquizofrenia possui menos neurônios. A esquizofrenia é um transtorno neuropsiquiátrico complexo associado a fatores genéticos, ambientais e do neurodesenvolvimento, envolvendo alterações em circuitos cerebrais, neurotransmissores e conectividade entre diferentes regiões. Estudos de neuroimagem encontram diferenças médias em algumas estruturas cerebrais quando grupos de pacientes são comparados a pessoas sem esquizofrenia, mas isso não equivale a uma simples contagem menor de neurônios e não ocorre de maneira idêntica em todos os pacientes. O diagnóstico da esquizofrenia é clínico e não pode ser estabelecido por ressonância ou “quantidade de neurônios”.

Dra. Joyce Moreno

Dra. Joyce Moreno

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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Não é correto explicar a esquizofrenia simplesmente dizendo que a pessoa possui “menos neurônios”. Trata-se de um transtorno complexo relacionado a alterações no desenvolvimento e funcionamento de circuitos cerebrais, envolvendo sistemas de neurotransmissores, conectividade e diferenças estruturais e funcionais observadas em estudos de grupos de pacientes. Isso não significa que exista uma contagem de neurônios capaz de diagnosticar esquizofrenia ou que o cérebro esteja simplesmente “perdendo neurônios”. O diagnóstico continua sendo clínico. Também existe grande variação entre indivíduos, e alterações encontradas em pesquisas não determinam, sozinhas, inteligência, autonomia ou prognóstico de uma pessoa específica. O tratamento precoce, adesão à medicação quando indicada, reabilitação psicossocial, sono adequado e redução do uso de substâncias podem ter impacto muito mais relevante no funcionamento cotidiano do que pensar na doença como uma simples quantidade de células cerebrais.


A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico complexo, associado a alterações do neurodesenvolvimento, da conectividade cerebral e do funcionamento de diferentes sistemas de neurotransmissores, especialmente dopamina e glutamato. Estudos de neuroimagem identificam, em determinados grupos de pacientes, diferenças médias no volume de algumas regiões cerebrais e na organização da substância cinzenta. Entretanto, isso não significa que toda pessoa com esquizofrenia tenha necessariamente menos neurônios ou que exista uma perda neuronal uniforme responsável pela doença. As alterações envolvem processos complexos, incluindo organização sináptica, conectividade e fatores genéticos e ambientais. Também é importante destacar que essas diferenças não determinam individualmente inteligência, capacidade funcional ou prognóstico. O acompanhamento psiquiátrico especializado permite compreender as manifestações clínicas, estabelecer tratamentos baseados em evidências e favorecer estabilidade, autonomia e qualidade de vida.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.