Uso lyberdia para o tdah e estudo para concursos. Será que a quetiapina pode afetar nos meus estudos
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Uso lyberdia para o tdah e estudo para concursos. Será que a quetiapina pode afetar nos meus estudos e memória?
Olá! Você faz muito bem em tirar suas dúvidas com a especialistas. Sua pergunta é muito relevante e mostra o cuidado que você tem com seus estudos e tratamento. Além de abrir portas para informações e orientações importantes para situações como a sua,
Vou explicar de forma simples: o Lyberdia (princípio ativo lisdexanfetamina) é um estimulante prescrito justamente para melhorar o foco, a atenção e o controle dos sintomas de TDAH. Por ser um estimulante anfetamínico, exige que o médico tenha uma série de cuidados, como exemplo da função cardíaca. Já a quetiapina é um antipsicótico que age de forma oposta em algumas vias cerebrais: ela tem efeito sedativo e é frequentemente usada para tratar esquizifrenia, alguns transtornos do sono, em crises psicóticas ou em quadros de humor (como depressão e a transtono bipolar) e ansiedade.
Respondendo diretamente à sua pergunta: sim, a quetiapina pode prejudicar os estudos e a memória, principalmente se usada durante o dia ou em doses mais altas. O efeito colateral mais comum é sonolência, lentidão de raciocínio, dificuldade de concentração e sensação de “névoa mental”. Em doses baixas (como 12,5 mg a 50 mg), às vezes pode ser indicada, para algumas pessoas, à noite para induzir o sono sem afetar tanto o dia seguinte, mas se ela é a melhor droga de escolha, só o médico, após avaliar todo o quadro clínico, as condições físicas e riscos de forma individualizada para cada pessoa, é que pode assumir a prescrição dela. Cabe ressaltar que ambas as medicações têm outros efeitos adversos importantes, que precisam também ser avaliados pelo médico, especialmente quanto à interação entre elas.
Por isso, é essencial lembrar:
Qualquer ajuste ou associação de medicamentos deve ser feito pelo psiquiatra que prescreveu o Lyberdia. Só ele conhece seu quadro completo e pode avaliar se a quetiapina é realmente necessária, em qual dose e horário, para não atrapalhar seus estudos. Até porque o especialista vai poder orientar o tempo de ação de cada medicação e qual a melhor dose, horário de uso e dar recomendações fundamentais que vão desde atenção aos alimentos e outros estimulantes ou sedativos (como café, "medicações naturais", chás, etc).
Nunca tome quetiapina, nem Lyberdia por conta própria — mesmo que outra pessoa com TDAH use e tenha te recomendado. Medicamentos controlados, como esses, têm riscos sérios se usados sem indicação ou supervisão. Digo isto por conhecer o mundo dos concurseiros, pois até a pouco tempo eu também estava nesta rotina louca, que durou 3 anos, até dar certo. Muitos conhecidos e amigos também estavam. Como psiquiatra, muitos conhecidos ou mesmo pacientes me procuram até hoje em busca de medicação para melhorar a performance. Sei que o uso é discriminado e se torna quase "obrigatório", pois temos a nítida sensação de que já uma prática de desnivela a concorrência. É tentador. Isso envolve remédios para a atenção, um pra ansiedade, aí um pra dormir, e por aí vai. É a medicalização das coisas da vida. Espero de coração que não seja o seu caso, que realmente você tenha o diagnóstico de TDAH e esteja em tratamento. Mas fica essa reflexão para qualquer pessoa que leia esta resposta.
Insisto: conselhos de amigos, grupos de estudo, buscas na internet ou respostas de IA nunca substituem uma avaliação médica presencial. O tratamento do TDAH associado a um objetivo tão exigente quanto concursos públicos merece ainda mais cuidado e personalização.
Espero ter ajudado. Siga as recomendações do seu psiquiatra. Caso não esteja sendo acompanhado(a), e tenha gostado da forma como gosto de acolher, conversar e orientar meus pacientes sem pressa, fico à disposição. Um abraço e bons estudos!
Vou explicar de forma simples: o Lyberdia (princípio ativo lisdexanfetamina) é um estimulante prescrito justamente para melhorar o foco, a atenção e o controle dos sintomas de TDAH. Por ser um estimulante anfetamínico, exige que o médico tenha uma série de cuidados, como exemplo da função cardíaca. Já a quetiapina é um antipsicótico que age de forma oposta em algumas vias cerebrais: ela tem efeito sedativo e é frequentemente usada para tratar esquizifrenia, alguns transtornos do sono, em crises psicóticas ou em quadros de humor (como depressão e a transtono bipolar) e ansiedade.
Respondendo diretamente à sua pergunta: sim, a quetiapina pode prejudicar os estudos e a memória, principalmente se usada durante o dia ou em doses mais altas. O efeito colateral mais comum é sonolência, lentidão de raciocínio, dificuldade de concentração e sensação de “névoa mental”. Em doses baixas (como 12,5 mg a 50 mg), às vezes pode ser indicada, para algumas pessoas, à noite para induzir o sono sem afetar tanto o dia seguinte, mas se ela é a melhor droga de escolha, só o médico, após avaliar todo o quadro clínico, as condições físicas e riscos de forma individualizada para cada pessoa, é que pode assumir a prescrição dela. Cabe ressaltar que ambas as medicações têm outros efeitos adversos importantes, que precisam também ser avaliados pelo médico, especialmente quanto à interação entre elas.
Por isso, é essencial lembrar:
Qualquer ajuste ou associação de medicamentos deve ser feito pelo psiquiatra que prescreveu o Lyberdia. Só ele conhece seu quadro completo e pode avaliar se a quetiapina é realmente necessária, em qual dose e horário, para não atrapalhar seus estudos. Até porque o especialista vai poder orientar o tempo de ação de cada medicação e qual a melhor dose, horário de uso e dar recomendações fundamentais que vão desde atenção aos alimentos e outros estimulantes ou sedativos (como café, "medicações naturais", chás, etc).
Nunca tome quetiapina, nem Lyberdia por conta própria — mesmo que outra pessoa com TDAH use e tenha te recomendado. Medicamentos controlados, como esses, têm riscos sérios se usados sem indicação ou supervisão. Digo isto por conhecer o mundo dos concurseiros, pois até a pouco tempo eu também estava nesta rotina louca, que durou 3 anos, até dar certo. Muitos conhecidos e amigos também estavam. Como psiquiatra, muitos conhecidos ou mesmo pacientes me procuram até hoje em busca de medicação para melhorar a performance. Sei que o uso é discriminado e se torna quase "obrigatório", pois temos a nítida sensação de que já uma prática de desnivela a concorrência. É tentador. Isso envolve remédios para a atenção, um pra ansiedade, aí um pra dormir, e por aí vai. É a medicalização das coisas da vida. Espero de coração que não seja o seu caso, que realmente você tenha o diagnóstico de TDAH e esteja em tratamento. Mas fica essa reflexão para qualquer pessoa que leia esta resposta.
Insisto: conselhos de amigos, grupos de estudo, buscas na internet ou respostas de IA nunca substituem uma avaliação médica presencial. O tratamento do TDAH associado a um objetivo tão exigente quanto concursos públicos merece ainda mais cuidado e personalização.
Espero ter ajudado. Siga as recomendações do seu psiquiatra. Caso não esteja sendo acompanhado(a), e tenha gostado da forma como gosto de acolher, conversar e orientar meus pacientes sem pressa, fico à disposição. Um abraço e bons estudos!
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Não
Saudações! A quetiapina pode sim afetar os seus estudos e a sua memória, pois ela atua bloqueando receptores de histamina e dopamina no cérebro, o que frequentemente causa sonolência, lentidão no processamento de informações e dificuldade de concentração, um efeito de sedação que pode se contrapor diretamente à ação estimulante da lisdexanfetamina (Lyberdia) usada para o TDAH. O impacto real vai depender muito da dosagem prescrita: doses baixas (25mg a 50mg), geralmente usadas à noite para induzir o sono, tendem a causar apenas uma ressaca matinal ou fadiga que melhora ao longo do dia, enquanto doses moderadas ou altas (acima de 100mg), voltadas para a estabilização do humor, podem comprometer a memória de trabalho e a velocidade de raciocínio de forma mais contínua, prejudicando o rendimento exigido na rotina pesada de estudos para concursos. No entanto, se o seu médico prescreveu a quetiapina para tratar uma insônia grave ou estabilizar o humor, a falta de sono ou a ansiedade descontrolada poderiam ser ainda mais prejudiciais para o seu aprendizado do que os efeitos colaterais do remédio, tornando essencial ajustar o horário da tomada ou a dose com o seu especialista para proteger o seu foco. Espero ter contribuído.
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