A braquiterapia (também denominada terapia de radiação intersticial ou terapia com implante de sementes) é um tipo de terapia de radiação usadas para tratar o câncer. Consiste em um procedimento minimamente invasivo, através do qual o médico implanta minúsculas sementes radioativas (com aproximadamente a dimensão de grãos de arroz) permanentes no tumor. As sementes são implantadas sob anestesia, através de agulhas. As sementes são suficientemente pequenas para que o paciente não as sinta. Dependendo das circunstâncias em que se encontra, será utilizado radioativo (I -125) ou paládio (Pd-103). O material radioativo emite uma radiação localizada durante determinado número de meses visando a destruição do câncer. Ao contrário da terapia de radiação externa em que raios de alta energia de raios-X gerado por uma máquina são dirigidas ao tumor de fora do corpo, a braquiterapia coloca material radioativo diretamente ou perto do tumor. Permite ao médico usar uma dose maior total para tratar uma pequena área em menos tempo do que é possível com o tratamento com radiação externa. A braquiterapia tem sido muito utilizada no Brasil, principalmente em tumores ginecológicos. A única desvantagem desta técnica é que não pode ser utilizada quando o tumor não está restrito somente a uma área. Se o tumor extravasou um órgão alcançando outros órgãos ou linfonodos vizinhos, a braquiterapia não alcança à distância. Portanto, é um tratamento muito restrito, que só tem indicação para tumores muito pequenos. O implante de sementes é um tratamento eficaz para homens com localizado (limitado ao órgão) e não requer qualquer incisão cirúrgica proporcionando aos pacientes um curto período de recuperação. A braquiterapia pode ser um procedimento sem internamento pois a maioria dos indivíduos recebem alta no mesmo dia do tratamento e podem retomar suas atividades normais alguns dias após o tratamento. A braquiterapia é usada para tratar câncer em todo o corpo, incluindo o de próstata, colo uterino, cabeça e pescoço, pele, mama, vesícula biliar, útero, vagina, pulmão, reto e olho. O tratamento é possível para pacientes que, por exemplo, tenham contra- indicação para realizar uma cirurgia. É um tratamento com pouca toxicidade e bons resultados.

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Dra. Patricia Moretto
Oncologista, Internista
Porto Alegre
O PSA pode aumentar durante ou após radioterapia/braquiterapia. Contudo, o seguimento com PSA seriado em geral mostra um declínio. O valor mais baixo de PSA então serve como a nova referência.…

Dra. Marcia Pereira De Araujo
Ginecologista, Médico de família, Médico acupunturista
São Paulo
As pacientes submetidas a Braquiterapia ficam com a mucosa vaginal muito sensível e por vezes qualquer manipulação pode causar ruptura e sangramento.
Eventualmente se as lesões a que se…

Dr. Marco Aurelio Varella Figueiredo
Oftalmologista
Petrópolis
Para os melanomas de médio e pequeno porte, ou seja, base de até 17 mm e com altura de até 10 mm., as técnicas para tratamento do melanoma ( na tentativa de preservação do olho e também, se possível,…

Depende da região anatômica irradiada, mas geralmente não.

Dr. Antonio Felipe Santa Maria
Oncologista, Cirurgião geral
Rio de Janeiro
boa tarde,
durante a braquiterapia a penetração é muito difícil de ser realizada pois pode geral muita dor e sangramento. muitas vezes o parceiro insiste mas esta prática deve ser consensual…

Dr. Rafael Onuki Sato
Oncologista
São Paulo
Não faz parte do tratamento padrão desta patologia.
A cirurgia associada ou não a terapia alvo é a principal forma de tratamento.

Dra. Patricia Moretto
Oncologista, Internista
Porto Alegre
Concordo com o Dr Gobetti. Fale com o radioterapeuta que realizou a sua terapia para esclarecer demais dúvidas sobre efeitos colaterais a curto e longo prazo. Leia o papel assinado por você :consentimento…

Dr. Icaro Carvalho
Radioterapeuta
São Paulo
Existe uma técnica de braquiterapia chamada comumente de Betaterapia, a qual utiliza uma placa de contato que produz radiação ionizante de baixa penetração, por ser constituída por elétrons.

Dr. Icaro Carvalho
Radioterapeuta
São Paulo
Imagino que a questão refere-se à braquiterapia realizada em doenças ginecológicas, uma vez que é a única modalidade com cobertura pelo SUS e por parte dos convênios. No Brasil é muito utilizada…