Experiência

Sempre gostei de aprender, e no decorrer da vida fui descobrindo em que realmente gostaria de trabalhar. A motivação, autossuperação e o raciocínio sempre foram temas intrigantes para mim. Aguçava minha curiosidade entender porque algumas pessoas avançavam e outras nem tanto. O que as mantinha energizada em busca de algo? De onde vinha essa energia? Como a direcionavam? Resolvi estudar educação física, entender a fisiologia humana e a superação em vários aspectos. Logo em seguida fiz Análise de Sistemas. Ministrando aulas descobri o quanto me recompensava perceber o avanço dos alunos, cada sorriso, cada vibração, cada comemoração eram minhas também e deixavam-me muito feliz e realizada. Mas trabalhar apenas na Ed. física escolar parecia pouco, eu queria poder fazer mais. Comecei a indicar a psicomotricidade para alunos com dificuldades. Percebi que avançavam mais rapidamente e logo me interessei mais pelo tema. Então, fiz o curso de psicomotricidade Ramain-Thiers, na época um curso bastante reconhecido pelo meio. Gostei, comecei a atuar no consultório, mas ainda achava que podia ajudar mais, fiz Programação Neurolínguistica, apliquei, gostei, mas queria mais. Minha professora de psicomotricidade tinha acabado de fazer o primeiro curso de PEI - Programa de Enriquecimento Instrumental no Brasil, foi ministrado em São Paulo e voltou empolgadíssima. Não tive dúvidas, essa seria minha próxima aquisição. Em 1996, lá estava eu para uma surpresa inesquecível. Ali me apaixonei pela metodologia e cada vez que praticava, mais me apaixonava, os resultados eram muito animadores. Nesta época trabalhava também na Secretaria de Educação e Cultura do DF - SEC/DF, fui me envolvendo em projetos e fui convidada pela direção de uma escola para trabalhar com desenvolvimento cognitivo de crianças com necessidades especiais. A SEC foi mais que uma escola para mim, os alunos não tinham recursos, precisavam de muita ajuda, alguns pais eram analfabetos, o que os impossibilitavam de ajudar o filho. Quando me deparei com esse nível de dificuldades imergi cada vez mais em meus estudos, novos cursos de PEI na Espanha e França e assim por diante. Fiz psicopedagogia. A essa altura já tinha feito meu primeiro curso de Biofeedback e lia muito sobre neurociência tentando entender como atuavam os mecanismos neurofuncionais, a inteligência humana e artificial e como a mediação (tipo especial de intervenção psicopedagógica) poderia ajudar na aprendizagem. A prática também foi outra mestra, estudava e punha em ação tudo que aprendia e assim reconhecia o que funcionava ou não. Fui supervisora do projeto Um Passo a Mais do Instituto Pão de Açúcar em Taguatinga. Eram muitos afazeres e com dois filhos precisava priorizar. Deixei a SEC. Foram anos em que realizei o sonho de trabalhar com 100 crianças diferentes por ano, durante 4 anos. Como era aberto para comunidade e tínhamos limite de alunos, a seleção era feita buscando os que mais precisavam de ajuda. Se a criança fosse mal nas dinâmicas, se não conseguisse interagir, se ficasse perdida ou confusa ganhava a vaga. Os recrutadores sentiam-se felizes, pois a proposta era escolher os que mais precisavam entrar no projeto. Também poderíamos modificar a estrutura cognitiva e consequentemente a vida dos escolhidos. Durante 4 anos realizamos esse sonho, o programa era um sucesso. Infelizmente o grupo Pão de açúcar foi vendido e o programa encerrado. Durante esse período completei minha formação no PEI e me tornei formadora de mediadores associada ao Feuerstein Institute. Passamos a ministrar cursos e emitir certificado internacional. Depois disso, descobri uns novos equipamentos de Biofeedback que prometiam relacionar mais funções fisiológicas. Minha curiosidade, como sempre, me levou lá. Fui fazer mais um curso, descobri a Análise Computadorizada do Sistema Nervoso Autônimo, que possibilita encontrar uma serie de "âncoras fisiológicas" elementos que dificultam o avanço da aprendizagem. Ali apareceram os direcionamento para meus novos estudos. Precisava descobrir o que mantinha alguns aprendizes lentos, mesmo com intervenções de qualidade, mesmo com esforço do mediador e do aprendiz. Tanto pessoas com deficiência como aquelas que tinham apenas dificuldades as vezes demoravam tanto a avançar, por que? Descobri que não existe só o estresse emocional, existe também um estresse fisiológico que pode ser causado pela má alimentação, distúrbios do sono, falta de atividade física, respirações dessincronizadas com o organismo, falta de coerência cardíaca, dificuldade de controlar a ansiedade... que funcionam como verdadeiras ancoras mantendo o aluno no patamar inicial ou permitindo muito pouco avanço, mesmo com muito esforço e dedicação do aprendiz. O próximo passo seria identificar esses casos e mais que isso, estimular a possibilidade das mudanças de hábitos necessárias para liberar os cliente das "ancoras fisiológicas" e possibilitar o tão necessário e almejado avanço. Conheci e fiz parceria com o Dr. Paulo Fochesato, estudamos e colaboramos muito um com outro, nossas visões tão diferentes foram e ainda são muito enriquecedoras. Em abril de 2018, terminei um estudo com o levantamento do perfil fisiológico do controle da ansiedade de 60 indivíduos com baixo rendimento escolar. Foi mais uma conquista e a abertura de mais um leque de possibilidade de estudos.
mais Sobre mim

Experiência em:

  • Psicopedagogia clinica
  • Educação especial inclusiva
  • Mediação pei
  • Alfabetização

Pacientes que trato

Adultos
Crianças

Serviços e preços

  • Primeira consulta Psicopedagogia

    R$ 295

  • Alfabetização


  • Anamnese Psicopedagógica


  • Apoio pedagógico a portadores de necessidades especiais


  • Apoio Psicopedagógico


Consultório

Tereza Pita
CDIB - Centro de Desenvolvimento da Inteligência e Biofeedback

SRTVN, Q.701, Ed. Centro Empresarial Norte, torre B, sala 535. - Asa Norte, Asa Norte, Brasília 70719-903

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7 opiniões

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    Boa profissional. Atenciosa e boa ouvinte. Explica com clareza seu processo de trabalho e nos deixa a vontade.

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Perguntas frequentes